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Comprando no Escuro

Posted in Sons, Viagens with tags , , , on 03/07/2012 by Kilminster

Começaram as vendas para o festival Planeta Terra 2012.

Badalado nos últimos anos, em que foi realizado no Playcenter, o festival ganhou notoriedade por trazer grandes nomes, em especial da cena Indie Rock, e por sua organização, muito distante dos padrões conturbados dos demais festivais brasileiros

Até aí tudo bem, afinal de contas, o que é bom deve ter continuidade. O problema é que a exemplo do que acontece em festivais americanos e europeus e que já vem acontecendo no Brasil há algum tempo, os ingressos têm sido postos à venda sem que o line-up do festival esteja fechado

Em se tratando de um festival de música, supõe-se que quem comparecerá são fãs de música. Mas se o line-up não está fechado, como saber se este será do seu agrado

Ok, você pode achar que é uma oportunidade de conhecer coisas novas e ser surpreendido, mas é como comprar uma pizza e não saber qual será o sabor. Pode vir uma coisa que você gosta, uma que você não gosta, uma novidade que te agrada e ainda uma invencionice gastronômica à base de fígado de rã

Aí o que acontece, o festival fica cheio de gente que foi lá só pelo evento, como se fosse a uma balada, de muderrrninhos que não querem perder a chance de participarem de um evento descoladinho, enfim, de gente que não necessariamente sabe o que está fazendo ali, deixando vários fãs que gostariam de estar lá

Se você não tem dinheiro sobrando, não pode arriscar desse modo. Aí a organização do festival orgulhosamente anuncia sua banda favorita quando os ingressos já estão esgotados. E você fica a ver navios enquanto alguém que não dá a menor importância está lá dentro

Festival hoje em dia é comprar no escuro. Vai encarar?

 

 

Esteja Lá!!!

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 18/01/2011 by Kilminster

Metallica

Posted in Sons with tags , , on 05/02/2010 by Kilminster

Por mais que queiram os detratores, por mais que os filhotes de Lester Bangs façam beicinho e por mais que torçam o nariz o pessoal do NME, não tem pra ninguém. O Metallica veio a São Paulo e mostrou com quantos riffs se faz um show de rock.

Um belo desfile de clássicos, músicas novas que não destoam do material anterior, técnica, feeling de sobra e a certeza de que encima do palco são imbatíveis, fizeram com que o Metallica atropelasse a platéia presente como se fosse um rolo compressor.

Pouco mais de duas horas de rock pesado feito por quem mais entende do assunto. James Hetfield, com sua pata de urso, despejou riffs e mais riffs precisos e pesadíssimos, enquanto esbanjava carisma e conduzia a platéia para onde quisesse, trazendo todos consigo repetindo cada palavra das canções. Kirk Hammet, como sempre, cumpriu seu papel correndo de um lado para o outro e solando como nunca. Robert Trujillo, o cara novo há sete anos, faz a “performance do gorila” enquanto toca o baixo com a facilidade de quem toca air guitar. Lars Ulrich, por sua vez, assumiu um papel mais discreto na banda, deixando os homens de frente brilharem e se concentrando em sua bateria.

O público ficou em êxtase logo depois da primeira música. Creepin’ Death na abertura do show já é para qualquer fã ficar feliz. Em seguida, porrada atrás de porrada, tocando inclusive músicas que pouco tinham sido apresentadas anteriormente.

O Metallica no palco mostra logo quem manda, sem frescuras e sem se comportar como quem pede desculpas por existir. É massacre sonoro do começo ao fim, sem perdão.

Quem esteve lá saiu satisfeito, sabendo que é disso que é feito o rock and roll.

Metal up you ass!!!