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Acredite, Um Dia Foi Bom

Posted in Sons with tags , , , , on 23/11/2011 by Kilminster

Titãs:  É verdade! Um dia, muito antes de perderem integrantes e caírem numa mesmice triste e enfadonha, os Titãs foram bons. Muito bons. Se você não acredita, ouça os incríveis “Cabeça Dinossauro” de 1986, “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” 1987 e “Õ Blesq Blom” de 1989 ou o pesadão “Titanomaquia” de 1993. Letras com um humor ácido, uma grande variedade musical, inovação…Pena que eles não souberam a hora de parar.

Renato Aragão:  Sim, o glorioso Didi já foi engraçado. Porém quando contava com seus parceiros Dedé e os saudosos Mussum e Zacarias. O programa dominical que antecedia o Fantástico fazia humor para as crianças com mensagens subliminares para os pais. Ou seja, petizes e adultos entendiam o programa cada um à sua maneira e se divertiam. As piadas não primavam pelo politicamente correto, valia tudo, (ninguém morreu por causa disso, nem cresceu traumatizado, diga-se de passagem), e as paródias de vídeos musicais eram impagáveis. Por hoje, Renatão faz piadas que até no jardim de infância têm sua eficácia contestada. Tente “Trapalhões” no You Tube e divirta-se.

Roberto Carlos: O Rei, antes de afundar no TOC e fazer canções homenageando as mulheres gordinhas, baixinhas, míopes, remelentas e com disfunção na hipófise, teve seu momento de glória. Saindo dos ingênuos e divertidos Iê-Iê-Iês da Jovem Guarda, teve uma fase em que flertou com a música negra, quando soltou suas melhores criações. Tente alguma coisa da década de 60 ou 70. Depois disso, baixou o Wando, ele entrou numas de ser o sabonete e coisas assim, posou com uma peninha de águia no cabelo e o caldo entornou.

Michael Jackson: Este é o caso mais escabroso. Egresso de uma família de músicos, demonstrava todo seu talento desde criança. Tinha uma voz privilegiada, dançava como poucos, ao lado de Quincy Jones criou o pop perfeito aliando a dance music de fins dos 70s com todo o balanço e pegada da Motown e gravou Thriller, o álbum mais vendido de todos os tempos. Em seguida, revolucionou a linguagem dos videoclipes e protagonizou as maiores superproduções jamais vistas em um palco. Depois disso, decidiu ficar branco e enlouqueceu. Daí em diante, processos, devastação de fortuna e decadência. Ouça “Of the Wall” de 1979 e “Thriller” de 1982.

Everybody Now!!!

Posted in Sons with tags , , , , , on 07/10/2009 by Kilminster

Ok, ok! Quem não aprecia um bom refrão em suas músicas prediletas? Afinal de contas é a parte mais fácil de decorar e que se repete pela música. Às vezes até de mais, o Aerosmith, por exemplo, há tempos vem tentando fazer uma música só com refrão.

Mas não é qualquer refrão que se torna um “Everybody Now”. Para atingir este nível, o refrão precisa ser absolutamente irresistível, empolgante e explosivo. Um bom “Everybody Now” é aquele no qual você solta a voz onde quer que esteja, seja no carro, no show ou no chuveiro e esvazia os pulmões como se não houvesse amanhã.

Em minha opinião, seguem os melhores “Everybody Now” de todos os tempos: 

– Whisky a GoGo, Roupa Nova: O refrão e os infames “hey, hey, ho, ho” do meio são campeões em qualquer baile de formatura ou casamento;

– Don’t Stop Believin’, Journey: Chega ser emocionante de tão catártico. Emoldurado por um riff marcante e uma bateria genial é o exemplo mais bem acabado de “Rock Arena”. Para cantar de olhos fechados e braços erguidos;

– Todos Estão Surdos, Roberto Carlos: Uma das incríveis incursões do Rei por temas religiosos, está traz aqueles “lá-lá-lás”, (nos quais Robertão é mestre). Propício para a Rede Globo mostrar no especial de fim de ano dar aquele take na platéia com cada um batendo palmas em um ritmo;

– Born To Be My Baby, Bon Jovi: Essa então, tem dois, os “na na nas” do começo e o refrão em si;

– Stay, Oingo Boingo: O melhor dessa e que todo mundo canta o refrão, mas pouquíssimos sabem a letra. Talvez seja o maior “Everybody Now” em grego de todos os tempos;