Arquivo para paul mccartney

Vida e Morte no Rock and Roll

Posted in Viagens with tags , , , , on 05/03/2013 by Kilminster

Elvis não morreu, há quem jure que ele está vivinho da silva e mora na Argentina e está gorducho, careca e bonachão e que sai para passear todos os dias com seu cãozinho na Recoleta.

Dizem as más línguas que de vez em quando aparece na Bombonera para assistir aos jogos do Boca ao lado de Maradona. Tudo bem que o Rei tinha problemas com as drogas, mas escolher morar na Argentina é um pouco meio muito!

Quem está morto de fato é o Paul McCartney. Este que faz turnês e ainda grava discos é um sósia que foi arrumado às pressas nos idos de 1966 para substituir o verdadeiro Macca que estourou os miolos em um acidente de moto. Ainda bem, porque este sósia, inclusive vocal, é tão ou mais talentoso que o original e foi capaz de idealizar o Sgt. Peppers e compor outras pérolas como The Long and Winding Road e Let it Be.

Jim Morrison é outro que causa muita controvérsia. Dizem que ele hoje é um tiozinho pacato que alimenta os pombos no Jardin du Luxembourg e visita seu próprio túmulo no Père Lachaise, e que, quando está muito cheio de fãs lá em volta, ele se esconde e grita: “Mother, I want to f…..oh yeah”. Só pra ver a cara de espanto das pessoas.

Agora quem morreu faz tempo é o Charlie Watts. Ele fica congelado e quando os Stones vão tocar, ele toma choques de alta voltagem e recebe injeções de adrenalina o que faz com que ele tenha espasmos e acabe por batucar no ritmo.

Música Para Ouvir

Posted in Sons with tags , on 18/06/2012 by Kilminster

É um sintoma da atual modernidade. Ninguém pára para ouvir música. Música virou trilha sonora para alguma outra coisa.

Ouvimos música quando estamos dirigindo, no ônibus, enquanto lavamos louça, varremos a casa, conversamos com amigos. A música na verdade fica ali no fundo, como se servisse apenas para preencher os silêncios.

Para mim tem que ser mais que isso. Não há nada como parar para ouvir música. Se acomodar em um sofazão confortável, apagar a luz e colocar algumas faixas para rodarem.

Ouvir com atenção, reparando nos detalhes, tentando entender a letra, experimentando as sensações que cada passagem instrumental provoca. Só assim se compreende integralmente o que foi feito pelo artista, quais eram as intenções dele com aquela música e, de fato, o quanto ela significa pra você.

Música é para ouvir se deixar levar. Se você vai ficar contemplativo, se vai ter vontade de levantar e dançar, de pegar a estrada, pilotar uma moto ou resgatar uma memória perdida, é música que vai dizer.

A atenção mostra bem melhor o que é descartável e o que vai ficar. O que se tornará clássico e o que cheirará a mofo no próximo verão.

Mas isso não funciona se a música for só trilha sonora. Música é para ouvir.

A propósito, completa 70 anos hoje Sir. Paul McCartney, autor de diversas pequenas pérolas que merecem toda a nossa atenção.

 

Vendo o Paul Pela TV

Posted in Olhares, Sons with tags , on 21/12/2010 by Kilminster

Ontem, 19/12/2010, quase um mês depois, vi finalmente o show que Paul McCartney fez em São Paulo pela TV. No dia dos shows, estive presente no estádio conferindo a lenda das lendas tocando ao vivo.

A avaliação do show após ver ali, ao vivo, é fundamentalmente carregada de emoção, afinal de contas, a presença de um beatle por si só já suscita tantos sentimentos que é quase impossível se fazer uma avaliação imparcial do show. Aquelas músicas que ele toca, estão tão impregnadas em nossas vidas, que como observa Paul Stanley, do Kiss, muitas vezes nos fazem chorar sem que saibamos por que.

Mas de volta ao meu sofá e já tendo absorvido o impacto de ver Paul ao vivo, a percepção é outra.

Muito embora o que foi exibido pelo canal a cabo Multishow tenha sido um compacto muito chinfrim, foi possível se ter uma boa idéia do que foi a performance de Sir Paul.

E então qual a conclusão? A conclusão é que um show do ex-beatle não tem erro. É o que se chama em corridas de cavalos de barbada. A competência extrema da banda e de Paul, aliada ao repertório infindável de clássicos, garantem a qualquer um a qualquer hora um show memorável.

Apesar de em alguns momentos demonstrar que algumas notas já não saem com aquela naturalidade, o velho Macca, de 68 anos de idade, ainda canta muito bem, sem ter que descaracterizar as músicas ou baixar o tom. Seu contrabaixo é perfeito, assim como o piano e a energia no palco, se já não é a de um jovem, é compensada com muito carisma e com toda a experiência que os mais de cinquenta, (!!!), anos de carreira conferiram ao lendário beatle.

Portanto, ao conferir pela TV o show que eu tinha visto no estádio, concluí que a apresentação foi incrível, ainda que despida da emoção de “estar lá”. Um show como poucos podem fazer.

Como foi o show?

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags on 24/11/2010 by Kilminster

Como avaliar o show de um cara que definiu a cara do rock and roll e de boa parte da música pop a partir da segunda metade do século XX?

Que após praticamente 50 anos de carreira ainda consegue lançar coisas relevantes?

Que não tem medo de fazer um show para agradar o público que pagou para vê-lo, afinal de contas não precisa provar mais nada para ninguém?

Que tem a noção exata de sua importância?

Que tem suas músicas gravadas no DNA das pessoas, sendo capaz de despertar sentimentos em quem quer que seja?

Que mesmo sendo um bilionário aos 68 anos, faz um show de três horas sem sequer tomar um copinho d’água?        

Que aos 68 anos ainda consegue cantar suas músicas no tom original e com toda a energia?

Que atravessa gerações sem perder força?

Melhor apenas guardar as lembranças.

Por que vale a pena ir assistir ao Paul McCartney?

Posted in Sons with tags , on 28/10/2010 by Kilminster

Porque ele tocou na banda mais importante de todos os tempos, que revolucionou não só a música, mas o comportamento de toda uma geração e por consequência de todas as posteriores.

Porque sua contribuição nos Beatles rompeu todas as barreiras do rock e da música pop, expandindo as possibilidades para todos os lados sendo influência direta ou indireta para tudo que veio depois.

Porque compôs uma boa quantidade de músicas absurdamente acima da média e mesmo algumas delas que foram compostas há quase cinquenta anos, soam mais modernas que os moderninhos que as copiam.

Porque a idéia do Sgt.Peppers Lonely Hearts Club Band foi dele.

Também porque ele se mantém na ativa desde 1900-e-lá-vai-pedrada, fazendo música em várias tendências e realizando shows por aí mesmo sendo um bilionário de quase setenta anos de idade. Detalhe, ótimos shows, com uma banda impecável e desempenho idem.

Ainda mais porque seus dois últimos álbuns, Chaos and Creation in the Backyard, (2005) e Memory Almost Full, (2007), seguramente figuram entre os melhores de sua carreira.

E acima de tudo porque ele é o Paul McCartney, um Beatle. A lenda acima das lendas que talvez só pudesse ser igualado por John Lennon e ao lado de quem é absolutamente insuperável.