Arquivo para Nirvana

Tudo Se Recicla Parte II

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 19/11/2012 by Kilminster

 

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Que “coincidência”!!!

É só dar uma disfarçadinha no fim…

E acelerar…

Ou desacelerar…

E manter o conceito

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Tudo Se Recicla…

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 26/10/2012 by Kilminster

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Uuuuuh-uh, ou Aaaaaaah-ah

A Garota Americana ou a Última Noite

Dando uma aceleradinha…

… eh… tem a ver… olha só o riff do meio…

E esse pianinho…

Opa…

Hummmmm…

Cobain x Dunga

Posted in Momento Sr. Saraiva, Sons with tags , , , on 24/09/2011 by Kilminster

Completos vinte anos do lançamento do agora lendário Nevermind do Nirvana, chega a hora de olharmos para trás e tentar entender qual foi o legado que este disco nos deixou, passado todo esse tempo e considerando o impacto que ele teve sobre o rock and roll e principalmente sobre a mídia envolvida no assunto.

O que consigo perceber é que levando-se tudo em consideração, o efeito do Nirvana e seu Nevermind no rock, é mais ou menos o mesmo do Dunga, (não como técnico, mas como jogador), no futebol brasileiro.

Depois das Copas de 82 e 86, onde apesar de apresentar um futebol vistoso a seleção brasileira acabou derrotada, o volante Dunga passou a simbolizar o novo perfil de jogador. Pragmático, raçudo, de talento limitado, acabou sendo o líder do time campeão de 1994 na única final de Copa do Mundo a terminar 0 x 0.

Desde então, o futebol brasileiro passou a valorizar técnicos e esquemas táticos, aplicação e disciplina em detrimento do talento, irreverência e improviso, tão peculiares ao futebol tupiniquim e que sempre encantaram o mundo. Tudo em nome do resultado, o fim justificando os meios. Tirou-se do futebol sua razão de ser, a diversão.

Com o rock pós-Nirvana a mesma coisa. Solos de guitarra viraram quase um insulto. Se a banda capricha nas partes instrumentais é desdenhada. Alto volume para disfarçar falhas virou item obrigatório. Bandas que não conseguiam reproduzir ao vivo suas próprias músicas, (Nirvana incluso), viraram o ‘cool’.

Em vez do artista excêntrico, que ousava fazer o que ninguém mais poderia e que parecia estar em outro patamar, passou a se dar valor para caras que eram exatamente iguais à platéia. Um comum, que fazia música comum de um jeito comum.

Resultado, milhares de bandas comuns fazendo sons comuns se sucedendo no gosto da crítica que passou a apontar uma salvação do rock por semana.

Ninguém veio de verdade para chutar a porta. Temos agora uma enxurrada de bandas que quase pedem desculpas por existirem, ou então que se esmeram demais em desarrumar cuidadosamente os cabelos para parecerem despretensiosos. O blasé é o hit do momento.

Rockstars são e devem ser pretensiosos, uma vez que devem querer ser dignos de nota. Devem ser arrogantes, pois ninguém que acha que deve ser notado é verdadeiramente humilde. E devem gostar ou ao menos saberem aturar os holofotes, câmeras, microfones, paparazzis e tudo que vem com a fama. Caso contrário, bibliotecário talvez seja uma profissão mais indicada.

Muito em comum...