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Baile de Formatura? Tô Fora!!!

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 21/12/2010 by Kilminster

Fim de ano, além de toda aquela coisa tradicional de natal e ano novo, tem mais um fator de felicidade, é a época em que todos se formam nos mais diversos cursos. Ensino médio, faculdades e até ensino fundamental.

E o que isso quer dizer? Quer dizer que no começo do ano seguinte teremos as inefáveis colações de grau e os sensacionais bailes de formatura.

Claro, as colações são muito pentelhas e até as piadinhas são repetidas geração após geração, mas nada supera o baile…

A comissão de formatura passa o ano tentando arrecadar verbas de tudo quanto é lado para conseguir alugar salão, pagar banda, buffet e tudo mais que está envolvido na parada.

Aí chegado o esperado dia do baile, todos, formandos, parentes, convidados e bicões se metem nas roupas mais desconfortáveis que possuem e vão animadamente para a dita festa.

Mas todo baile de formatura é uma grande sensação de “dejá vu” nada ali é novo. Tem as gravatas engraçadinhas, os vestidos exagerados, os sapatos envernizados, gel no cabelo, penteados artísticos, vestidos mais curtos do que o permitido pela forma física de sua ocupante, as garrafas de uísque clandestinas, os salgadinhos murchos, a cerveja quente, o ar condicionado insuficiente e a banda.

Geralmente as bandas tem um nome estranho, misturando palavras e números, às vezes em trocadilhos infames como Opus 6, ou então mais tradicionais como Dimensão 5. Mas não faz a menor diferença, porque todas elas tocam exatamente a mesma coisa. Pode ver… quase não muda.

Enquanto os convidados chegam, rola aquele som ambiente, aí vem um incrível show de luzes e a banda começa. Musiquinhas easy listening, com ênfase nas “Divas” berrantes da música americana.

Depois, alguns boleros e canções batidas do Frank Sinatra, (leia-se New York, New York).

Daí pra frente, aquele insuportável medley de rock dos anos 50, (que todos chamam de “anos 60”), do Jive Bunny. Essa coisa já está gasta, toca há mais de 20 anos em todos os bailes, mas não falha. Segue a dobradinha “La Bamba/Twist and Shout” e Whisky A GoGo, com seu constrangedor ‘hey-ho’… E todos na pista, garotas, (ou nem tanto), descalças e rapazes com gravatas na testa, adoram. Um pouquinho de disco music, sem esquecer I Will Survive e pronto.

Só a partir desse momento é que as mudanças ocorrem nos bailes de formatura, mas não pense que isso é positivo. Não, é apenas a substituição do pior da música ultrapop do semestre passado para o pior da música ultrapop desse mês. Aí vêm os Funks, os últimos sucessos do setanejo universitário, (Universitário? Será que alguém fez faculdade de viola ou sanfona?), a última da Ivete e da Claudinha Leite.

Confesso que nunca esperei chegar nesse ponto. A hora de ir embora é muito antes disso.

Mas gostaria que alguém me explicasse como é que as pessoas frequentam este tipo de festa ano após ano e ainda conseguem gostar?

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