Arquivo para marcelo nova

E Daí?

Posted in Viagens with tags , , , on 18/12/2012 by Kilminster
E daí, se o mundo acabar?
Como diria Marcelo Nova, “ôôô criança… isso é só o fim”.
Se acabar, vai acabar e pronto, não tem com que se preocupar. Se não acabar, a gente continua tudo como era antes.
Agora, sacanagem é o mundo acabar na sexta-feira.
Se é pra acabar, que acabe na segunda, deixa a gente curtir o fim de semana, pelo menos.
Fala sério, você trabalha a semana inteira e na hora de tomar aquela cervejinha, vem o apócalipse.
Melhor seria acabar com o mundo logo após a reprise de Carga Explosiva II no Domingo Maior.
Antes que você tenha que colocar o despertador para tocar, puffff… o mundo acaba.
E sem crise, porque se você for observar uma apuração de votos dos desfiles de escola de samba, o trânsito ou a programação da TV aberta, vai achar que é melhor o mundo acabar, mesmo.
Enfim… seja lá o que for, tamos aê!

Música de Adestrar Macacos

Posted in Olhares, Sons with tags , , , , , , on 29/10/2009 by Kilminster

O título deste post foi emprestado da fantástica definição do glorioso Marcelo Nova para as pragas travestidas de música que infestam nosso cancioneiro popular.

O que isto quer dizer? O termo “Música de Adestrar Macacos” utilizado pelo filósofo contemporâneo Nova, refere-se àquelas músicas infelizes onde o cantor comanda as ações do ouvinte.

No início era apenas um convite para que a platéia participasse do show, um chamado para cantar junto um refrão ou bater palmas no ritmo da música, os tradicionais “Everybody Now” e “Clap Your Hands”.

Com o tempo, surgiram outras formas de interação entre músicos/platéia, como os consagrados “Put Your Hands in the Air”, no Brasil o insuportável “Jogue as Mãozinhas pro Alto” e “Jump, Jump”, em terras tupiniquins “Tira o Pé do Chão”.

Mas eis que em um dado momento da história a coisa tomou um rumo inesperado e de uma hora para a outra, as músicas começaram a ditar exatamente o que o cidadão dançante tinha que fazer. O exemplo mais emblemático que eu posso me recordar é do infame “É o Tchan!”, com a sua “Dança da Bundinha”. Recorde comigo, (e fique o resto do dia com essa m… na cabeça), ♫Bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso balançando a bundinha…♪.

De lá para cá, toda e qualquer canção de apelo, (muito), popular, passou a vir com as instruções de dança impondo a “Ditadura da Coreografia”, ou a “Anti-Dança”, onde os candidatos a pé-de-valsa ficam restritos aos comandos do cantor, ou como interpretou brilhantemente Marcelo Nova, adestrador. Os exemplos são inúmeros, principalmente no mundo do Axé e do Funk.

E o mais preocupante é a aceitação geral desse tipo de coisa. As pessoas passam a se comportar como macaquinhos de circo aguardando o comando do domador. Tristemente se apresenta um quadro em que as pessoas abrem mão de dançar e celebrar freneticamente para se enquadrarem em um padrão geral e seguir a vontade de outrem. É o abandono da própria liberdade em favor da escolha de terceiros.

É diferente das “line dancing” da música country, onde pelo menos você pode escolher a própria coreografia e fazer com os amigos. Até os Menudos eram mais democráticos, lembra? ♪Canta. Dança. Sem parar… Sobe. Desce… COMO QUISER…♫.

Esta facilidade apresentada pelas massas em serem adestradas é preocupante especialmente quando ultrapassa a esfera do entretenimento e começa a se manifestar em outras áreas. Um monte de tontos dançando de acordo com os comandos de um cantor não tem maiores conseqüências, já em outros campos da sociedade…

Fica a reflexão sobre “Música de Adestrar Macacos”. Parece uma bobagem, mas nem tanto.