Arquivo para loucura

People Are Strange II

Posted in Viagens with tags , , , on 17/09/2012 by Kilminster

Realmente o ser humano é complicadíssimo de ser decifrado.

Não importa o quanto os assuntos avancem, o quanto a ciência explique ou o quantos tomos sejam escritos a respeito, esses seres, com os quais compartilhamos o estatus de “espécie”, sempre serão capazes de surpreender.

Por mais que se expandam nossos conhecimentos, como seremos capazes de explicar:

 

–          O uso de mullets;

–          Músicas com refrões tipo “Le-le-lê”, “Io-Io-Io” e afins;

–          A Fanta Maracujá;

–          Os cavaletes de propaganda eleitoral;

–          A propaganda eleitoral em si;

–          Os carros amarelo-ovo;

–          Fotos em redes sociais fazendo bico;

–          O Programa do Ratinho.

–          O Programa do Datena;

–          O Programa do …………….. (insira seu apresentador tosco favorito);

–          Compras coletivas até de coxinha no Bar do Mandioca;

–          Madureira x Entrerriense no Pay-Per-View;

–          Reality Show em que nada acontece;

–          Pessoas que acampam em porta de shows;

–          Pessoas que dormem na porta de lojas para comprar o novo gadget.

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Encaixotando a Vida

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , , on 30/08/2012 by Kilminster

Não é concreto como o que eu escrevi aqui, é mais profundo.

No texto anterior, disse que muita coisa tem que ser feita durante nosso dia, a maioria delas obrigações e tarefas inadiáveis inerentes à nossa rotina. Nosso tempo se esgota rapidamente e nada sobra para que façamos coisas que nos realmente fazem bem e nos dão prazer.

Daí brota a questão, como fazer tudo isso e ainda assim ser feliz? Dar conta de todas as responsabilidades, reduzir cada vez mais o tempo dedicado a nós mesmos e ainda assim achar que está tudo bem.

Acho que a solução é encaixotar a vida, sabe como é? Dividir sua vida em compartimentos, estabelecer a função de cada um e ir acionando conforme a necessidade.

Complicado? Então, é meio assim, você divide sua vida em caixinhas. A caixinha do trabalho, da casa, dos estudos, dos problemas… Umas caixinhas vão ficar mais cheias, outras mais vazias…

Aí você vai precisar criar a caixinha da felicidade onde você vai jogar tudo o que te agrada. Essa caixinha vai ter que ser impermeável, precisará de isolamento contra as caixinhas que aborrecem.

E esta caixinha vai ter que ter uma característica muito importante. Vai ter que ser uma caixa amplificada. As coisas que você colocar nela terão que receber de sua parte uma valorização bem maior que as outras. Tudo o que você colocar lá vai ter que parecer maior, mais intenso e sem dúvida mais importante.

Então, conforme você tiver que fazer as coisas, vai abrindo as caixinhas. Abre a caixinha do trabalho, vai, trabalha e fecha… Abre a dos estudos, vai, estuda e fecha.

Aí você abre sua caixinha de felicidade, onde estão todas as coisas que você gosta e como ela é amplificada, vai fazer mais barulho que as outras. E sua presença será mais sentida. Se der para não fechar após o uso, melhor ainda.

Aí está resolvido. Por mais que você tenha pouco tempo para sua caixa de felicidade, ela vai ter presença mais marcante na sua vida e você vai ter a impressão de que passa mais tempo com ela do que realmente passa.

Acho que só assim…

Agradecimento especial à Mari que fez a pergunta que originou esse texto.

O Duro Exercício da Loucura

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 16/04/2011 by Kilminster

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. De fato, a maioria das pessoas que eu conheço admite que às vezes é capaz de diagnosticar enfermidades nas pessoas próximas e até receitar medicamentos e receitas milagrosas caseiras.

O problema está em aceitar a própria loucura. Não sei por que a loucura é tratada sempre pelo lado pejorativo. Quando se fala em louco, logo se pensa em um interno de sanatório, vestido naqueles pijamões, encolhido em um canto tremendo e babando enquanto recita repetidamente maldições que ele mesmo inventa.

Mas não é assim. A loucura se manifesta o tempo todo e em todas as pessoas. A desgraça é que está cada vez mais difícil se manter louco neste mundo de normais.

É muito complicado manter seus níveis de insanidade quando há toda uma conspiração para que seu comportamento se enquadre em padrões de normalidade aceitável. Ninguém pode sobreviver se não for um pouco louco, já dizia o Seal.

 Uma vez um louco cismou que a Terra girava em torno do sol e não ao contrário. Foi parar nas barbas da Inquisição!!!

Outro bigodudo de chapéu esquisito disse que ia criar uma máquina de voar. Virou motivo de chacotas até ele sair voando por Paris na frente de quem quisesse ver. Loucura foi não ter patenteado as invenções. Será? O pobre louco achava que os inventos deveriam pertencer à humanidade. Isso é loucura. Normal é você criar alguma coisa que beneficia a todos e depois cobrar royalties para tirar o couro de quem quiser usufruir tais benesses, ainda que seu invento seja, por exemplo, um remédio.

Loucura pensar que você pode trabalhar menos e viver mais, o normal é fazer quantas horas extras forem possíveis para conseguir melhorar os resultados da empresa em que você trabalha. E se você ficar doente porque trabalha demais, sua empresa o substituirá por outro funcionário. Normal.

É normal pensar que aquele velhinho alemão de roupas brancas seja o representante de Deus na Terra, ou então que Jesus conversa com o pastor da TV. Loucura é pensar que a Bíblia, a Torá e o Alcorão dizem, lá no fundo, a mesma coisa.

É loucura achar que todas as pessoas são iguais independentemente do lugar onde nasceram. Normal é espancar um indivíduo porque ele torce para outro time.

Loucura é ser normal. O normal é ser louco!