Arquivo para hard rock

As Melhores Músicas Ruins

Posted in Sons with tags , , , , , , on 19/06/2009 by Kilminster

Sabe aquela música que é ruim, mas de algum modo consegue cativar as pessoas?  Aquela que ninguém diz que gosta mas faz o maior sucesso quando toca nas festas? Então, são essas. Músicas ruinzinhas e que a gente adora odiar, ou odeia adorar, sei lá… 

The Final Countdown – Europe: Acho que essa é a top. Ícone mor do metal farofa oitentista, essa música tem tudo que uma boa música ruim tem que ter. É fácil de gravar, tem refrão grudento, tem alta carga dramática e todos os clichês possíveis para um hard rock. Ideal para aniversários de 15 anos e formaturas. Ponto alto: o tecladinho do começo. Arrepiante.

Jump – Van Halen: Uma música meio pentelha que tocou pra caramba desde que foi lançada. Uma letra boba, um sintetizador tão marcante que alguns teclados da Yamaha vem com “Jump Synth” no banco de vozes e aquela levada bem fácil de entender com o baixo fazendo dum dum dum retinho, retinho. Mas é empolgante e quase irresistível gritar “JUMP” depois de ouvir o Dave Lee Roth cantar “Might as well jump”. Ponto alto: o solo inacreditável e sensacional de guitarra.

Born To Be My Baby – Bon Jovi: (Curioso como o Hard Rock impera nesta lista) Letra ultra romântica falando das dificuldades de um jovem casal que decide sair da casa dos pais para encarar o mundo cruel, tecladinhos, refrão mega grudento… enfim, tudo o que o povo gosta. Em português poderia ser uma música da dupla Victor e Léo. Mas bota pra rolar pra ver se alguém resiste a cantar junto… Ponto alto: ♪Na-na-na-na, na-na-na, na-na-na-naaaa…♪

That’s The Way (I Like It) – KC & The Sunshine Band: A música não sai do lugar. Na verdade, quase ninguém lembra que ela tem outra parte além do “That’s the way…I like it”… Mas mesmo assim é uma canção que causa furor em qualquer festinha. Identificável desde o primeiro acorde, tem uma batida reta e incansável que torna a música fácil para dançar, então vamos lá. Ponto alto: os uuuuuuuu do começo.

Whitesnake – Ready An’ Willing

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , on 07/05/2009 by Kilminster

Formada pelo então ex-vocalista do Deep Purple David Coverdale, o Whitesnake caracterizava-se em seu início por um hard rock fortemente calcado no blues, pitadas de Deep Purple, com melodias sensuais, letras românticas e instrumental inspirado, muito diferente do “metal farofa” que a banda iria adotar em meados dos anos 80.

readyanwillingNeste quarto álbum, lançado em 1980, temos a banda em grande forma, contando em seu line-up com além de Coverdale, os também egressos do Deep Purple Jon Lord, (teclados), e Ian Paice, (bateria), o excelente baixista Neil Murray e a famosa dupla de guitarristas Mick Moody e Bernie Mardsen.

Excelentes timbres vintage, ótimos riffs, refrãos marcantes, vocais poderosos e sem exageros, backing vocals precisos, peso e balanço em equilíbrio e cozinha afiada é o que encontramos neste disco. É o apogeu do Whitesnake em sua primeira fase mostrando o seu melhor.

Daí em diante o grupo, sempre capitaneado por Coverdale, iria gradualmente abandonar as raízes blueseiras e partir para o glam e o “hard rock farofa virtuose”, que ainda que com grandes composições, pecou sempre pelos excessos, típicos dos anos 80.

Para quem quer conhecer o Whitesnake em sua essência, este é o álbum.

Destaques para a faixa título, “Fool For Your Lovin’” em sua versão original, “Blindman” e “Ain’t Gonna Cry No More”.