Arquivo para dunga

Cobain x Dunga

Posted in Momento Sr. Saraiva, Sons with tags , , , on 24/09/2011 by Kilminster

Completos vinte anos do lançamento do agora lendário Nevermind do Nirvana, chega a hora de olharmos para trás e tentar entender qual foi o legado que este disco nos deixou, passado todo esse tempo e considerando o impacto que ele teve sobre o rock and roll e principalmente sobre a mídia envolvida no assunto.

O que consigo perceber é que levando-se tudo em consideração, o efeito do Nirvana e seu Nevermind no rock, é mais ou menos o mesmo do Dunga, (não como técnico, mas como jogador), no futebol brasileiro.

Depois das Copas de 82 e 86, onde apesar de apresentar um futebol vistoso a seleção brasileira acabou derrotada, o volante Dunga passou a simbolizar o novo perfil de jogador. Pragmático, raçudo, de talento limitado, acabou sendo o líder do time campeão de 1994 na única final de Copa do Mundo a terminar 0 x 0.

Desde então, o futebol brasileiro passou a valorizar técnicos e esquemas táticos, aplicação e disciplina em detrimento do talento, irreverência e improviso, tão peculiares ao futebol tupiniquim e que sempre encantaram o mundo. Tudo em nome do resultado, o fim justificando os meios. Tirou-se do futebol sua razão de ser, a diversão.

Com o rock pós-Nirvana a mesma coisa. Solos de guitarra viraram quase um insulto. Se a banda capricha nas partes instrumentais é desdenhada. Alto volume para disfarçar falhas virou item obrigatório. Bandas que não conseguiam reproduzir ao vivo suas próprias músicas, (Nirvana incluso), viraram o ‘cool’.

Em vez do artista excêntrico, que ousava fazer o que ninguém mais poderia e que parecia estar em outro patamar, passou a se dar valor para caras que eram exatamente iguais à platéia. Um comum, que fazia música comum de um jeito comum.

Resultado, milhares de bandas comuns fazendo sons comuns se sucedendo no gosto da crítica que passou a apontar uma salvação do rock por semana.

Ninguém veio de verdade para chutar a porta. Temos agora uma enxurrada de bandas que quase pedem desculpas por existirem, ou então que se esmeram demais em desarrumar cuidadosamente os cabelos para parecerem despretensiosos. O blasé é o hit do momento.

Rockstars são e devem ser pretensiosos, uma vez que devem querer ser dignos de nota. Devem ser arrogantes, pois ninguém que acha que deve ser notado é verdadeiramente humilde. E devem gostar ou ao menos saberem aturar os holofotes, câmeras, microfones, paparazzis e tudo que vem com a fama. Caso contrário, bibliotecário talvez seja uma profissão mais indicada.

Muito em comum...

Sobre o Dunga e tal…

Posted in Esportes, Olhares with tags , , , on 01/07/2010 by Kilminster

Eu estava com muito pé atrás para torcer pela Seleção Brasileira nesta Copa. Não por nada, mas por não querer ver consagrado um técnico como o Dunga.

Dunga possui resultados incontestáveis à frente da equipe do Brasil, mas conseguiu isto fazendo com que o time brasileiro jogasse como se fosse a Alemanha. Muita força, aplicação tática, marcação e velocidade, mas sem ginga, sem criatividade nem aquela alegria tão característica do futebol brasileiro.

Ele gosta muito de dizer que o futebol se mede por resultados e que espetáculo não ganha jogo, no que ele tem razão, mas por outro lado, algumas seleções que encantaram o mundo, como a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e o Brasil de 1982 são lembradas até hoje pelo futebol que jogavam, ainda que isto não tenha se traduzido em títulos.

É aí que reside o “X” da questão. O valor que os times de Puskas, Cruyff e Falcão possuem, extrapola a necessidade de números para lhes dar legitimidade. O grande valor destas equipes é intangível. Não pode ser medido em qualquer unidade de medida. Estes times são reconhecidos por aquilo que eram, não pelo que conquistaram.

Aí, voltando à questão inicial, reparei que a Seleção Brasileira tem um retrospecto interessante no que se refere a consagrar técnicos medíocres. Foi assim com Zagallo em 1970 e Parreira em 1994. No time de 1970, se tivessem levado um bonecão de posto como técnico, o time teria sido campeão do mesmo jeito. Em 1994, a incompetência alheia se encarregou de facilitar a vida do Pé-de-Uva, (sem falar no estranhíssimo episódio do doping do Maradona).

Sendo assim, Dunga conta com este retrospecto a seu favor e pode muito bem se sagrar campeão. Então que seja!

Sobre a Copa

Posted in Esportes with tags , , , , on 18/06/2010 by Kilminster

Todos os jogadores da Coréia do Sul se chamam Park!!!

Os jogadores da Coréia do Norte são na verdade taiwaneses disfarçados.

O Parreira conseguiu a proeza de fazer a África do Sul jogar como o Brasil de 2006.

Maradona não é nem de longe o que se pode chamar de técnico, mas pelo menos leva os melhores jogadores.

Dunga é o que se pode chamar de um típico técnico de seleção brasileira. Teimoso, retranqueiro, escala jogadores péssimos e insiste em nos fazer jogar como se fossemos a Bélgica.

Se aguentar o Galvão já era difícil, imagine agora, com uma orquestra de vuvuzelas ao fundo.