Arquivo para Djavan

Rock in Rio

Posted in Olhares, Sons with tags , , , , on 18/09/2013 by Kilminster

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Sabe qual é o problema do Rock in Rio?

É que ele é um festival um tanto longo. São muitos dias de festival. Por isso, fica bastante complicado manter um elenco apenas rock.

Se formos puxar pelos registros, veremos que sempre tivemos atrações pop e MPB… desde 1985. Elba Ramalho, B52’s, Ney Matogrosso, em 1991, Djavan… e por aí vai.

Os outros festivais de rock, acontecem no máximo em 3 dias, o que facilita bastante as coisas.

Temos que levar em conta também que as bandas de rock capazes de segurar a bronca em um show de multidão, são poucas e estão escasseando. Então, divas pop e afins acabam sendo necessários.

Mas o que importa é a festa, o barulho em volta do festival e a curtição de quem vai. E mais ainda, que ninguém é obrigado a ir ou assistir a todos os shows, então…

E como alento já basta observar as escalações de atrações por dia já fazem algum sentido.

Rock in Rio é um nome, uma marca, não um rótulo. Pode não ser o mais adequado, mas serve.

O Fim de Um Mistério… (Hã?)

Posted in Sons, Viagens with tags , , on 03/10/2011 by Kilminster

Eis que despretensiosamente assistindo a um episódio do programa “O Som do Vinil”, magistralmente produzido e conduzido pelo grande Charles Gavin e exibido pelo Canal Brasil, descortinou-se diante de meus olhos a solução de um grande enigma.

O programa em questão consiste em 30 minutos de análise de um álbum clássico da música brasileira, passando pelo processo de gravação, depoimentos de pessoas envolvidas e discussão do legado do deste para nossa tão querida MPB.

No referido episódio, Gavin entrevistava o popular Djavan, comentando sobre seu disco “Luz” de 1982, bolacha que contém pérolas de barzinho como Sina, Samurai, Capim e Açaí.

E justamente dessa última que se resolveu o enigma. No refrão, nosso trovador alagoano diz “Açaí, guardiã/Zum de besouro, um imã/Branca é a tez da manhã”. Na minha cabeça, isso sempre foi um verso psicodélico, algo como “Lucy in the Sky with Diamonds”. Mas eis que não.

Visivelmente irritado, Djavan explica e vocifera contra a ignorância geral:

         Açaí, guardiã: “Toda e qualquer pessoa que vive no norte do Brasil sabe que o açaí é uma fruta abundante, barata e que é um alimento base das populações locais. Por isso açaí guardiã”.

         Zum de besouro, um imã: “Qualquer amante da natureza ao ouvir um barulho, um zumbido, não resiste em querer saber o que o produziu, por isso um imã”.

         Branca é a tez da manhã: “Quem já acordou cedo em um dia nublado sabe o que isso quer dizer”.

Concluindo, Djavan diz: “Não posso me responsabilizar pela ignorância alheia. O verso está aí, é lindo e faz todo sentido”…

Ok, beleza, massssss vendo a letra no todo, me pergunto: Faz mesmo?

 

Açaí (Djavan)
 
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã
 
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si
 
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã