Arquivo para chatice

Ah, Mas Que Sujeito Chato Sou Eu…

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , , , on 30/08/2013 by Kilminster

Daí eu olho a programação dos canais de filmes da TV a Cabo e chego à triste conclusão de que nada de interessante está passando. Nem hoje, nem amanhã e nem no outro dia. Ainda bem que não pago esses!

Depois ouço pessoas comentando o quanto é engraçado o novo programa humorístico daquela emissora… Parece um tanto com aquele já clássico, mas é muito engraçado, dizem. Eu vou assistir e sequer um sorriso consigo.

Em uma festa, tocam aquelas velhas músicas de sempre, do mesmo jeito, na mesma sequência. E vem um cidadão especialmente contratado para animar a festa e tudo que ele consegue é me aborrecer.

O Lúcio Ribeiro anuncia a banda do ano e eu vou ouvir e é o mesmo nhén-nhén-nhén de sempre.

No Buffet infantil, uma música insuportavelmente alta pontua toda a festa. Cada passo é cronometrado. As coisas acontecem em um encadeamento planejado e seguido com rigor. O parabéns, então, é um ritual interminável. Haja enfado.

Ah, mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engaçado macaco, praia, carro, jornal, tobogã… eu acho tudo isso um saco…” –  Raul Seixas

Chega de Fotos

Posted in Momento Sr. Saraiva with tags , , , , , on 17/01/2013 by Kilminster

Tá aí uma coisa que aborrece! Tirar fotos a toda hora.

Como comentei aqui, com o advento e popularização das câmeras digitais, e sua incorporação aos telefones celulares, todo mundo toda hora está tirando uma fotografia de alguma coisa, por mais banal que seja.

Aplicativos como o Instagram possibilitaram a todos nós sermos contemplados com incríveis imagens de, por exemplo, um hamburger que um amigo seu está prestes a devorar.

Mas chato mesmo é ter que parar a toda hora para posar para fotos. E ainda ficar lá por um tempão porque a mesma foto deverá ser registrada por dezenas de câmeras.

É absolutamente anticlimático quando estamos em uma festa, todos se divertindo, conversando, dançando e sei lá mais o quê e alguém interrompe tudo com aquela “Junta aí pra eu bater uma foto”… É como intervalo comercial durante um filme.

Pior ainda quando você, depois de algumas cervejas, está louco para chegar no banheiro e não pode ir logo porque estão tirando uma foto e você não pode entrar na frente.

Mais ainda, quando vemos o resultado das fotos, a maioria das pessoas está com cara de bobo, com um sorriso esquisito, porque a foto demorou. Outros piscaram bem na hora, outro olhou pra outro lado… Enfim, uma desgraceira.

É péssimo interromper um momento que está acontecendo por conta de se guardar uma lembrança. A vida é agora, está acontecendo.

Se estamos vivendo um momento feliz, por que interromper o presente para levar ao futuro uma lembrança do passado?

Tá bom, vai… Entendo que se queira guardar pequenos souvenirs de bons momentos, maaaassss… as melhores fotos são aquelas que capturam a espontaneidade das coisas. São tão mais legais aquelas em que as pessoas são capturadas distraídas, sendo elas mesmas sem tentarem o sorriso de comercial de creme dental…

Por favor, vai? Não interrompa a vida para tirar uma foto!

Aborrecimento Corporativo

Posted in Olhares with tags , on 07/07/2011 by Kilminster

Uma das coisas mais pentelhas do mundo corporativo são as reuniões. Debates intermináveis, que poucas vezes dão algum tipo de resultado, a não ser provocar bocejos nos participantes.

Mas existe algo pior, muito pior! Os treinamentos.

Sabe quando os funcionários são enviados para serem capacitados em uma coisa qualquer? Principalmente quando isso é intangível, tipo “Curso de Capacidade Gerencial” ou coisa do gênero. Pode ter certeza que vai ser terrível.

Começa por aquela coisa de cada um se apresentar. Parece uma reunião do AA, “Oi, eu sou o fulano. Trabalho na empresa há 80 anos e só por hoje eu decidi vir a este treinamento”. Fica aquela ladainha interminável de pessoas falando a mesma coisa.

Depois, o coordenador do curso diz:

         Vamos nos dividir em grupo – Droga!

         Cada grupo vai ter um nome – Ah, meu deus!

         Vocês vão receber um tema e terão uma hora para debater o tema e montar uma peça para mostrar à sala. – #¨*@%**()<> de quem inventou isso!!!

 

Teatro? Teatro? Se fosse para encenar uma peça você procuraria uma escola de artes cênicas, não? Está certo. Saber atuar ajuda no mundo das empresas, onde o forte não é a sinceridade, mas isso já é demais.

E os nomes que as pessoas põem nos grupos? Santa caretice! “Colaboradores S.A”, “Transformadores Ltda.”, “Cia. Gestão de Excelência”… Que saudades da escola onde coloquei no meu time da gincana anual a alcunha de “Equipe Então” ou na faculdade em que minha chapa para concorrer ao centro acadêmico se chamava “Sua Mãe”.

E aí as horas se passam e você faz dobraduras, monta cartazes, canta musiquinhas, interpreta textos, cria frases de efeito, aglutina palavras-chaves e volta no dia seguinte para o trabalho e para sua velha e boa rotina, do meeeeeesmo jeitinho de sempre.

Baile de Formatura? Tô Fora!!!

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 21/12/2010 by Kilminster

Fim de ano, além de toda aquela coisa tradicional de natal e ano novo, tem mais um fator de felicidade, é a época em que todos se formam nos mais diversos cursos. Ensino médio, faculdades e até ensino fundamental.

E o que isso quer dizer? Quer dizer que no começo do ano seguinte teremos as inefáveis colações de grau e os sensacionais bailes de formatura.

Claro, as colações são muito pentelhas e até as piadinhas são repetidas geração após geração, mas nada supera o baile…

A comissão de formatura passa o ano tentando arrecadar verbas de tudo quanto é lado para conseguir alugar salão, pagar banda, buffet e tudo mais que está envolvido na parada.

Aí chegado o esperado dia do baile, todos, formandos, parentes, convidados e bicões se metem nas roupas mais desconfortáveis que possuem e vão animadamente para a dita festa.

Mas todo baile de formatura é uma grande sensação de “dejá vu” nada ali é novo. Tem as gravatas engraçadinhas, os vestidos exagerados, os sapatos envernizados, gel no cabelo, penteados artísticos, vestidos mais curtos do que o permitido pela forma física de sua ocupante, as garrafas de uísque clandestinas, os salgadinhos murchos, a cerveja quente, o ar condicionado insuficiente e a banda.

Geralmente as bandas tem um nome estranho, misturando palavras e números, às vezes em trocadilhos infames como Opus 6, ou então mais tradicionais como Dimensão 5. Mas não faz a menor diferença, porque todas elas tocam exatamente a mesma coisa. Pode ver… quase não muda.

Enquanto os convidados chegam, rola aquele som ambiente, aí vem um incrível show de luzes e a banda começa. Musiquinhas easy listening, com ênfase nas “Divas” berrantes da música americana.

Depois, alguns boleros e canções batidas do Frank Sinatra, (leia-se New York, New York).

Daí pra frente, aquele insuportável medley de rock dos anos 50, (que todos chamam de “anos 60”), do Jive Bunny. Essa coisa já está gasta, toca há mais de 20 anos em todos os bailes, mas não falha. Segue a dobradinha “La Bamba/Twist and Shout” e Whisky A GoGo, com seu constrangedor ‘hey-ho’… E todos na pista, garotas, (ou nem tanto), descalças e rapazes com gravatas na testa, adoram. Um pouquinho de disco music, sem esquecer I Will Survive e pronto.

Só a partir desse momento é que as mudanças ocorrem nos bailes de formatura, mas não pense que isso é positivo. Não, é apenas a substituição do pior da música ultrapop do semestre passado para o pior da música ultrapop desse mês. Aí vêm os Funks, os últimos sucessos do setanejo universitário, (Universitário? Será que alguém fez faculdade de viola ou sanfona?), a última da Ivete e da Claudinha Leite.

Confesso que nunca esperei chegar nesse ponto. A hora de ir embora é muito antes disso.

Mas gostaria que alguém me explicasse como é que as pessoas frequentam este tipo de festa ano após ano e ainda conseguem gostar?

O que pode ser mais chato que…

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags on 17/11/2010 by Kilminster

–          Alarmes do tipo Car System;

–          Trabalhar na emenda do feriado;

–          Pronunciamento do presidente em rede nacional;

–          O Faustão;

–          Cursos para padrinhos de batizados;

–          Disco do Osvaldo Montenegro, (ou Fagner, ou Guilherme Arantes, ou Benito di Paula);

–          Comerciais de lojas de departamentos;

–          Filmes da Julia Roberts, (ou Meg Ryan, ou Ben Affleck, ou Adam Sandler);

–          Seriados de escritório;

–          Apresentações em Power Point;

–          Transmissões do carnaval da Bahia, (ou São Paulo, ou Rio de Janeiro, ou o Boi de Parintins);

–          Programas de política, negócios e finanças no domingo à noite;

–          Palestras motivacionais;

–          Gente ouvindo música no metrô sem fone de ouvido.