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Cine Privê

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 03/08/2011 by Kilminster

Em mais uma da série “Retomando Temas Favoritos da Audiência”, vou discorrer aqui sobre um assunto já tratado anteriormente, mas que é alvo de pelo menos uma busca diária neste singelo blog, os filmes softcore que a Band passava nas famosas sessões “Sexta Sexy” e posteriormente “Cine Privê”.

Sim queridos leitores, o servidor deste blog nos deixa saber quando alguém chega aqui via Google e ainda mais, o que esta pessoa estava procurando, (Aliás, devo fazer em breve um post sobre isto, porque é impressionante o tipo de coisa que as pessoas digitam em sites de busca). E não passa um dia sequer sem que alguém chegue aqui procurando alguma coisa relacionada aos filmes acima referidos. Alguns chegam a descrever a cena que procuram!!!

Mais do que discorrer novamente sobre pérolas cinematográficas como as séries Emmanuelle ou Justine, vou me ater à busca em si. O que leva as pessoas quererem informações sobre estes filmes, uma vez que há uma vasta gama de material de conteúdo correlacionado tanto na internet como na TV paga? E na maioria das vezes com muito mais eficácia no propósito a que se destina.

Pois então, os filmes que passavam nestas, hoje lendárias, sessões são repletos de clichês, enredos quase inexistentes, elenco péssimo, dramaticidade zero e as cenas de sexo, que são o que interessam neste caso, não são o que podemos chamar de quentes.

Como disse no texto anterior sobre o tema, parece a Barbie e o Ken no rala e rola. Os atores seguem uma coreografia tão rígida, que com um pouco de atenção, você poderá antecipar cada movimento antes do final do filme. Não há emoção, suor e ouriço, apenas aquela coisa mecânica e previsível para se enquadrar no padrão do falso moralismo americano.

O que estes filmes garantem, é no máximo, grandes momentos de comédia involuntária, como as incríveis caras e bocas que as mocinhas fazem enquanto observam o atlético limpador de piscinas através da janela, e no entanto pessoas continuam a procurar por eles.

Mas enfim, já que buscam o assunto por aqui, está aí mais um texto a respeito.

Sexo e Cinema, (Cinema?)

Posted in Viagens with tags , , , , , , , on 01/08/2009 by Kilminster

Tema excitante, provocante, estimulante, picante e outros “antes”, mas antes que o povo se empolgue demais, adianto que não trato aqui das proezas de Linda Lovelace ou sequer das cruzadas de pernas de Sharon Stone, tampouco das aventuras recentes do ogro Alexandre Frota ou da Regininha Poltergeist. O assunto tratado aqui são os incríveis filmes pornôs softcore. Sabe, aqueles que passam no Cine Prive da TV Band? Então, esses mesmo.

No princípio, esta incrível sessão se chamava Sexta Sexy, depois com a mudança para o sábado ficou impossível manter tão genial nome, mas até aí tudo bem. O que importa é que os filmes são sempre a mesma coisa.

A história pouco importa, o importante mesmo é que certos personagens estejam lá: A mocinha, linda, porém tímida que esconde sua beleza atrás de pares de óculos e cabelos cuidadosamente mal arrumados. Ela é sempre muito comportada e não tem consciência da própria sensualidade, e ainda que esteja trajando top e minissaia, ruboriza com olhares masculinos. Parecerá virginal mesmo que seja uma stripper.

O mocinho, também muito comportado, tem que parecer o Ken, namorado da Barbie. Ou ele será o executivo bonitão que não percebe que aquela funcionária tímida é o amor de sua vida, ou então o professor nerd que é tão tímido quanto a mocinha e por isso nada acontece entre eles até a cena final da película. Em qualquer dos casos ele terá uma Mercedes conversível.

Fora esses, os principais, há outros. De um lado, o cafajeste que namora e trai a mocinha ingênua e a mulher fatal interesseira e ardilosa que seduz o mocinho só para mantê-lo longe da mocinha.

Tudo bem até aí, mas é um filme pornô softcore, tem que ter sexo, por isso, os protagonistas devem transar com o maior número de pessoas possível até que finalmente se encontrem e descubram que são feitos um para o outro. Começam então as cenas de sexo. Na verdade, o que aparece no filme é um tipo de sexo diferente que não é nem o convencional e nem o tântrico, é o que se pode chamar de “Sexo Baixo-Hollywoodiano” que ocorre como segue:

– Não é necessário tirar toda a roupa, cuecas e calcinhas normalmente ficam em seus lugares. O que tem que aparecer é o silicone.

– Se por acaso os personagens tirarem todas as roupas, imediatamente cobrem-se com um lençol.

– Mesmo que o casal chegue no apartamento/motel/beira-de-lago num ímpeto de lascívia e selvageria, o ato se dará de forma lenta, lânguida e romântica como se estivesse sendo descrito no livro “Pássaros Feridos”, mesmo que seja um casal que acabou de se conhecer.

– De preferência, o casal deve parecer de plástico, sempre com a pele sedosa e brilhante, sem uma gota sequer de suor.

– As preliminares consistem em o homem esfregar as orelhas nos seios da moça.

– A câmera ficará rodando em volta do casal o tempo todo deixando qualquer espectador tonto.

– Os homens possuem uma técnica sensacional que leva as mulheres a orgasmos múltiplos pelo simples ato de friccionar o peito na barriga delas, (!!!).

– Todo e qualquer quarto tem que ter lençóis de seda, velas aromáticas, dimmer nas luzes, e estar sempre arrumado, ainda que o dono do quarto seja pego de surpresa ao acordar pela manhã.

Portanto, se você estiver em casa no sábado de madrugada e perder o sono, está aí uma ótima opção, em cinco minutos você estará roncando.

Originalmente publicado aqui em 13/09/2007.