Arquivo para anos 80

Bandas que Você Conhece e Nem Sabia

Posted in Sons with tags , , , , , on 21/11/2013 by Kilminster

Se você escuta rádio, certamente ouve várias e várias músicas que acaba nem guardando de quem é, simplesmente passa batido. Daí você lê o nome do artista ou banda sei lá onde e o sininho não toca, você acaba dizendo que não conhece. Mas não é bem assim, em alguns casos, você está diante de bandas com uma boa meia dúzia de sucessos e nem sabe, quer ver?

Eagles – Ok, você conhece “Hotel California” é claro. Mas certamente você já ouviu e talvez até saiba cantar uns pedacinhos de “Tequila Sunrise”, “Life in the Fast Lane” e “I Can’t Tell You Why”. O problema é que cada uma é cantada por um integrante, daí você nunca identifica a banda pela voz.

Hall & Oates – Esta dupla americana tem mais hits do que você pode supor! Responsáveis por um dos mais icônicos bigodes dos anos 80, emplacaram nas rádios “Private Eyes”, “I Can’t Go For That”, “One on One”, “Kiss on My List”, “Out of Touch” e “Maneater”.

Foreigner – Perdidos dentro do chamado rock arena dos anos 70/80, podem ser facilmente confundidos com várias bandas da época, mas conseguiram marcar território com power ballads lideradas pelo vocal agudo e potente de seu vocalista Lou Gramm. Veja se você não conhece “Cold as Ice”, “Hot Blooded”, “Waiting for a Girl Like You”, “I Don’t Want to Live Without You” e o megahit “I Want to Know What Love Is”.

Baladas de Cortar o Coração

Posted in Sons with tags , , , , , , , , , , on 08/12/2012 by Kilminster

Escrevi outro dia que um dos grandes símbolos dos anos 80 era o saxofone. Fato…

Os anos 1980 foram marcados pelo fuééééénn dos saxofones, mundo afora. Mas há outra marca registrada que a música pop deixou nos 80’s, as Power Ballads.

Os anos 1970 já davam sinais deste fenômeno que chegou a perdurar pelos 1990, mas foi na década de 1980 que ele se consolidou e se expandiu para o mundo.

Em que consiste uma power ballad? Simples, é uma música romântica, por vezes bem melosa, geralmente de cortar o coração, mas que tem características de hard rock.

Meio que como tentando expandir o público, sabe qual é? Fazer as meninas gostarem da barulheira…

São aquelas músicas capazes de arrancar suspiros de corações recém apaixonados e lágrimas de corações recém partidos.

Daí começava com um dedilhadozinho, ou um teclado, sempre em tom dramático.

Depois a tensão ia aumentando, uma bateria explosiva e guitarras distorcidas no refrão, emoldurando o vocal agudo e sofrido e em seguida um solo cortante.

Pronto “os metaleiros também amam”.

A epítome das power ballads é a famosíssima “Still Loving You” dos Scorpions, (1984), Aliás, se tem algo que os Scorpions fazem com extrema competência, são as power ballads. Tudo o que uma destas tem que ter está aqui. É a Prima Donna da categoria.

Outro fantástico exemplar desta categoria é ‘I Want to Know What Love Is”, do Foreigner, (1984). Essa, além de todos os atributos descritos acima, ainda conta com um coro impressionante, consistindo em um dos melhores “everybody now” de todos os tempos.

O Whitesnake também é pródigo nesta categoria, tendo atingindo seu auge com “Is This Love”, (1987). Tudo lá: clima etéreo, dissonâncias, baixo pulsante, solo matador, vocal rouco e Coverdale fazendo cara de lindo. Perfeito para motéis.

O elemento que faltava veio com o Europe e sua “Carrie”, (1986), o nome de mulher. Quantas meninas não sonharam em ser a tal Carrie, hein?

No cerrar das cortinas da década de 80, o intrépido Winger lançou “Miles Away”, (1990), acrescentando uma pegada estradeira às power ballads. Não pode faltar em nenhuma coletânea do gênero.

E por fim, como falar deste assunto sem citar o Bon Jovi? Com “Never Say Goodbye”, (1987), e “I’ll Be There For You”, (1988), os americanos de New Jersey ganharam o mundo e os corações da mulherada. Quem resiste às Harmonias de Jon Bongiovi e Ritchie Sambora?

A título de curiosidade, cito aqui um caso de oportunismo, em que uma banda aplicou a fórmula para fazer uma power ballad e conseguiu soar tão autêntica quanto uma nota de R$3,50. O horrendo Century e sua “Lover Why”, (1985). Reparem como os franceses seguem cada passo de “Still Loving You”.

Saudosismo, Viva e Gilson

Posted in Viagens with tags , , , on 24/10/2012 by Kilminster

Perdido na infinidade de canais inúteis de televisão a cabo, o Viva, dedicado à exibir reprises de programas da Rede Globo nos proporciona uma grande chance nos reencontrarmos com atrações clássicas, que faziam a alegria da família brasileira.

Em tempos não tão distantes assim, quando TV a cabo no Brasil era uma mera ilusão, todos, indistintamente, ricos e pobres, se deliciavam com as incríveis atrações apresentadas pela TV aberta.

Líder de audiência desde sempre, a Rede Globo nos brindava com um programa mais incrível que o outro. Entre acertos como a TV Pirata e algumas minisséries, éramos brindados com pérolas do naipe de um Cassino do Chacrinha, Show do Mallandro e o insofismável Globo de Ouro.

O Globo de Ouro consistia em apresentações em playback, com platéia dos artistas que estivessem nos pontos mais altos das paradas de sucesso, fosse qual fosse o gênero musical, sempre, é claro, com ênfase nas atrações de maior apelo popular.

Acima de tudo, o Globo de Ouro nos dá a exata medida da breguice dos anos 80!

No último sábado, foi exibido no Canal Viva um episódio do Globo de Ouro que contou com atrações do porte das cantoras Joanna, Jane Duboc e Rosana, expoentes do rock nacional como Engenheiros do Hawaii e Paralamas do Sucesso e cantores do calibre de um Byafra e o mais incrível de todos, Gílson.

Gílson, hoje completamente esquecido, um dia foi relevante o suficiente para conseguir aparecer na emissora de maior audiência do país. Feio, dono de uma voz absolutamente comum e cantando uma música que hoje não faria feio em um repertório de grupo de pagode xexelento, Gílson é uma figura impensável nos dias de hoje. Arrisco dizer que não sei se ele passaria da primeira fase do Ídolos.

Porém a curiosidade sempre vai além e uma breve pesquisa me permitiu saber que Gílson é um cantor que emplacou alguns sucessos nos anos 70 e 80, inclusive trilhas de novelas, e é um compositor de renome da Música Muito Popular Brasileira.

Suas obras foram registradas por intérpretes como Adriana, Sandy & Júnior, Emílio Santiago, Trem da Alegria, Bozo (!!!), Martinha, Vanusa, (aquela), José Augusto, Ovelha, Wando,  e até o Rei Roberto Carlos.

Confira abaixo o grande astro:

London Calling

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , on 23/07/2012 by Kilminster

Meu querido amigo Pistola “el Diablo” Concha sempre diz que acha este o melhor álbum dos anos 70.

De cara eu concordei, mas depois de pensar um pouco fui obrigado a mudar minha opinião. Simplesmente porque, apesar de ter sido lançado em 14/12/1979, London Calling não é um álbum dos anos 70.

Muito mais do que ser a síntese do som dos anos 70, o terceiro álbum do Clash inaugura os anos 80, da mesma forma que o emblemático Led Zeppelin II, lançado em 1969, fez nos anos 70. Tudo que é encontrado neste disco se faz muito mais presente na década seguinte do que na que foi lançado.

Punk, psychobilly, pós-punk, reggae, ska e a melancolia pop que fez a alegria da cena de Manchester estão espalhados pelas 19 faixas deste LP duplo.

London Calling ecoa em praticamente tudo que foi lançado nos anos seguintes e três décadas depois ainda soa relevante.

Por isso penso que este disco, muito mais do que representar a década de 70, mete o pé na porta e diz o que seria dali por diante.

É um dos melhores discos de todos os tempos e absolutamente obrigatório em qualquer coleção de rock que se pretenda minimamente respeitável.

Destaques: O disco todo, mas para ficar no básico, Lost in the Supermarket, Brand New Cadillac, Spanish Bombs, a faixa título e Train in Vain.

O Símbolo dos Anos 80

Posted in Sons, Viagens with tags , on 27/10/2011 by Kilminster

Antes de mais nada digo aqui que não me refiro aqui aos anos 80 de verdade, mas sim àquela década mítica, celebrada em e-mails e sites da internet, festas Trash e afins.

Isto posto…

Mais do que ternos com ombreiras, toneladas de gel no cabelo, maquiagens extravagantes mullets, sintetizadores, lasers e cores berrantes, a música pop dos anos 80 é marcada pelos indefectíveis solos de saxofone.

Nada daquelas intervenções jazzísticas, ou então algo saído do meio de um naipe de metais. O solo de saxofone dos anos 80 tem um estilo próprio, único e completamente identificável.

Nos anos 80, saxofone era visto como algo sexy, descolado, bacana, maneiro. Toda banda pop que se prezasse teria um saxofonista. Uma música era muito melhor se em dado momento se pudesse ouvir aquele “fuééééééééééééénnnn” roncando no meio da base.

Será que “Never Tear Us Apart” do INXS causaria arrepios nas meninas dos anos 80 sem aquele solo de sax? E o contraponto de “Who Can it Be Now?” do Men at Work? Teria “We Don’t Need Another Hero” da Tina Turner o mesmo impacto? O Bowie entrou na onda com “Modern Love”. E a tensão do interlúdio de “Rio” do Duran Duran, estaria lá?

E o que dizer da sensualidade de “Smooth Operator” da Sade? Ou “Careless Whispers” do Wham!, do glorioso George Michael?

E em terra brasilis, que tal Guilherme Isnard, mais posando do que tocando em “Agora eu Sei” de sua banda, o Zero? E Paulo Miklos mandando muito bem em “Flores” dos Titãs? E o ícone mor do pop sax brasileiro George Israel, do Kid Abelha? O que seria o refrão de “Pintura Íntima” sem ele?

Diga aí, o saxofone é ou não o ícone mor dos anos 80?

Isso era o máximo nos 80's.