Archive for the Tem Que Ouvir Category

Tudo Se Recicla Parte II

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 19/11/2012 by Kilminster

 

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Que “coincidência”!!!

É só dar uma disfarçadinha no fim…

E acelerar…

Ou desacelerar…

E manter o conceito

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Tudo Se Recicla…

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 26/10/2012 by Kilminster

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Uuuuuh-uh, ou Aaaaaaah-ah

A Garota Americana ou a Última Noite

Dando uma aceleradinha…

… eh… tem a ver… olha só o riff do meio…

E esse pianinho…

Opa…

Hummmmm…

The Golden God

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , on 25/10/2012 by Kilminster

Vamos lá, ele está velho, enrugado, a cara do Rei Theodén, já não alcança os agudos, não saracoteia pelo palco, não grita mais “push, push”, enquanto mexe os ombros e não usa mais aquelas calças apertadas? Sim, tudo isso.

Mas por outro lado, ele continua com um carisma gigantesco, uma presença de palco indiscutível, grande musicalidade e usando muito bem a voz que tem hoje.

Se não tenta emular os uivos de sua fase “Golden God”, Robert Plant se reinventa e mata dois coelhos com uma cajadada: abre espaço para experimentações e novos repertórios, ao mesmo tempo em que se mantém longe da persona do Deus Dourado à frente do Led Zeppelin, papel que ele sabe muito bem não lhe caber em 2012, aos 64 anos de idade.

Passeando por várias fases de sua carreira, Plant fez em São Paulo na última terça um show repleto de nuances, texturas, timbres e melodias interessantes, transitando entre o blues, folk, música eletrônica, ambience, rock e música étnica.

Até quando revisita o velho Zep, o faz de modo que as velhas músicas caibam no momento atual de sua carreira, deixando tudo instigante e imprevisível.

O estranhamento inicial com a atmosfera nada “hard” do show se desfez no primeiro “woooah yeah, yeah”. Dali em diante, a lenda do rock mostrou como envelhecer em cima do palco.

A receita é simples, aos 64 anos, não finja ter 22.

 

 

Paranoid

Posted in Tem Que Ouvir with tags , , , on 23/09/2012 by Kilminster

É daqueles discos que parecem coletânea, de tantos hits que contém. Tanto que por vezes acaba encostado por parecer que está batido demais. Mas revisitá-lo é uma experiência revigorante e que deixa claro por que este disquinho mudou a música que veio depois. De Metallica a Arctic Monkeys, de Nirvana a Secos & Molhados, ninguém escapa à influência desta banda que se consolida exatamente aqui.

Lançado em 1970, apenas seis meses do impactante álbum de estréia da banda, confirma o estilo do quarteto inglês e define os parâmetros para o que viria a ser o tão falado Heavy Metal.

Não há uma banda de som pesado que não deva algo ao Black Sabbath e principalmente a este disco. Em suas oito faixas estão os fundamentos de tudo que veio depois em matéria de metal. Guitarras distorcidas, power chords, baixo monstruoso, vocais agudos, alterações de andamentos e riffs e mais riffs. Todos hoje considerados clássicos.

Ainda podem ser encontrados traços de psicodelia, blues e muito improviso.

As linhas de baixo de Geezer Butler são um show à parte, dando uma aula de peso, ritmo e harmonia. Ele praticamente sola junto com Tony Iommi em todas as músicas, tocando em walking bass mas com um peso absurdo.

Um disco que merece ser revisitado sempre e que prova a cada audição que, apesar de seus 42 anos de lançamento, permanece atual.

Destaques: As “lado B”, Fairies Wear Boots, Hand of Doom e Electric Funeral.

London Calling

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , on 23/07/2012 by Kilminster

Meu querido amigo Pistola “el Diablo” Concha sempre diz que acha este o melhor álbum dos anos 70.

De cara eu concordei, mas depois de pensar um pouco fui obrigado a mudar minha opinião. Simplesmente porque, apesar de ter sido lançado em 14/12/1979, London Calling não é um álbum dos anos 70.

Muito mais do que ser a síntese do som dos anos 70, o terceiro álbum do Clash inaugura os anos 80, da mesma forma que o emblemático Led Zeppelin II, lançado em 1969, fez nos anos 70. Tudo que é encontrado neste disco se faz muito mais presente na década seguinte do que na que foi lançado.

Punk, psychobilly, pós-punk, reggae, ska e a melancolia pop que fez a alegria da cena de Manchester estão espalhados pelas 19 faixas deste LP duplo.

London Calling ecoa em praticamente tudo que foi lançado nos anos seguintes e três décadas depois ainda soa relevante.

Por isso penso que este disco, muito mais do que representar a década de 70, mete o pé na porta e diz o que seria dali por diante.

É um dos melhores discos de todos os tempos e absolutamente obrigatório em qualquer coleção de rock que se pretenda minimamente respeitável.

Destaques: O disco todo, mas para ficar no básico, Lost in the Supermarket, Brand New Cadillac, Spanish Bombs, a faixa título e Train in Vain.

Feliz Natal Para Todos

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 24/12/2011 by Kilminster

Renato Russo, o Vocalista.

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 23/08/2011 by Kilminster

Estamos próximos da data que marcará os quinze anos do falecimento de Renato Russo. Há filmes baseados em sua vida e obra a serem lançados, antologias serão preparadas, reportagens, exibição de imagens de arquivo, depoimentos de fãs e etc. e tal.

Muito se comentará sobre como ele foi o porta-voz de uma geração, um poeta, um gênio, um talento sensível, o trovador solitário… Pode ser que ele seja de fato tudo isso, mas me incomoda um pouco a negligência das matérias acerca de Renato com aquele que talvez seja o seu maior talento, o de vocalista.

Esqueça a pieguice de seus álbuns solo e dos últimos trabalhos com a Legião Urbana, concentre-se nos primeiros trabalhos da banda brasiliense e lá você encontrará aquele que foi, talvez, o melhor vocalista do rock nacional.

Dono de um timbre grave e encorpado, utilizava sua voz potente em todas as nuances. Seus fraseados são extremamente ricos e ele aproveita sua extensão vocal ao máximo, sem soar exagerado.

Percebam a maestria com que ele vai desde os gritos raivosos em Metrópole e Geração Coca-Cola à suavidade absoluta em Angra dos Reis e a melancolia de Vento no Litoral, passando pela explosão blueseira em Música Urbana II, Pais e Filhos e… Eduardo e Mônica. Ouçam como a dramaticidade em Há Tempos e Tempo Perdido transmite a inquietação das letras mesmo que nestas não prestemos atenção. Que dizer então dos cromatismos beirando a fala de Índios? Ou então o caos melancólico de vocalizações sobrepostas de Andrea Doria? Ou ainda as passagens fantásticas de grave para agudo e vice versa em Eu Era um Lobisomem Juvenil?

Penso que o Renato Russo vocalista merece mais atenção.