Archive for the Sons Category

Bandas que Você Conhece e Nem Sabia

Posted in Sons with tags , , , , , on 21/11/2013 by Kilminster

Se você escuta rádio, certamente ouve várias e várias músicas que acaba nem guardando de quem é, simplesmente passa batido. Daí você lê o nome do artista ou banda sei lá onde e o sininho não toca, você acaba dizendo que não conhece. Mas não é bem assim, em alguns casos, você está diante de bandas com uma boa meia dúzia de sucessos e nem sabe, quer ver?

Eagles – Ok, você conhece “Hotel California” é claro. Mas certamente você já ouviu e talvez até saiba cantar uns pedacinhos de “Tequila Sunrise”, “Life in the Fast Lane” e “I Can’t Tell You Why”. O problema é que cada uma é cantada por um integrante, daí você nunca identifica a banda pela voz.

Hall & Oates – Esta dupla americana tem mais hits do que você pode supor! Responsáveis por um dos mais icônicos bigodes dos anos 80, emplacaram nas rádios “Private Eyes”, “I Can’t Go For That”, “One on One”, “Kiss on My List”, “Out of Touch” e “Maneater”.

Foreigner – Perdidos dentro do chamado rock arena dos anos 70/80, podem ser facilmente confundidos com várias bandas da época, mas conseguiram marcar território com power ballads lideradas pelo vocal agudo e potente de seu vocalista Lou Gramm. Veja se você não conhece “Cold as Ice”, “Hot Blooded”, “Waiting for a Girl Like You”, “I Don’t Want to Live Without You” e o megahit “I Want to Know What Love Is”.

Rock in Rio

Posted in Olhares, Sons with tags , , , , on 18/09/2013 by Kilminster

rockinrio1

Sabe qual é o problema do Rock in Rio?

É que ele é um festival um tanto longo. São muitos dias de festival. Por isso, fica bastante complicado manter um elenco apenas rock.

Se formos puxar pelos registros, veremos que sempre tivemos atrações pop e MPB… desde 1985. Elba Ramalho, B52’s, Ney Matogrosso, em 1991, Djavan… e por aí vai.

Os outros festivais de rock, acontecem no máximo em 3 dias, o que facilita bastante as coisas.

Temos que levar em conta também que as bandas de rock capazes de segurar a bronca em um show de multidão, são poucas e estão escasseando. Então, divas pop e afins acabam sendo necessários.

Mas o que importa é a festa, o barulho em volta do festival e a curtição de quem vai. E mais ainda, que ninguém é obrigado a ir ou assistir a todos os shows, então…

E como alento já basta observar as escalações de atrações por dia já fazem algum sentido.

Rock in Rio é um nome, uma marca, não um rótulo. Pode não ser o mais adequado, mas serve.

Black Keys, Alabama Shakes, o Clássico e o Indie

Posted in Sons, Viagens with tags , , , , on 16/05/2013 by Kilminster

Demorei para botar isso no papel, mas essa idéia já vem martelando na minha cabeça há algum tempo.

Sempre me aborreceu na tal verve indie que domina o ambiente rock atual, o fato de que precisa ser novo para ser bom e tem que ser diferente, mesmo que não seja legal. Uma neofilia inexplicável, como se arte, tal qual conhecimento, não pudesse ser cumulativa.

Mas eis que vou ao Lollapalooza 2013, em São Paulo e me deparo com toda aquela galera dita indie vibrando com o Alabama Shakes e idolatrando o Black Keys.

As duas são bandas bem legais, surgidas de 2000 pra cá e ultimamente vem conseguindo destaque de público e crítica.

A grande questão é: o Black Keys faz um som bastante calcado no blues e blues rock, tendo momentos de muita semelhança com o Cream e outras bandas, principalmente inglesas do fim dos anos 1960 e começo dos 1970.

O Alabama Shakes se situa muito bem colocado em um ponto entre o southern rock e o soul. Ouve-se influências de Creedence Clearwater Revival, Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Otis Reding, Janis Joplin, Aretha Franklin…

Até aí tudo bem, mas qual o sentido de uma galera toda que acha tudo “velharia”, gostar tanto de bandas com som tão calcado nessas mesmas velharias?

Quando se trata de arte, coisas não podem ser simplesmente substituídas. O que tem valor permanece, o novo acrescenta e uma coisa é ponto de partida para outra. O resto é pura limitação.

Como gritavam Chuck D e Flavor Flav, “Don’t believe the hype”.

A 89FM Voltou Para o Mesmo Lugar

Posted in Sons with tags , , on 07/01/2013 by Kilminster

A mesma freqüência, o mesmo slogan, locutores das antigas e a mesma música.

Com o patrocínio da UOL, a 89FM retornou ao dial paulistano com grande alarde. As redes sociais comemoraram a volta da Rádio Rock, uma suave nostalgia tomou conta dos ouvintes e parece que finalmente a Kiss FM terá alguma concorrência.

Muito bom… Muito melhor do que uma nova rádio evangélica ou outra rádio mais do mesmo com sucessos das novelas e da próxima dupla Não Sei Quem & Matheus.

O problema foi que a 89FM voltou exatamente de onde parou. Não houve qualquer mudança do último dia de transmissão para o retorno. Está tudo lá do mesmo jeito. As mesmas músicas, o mesmo estilo, o mesmo tudo.

Digamos que em pleno 2013, Charlie Brown Jr., O Rappa, Raimundos, Nu Metal e subprodutos pós-grunge não são o que se quer ouvir. Pelo menos fazendo parte da programação regular da rádio.

Faltou dar uma “antenada” nas novidades, segmentar os clássicos e distribuir melhor aquelas que envelheceram, mas ainda não são clássicas. Faltou principalmente esquecer coisas que deveriam ter ficado no tempo.

Enfim… talvez com o tempo tenhamos uma melhor adequação da rádio à nova década, mas o retorno até agora só fez relembrar como a 89FM foi em seu período mais decadente.

Posted in Sons with tags , , on 24/12/2012 by Kilminster

Baladas de Cortar o Coração

Posted in Sons with tags , , , , , , , , , , on 08/12/2012 by Kilminster

Escrevi outro dia que um dos grandes símbolos dos anos 80 era o saxofone. Fato…

Os anos 1980 foram marcados pelo fuééééénn dos saxofones, mundo afora. Mas há outra marca registrada que a música pop deixou nos 80’s, as Power Ballads.

Os anos 1970 já davam sinais deste fenômeno que chegou a perdurar pelos 1990, mas foi na década de 1980 que ele se consolidou e se expandiu para o mundo.

Em que consiste uma power ballad? Simples, é uma música romântica, por vezes bem melosa, geralmente de cortar o coração, mas que tem características de hard rock.

Meio que como tentando expandir o público, sabe qual é? Fazer as meninas gostarem da barulheira…

São aquelas músicas capazes de arrancar suspiros de corações recém apaixonados e lágrimas de corações recém partidos.

Daí começava com um dedilhadozinho, ou um teclado, sempre em tom dramático.

Depois a tensão ia aumentando, uma bateria explosiva e guitarras distorcidas no refrão, emoldurando o vocal agudo e sofrido e em seguida um solo cortante.

Pronto “os metaleiros também amam”.

A epítome das power ballads é a famosíssima “Still Loving You” dos Scorpions, (1984), Aliás, se tem algo que os Scorpions fazem com extrema competência, são as power ballads. Tudo o que uma destas tem que ter está aqui. É a Prima Donna da categoria.

Outro fantástico exemplar desta categoria é ‘I Want to Know What Love Is”, do Foreigner, (1984). Essa, além de todos os atributos descritos acima, ainda conta com um coro impressionante, consistindo em um dos melhores “everybody now” de todos os tempos.

O Whitesnake também é pródigo nesta categoria, tendo atingindo seu auge com “Is This Love”, (1987). Tudo lá: clima etéreo, dissonâncias, baixo pulsante, solo matador, vocal rouco e Coverdale fazendo cara de lindo. Perfeito para motéis.

O elemento que faltava veio com o Europe e sua “Carrie”, (1986), o nome de mulher. Quantas meninas não sonharam em ser a tal Carrie, hein?

No cerrar das cortinas da década de 80, o intrépido Winger lançou “Miles Away”, (1990), acrescentando uma pegada estradeira às power ballads. Não pode faltar em nenhuma coletânea do gênero.

E por fim, como falar deste assunto sem citar o Bon Jovi? Com “Never Say Goodbye”, (1987), e “I’ll Be There For You”, (1988), os americanos de New Jersey ganharam o mundo e os corações da mulherada. Quem resiste às Harmonias de Jon Bongiovi e Ritchie Sambora?

A título de curiosidade, cito aqui um caso de oportunismo, em que uma banda aplicou a fórmula para fazer uma power ballad e conseguiu soar tão autêntica quanto uma nota de R$3,50. O horrendo Century e sua “Lover Why”, (1985). Reparem como os franceses seguem cada passo de “Still Loving You”.

Tudo Se Recicla Parte II

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 19/11/2012 by Kilminster

 

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Que “coincidência”!!!

É só dar uma disfarçadinha no fim…

E acelerar…

Ou desacelerar…

E manter o conceito

Tudo Se Recicla…

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 26/10/2012 by Kilminster

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Uuuuuh-uh, ou Aaaaaaah-ah

A Garota Americana ou a Última Noite

Dando uma aceleradinha…

… eh… tem a ver… olha só o riff do meio…

E esse pianinho…

Opa…

Hummmmm…

The Golden God

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , on 25/10/2012 by Kilminster

Vamos lá, ele está velho, enrugado, a cara do Rei Theodén, já não alcança os agudos, não saracoteia pelo palco, não grita mais “push, push”, enquanto mexe os ombros e não usa mais aquelas calças apertadas? Sim, tudo isso.

Mas por outro lado, ele continua com um carisma gigantesco, uma presença de palco indiscutível, grande musicalidade e usando muito bem a voz que tem hoje.

Se não tenta emular os uivos de sua fase “Golden God”, Robert Plant se reinventa e mata dois coelhos com uma cajadada: abre espaço para experimentações e novos repertórios, ao mesmo tempo em que se mantém longe da persona do Deus Dourado à frente do Led Zeppelin, papel que ele sabe muito bem não lhe caber em 2012, aos 64 anos de idade.

Passeando por várias fases de sua carreira, Plant fez em São Paulo na última terça um show repleto de nuances, texturas, timbres e melodias interessantes, transitando entre o blues, folk, música eletrônica, ambience, rock e música étnica.

Até quando revisita o velho Zep, o faz de modo que as velhas músicas caibam no momento atual de sua carreira, deixando tudo instigante e imprevisível.

O estranhamento inicial com a atmosfera nada “hard” do show se desfez no primeiro “woooah yeah, yeah”. Dali em diante, a lenda do rock mostrou como envelhecer em cima do palco.

A receita é simples, aos 64 anos, não finja ter 22.

 

 

London Calling

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , on 23/07/2012 by Kilminster

Meu querido amigo Pistola “el Diablo” Concha sempre diz que acha este o melhor álbum dos anos 70.

De cara eu concordei, mas depois de pensar um pouco fui obrigado a mudar minha opinião. Simplesmente porque, apesar de ter sido lançado em 14/12/1979, London Calling não é um álbum dos anos 70.

Muito mais do que ser a síntese do som dos anos 70, o terceiro álbum do Clash inaugura os anos 80, da mesma forma que o emblemático Led Zeppelin II, lançado em 1969, fez nos anos 70. Tudo que é encontrado neste disco se faz muito mais presente na década seguinte do que na que foi lançado.

Punk, psychobilly, pós-punk, reggae, ska e a melancolia pop que fez a alegria da cena de Manchester estão espalhados pelas 19 faixas deste LP duplo.

London Calling ecoa em praticamente tudo que foi lançado nos anos seguintes e três décadas depois ainda soa relevante.

Por isso penso que este disco, muito mais do que representar a década de 70, mete o pé na porta e diz o que seria dali por diante.

É um dos melhores discos de todos os tempos e absolutamente obrigatório em qualquer coleção de rock que se pretenda minimamente respeitável.

Destaques: O disco todo, mas para ficar no básico, Lost in the Supermarket, Brand New Cadillac, Spanish Bombs, a faixa título e Train in Vain.