Archive for the Momento Sr. Saraiva Category

Pequenos Desgostos do Dia a Dia:

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens on 31/01/2014 by Kilminster
Você vai abrir seu pacote de salgadinho e ele rasga inteiro, espalhando tudo pelo chão.
Você compra um toddynho e só depois percebe que veio sem canudo.
Tocando violão você se distrai levemente e a palheta cai lá dentro.
Você se ajeita confortavelmente no sofá, vai ligar a TV e descobre que o controle remoto está láááá longe.
Vai pegar um copo de leite na geladeira e na caixinha só tinha meio copo.
Chega sua vez de passar a catraca do metrô e seu bilhete único está sem saldo.
Vai ao mercadinho do lado de casa comprar cerveja e percebe que só a Bavária está suficientemente gelada.

Fazer o Fácil

Posted in Momento Sr. Saraiva on 12/11/2013 by Kilminster

Por que é tão difícil fazer o fácil?

Porque quando tudo parece óbvio e cristalino, quando está tudo pronto para se voar em céu de brigadeiro alguém precisa colocar um empecilho?

Não basta ter tudo resolvido e ir em frente?

É preciso levar sempre algum peso às costas?

Será que a facilidade em algum caminho faz menor o valor da caminhada?

Porque se uma estrada é a união entre dois pontos, porque não percorrê-la com tranqüilidade?

É preciso mesmo criar tempestades em dias ensolarados?

Ou a eterna insatisfação humana é que é o real motivo de orgulho?

Humpf…

Posted in Momento Sr. Saraiva on 10/09/2013 by Kilminster
Sobre o que escrever em momentos de mau humor incontrolável?
Difícil decidir… é um tal de começa e apaga, começa e apaga. Nada parece bom o suficiente, ou então fica lamurioso demais.
Qualquer observação, qualquer assunto acaba ficando aborrecido. Em vez de escrever impressões sobre algo, acaba-se escrevendo um monte de reclamações sobre este mesmo assunto.
E isso não é só quando queremos escrever, conversas também ficam assim.
Alguém puxa um assunto e você logo está se lamentando sobre alguma coisa. Azeda geral.
As pessoas talvez devessem usar aqueles sinais iguais aos de churrascaria, para identificar se querem ou não conversar, “Verde – ok, pode falar”, “Vermelho – ah…dá um tempo”.
Depois é só esperar o vento soprar de outro lado.
churrascaria (1)

Por Cinco Minutos

Posted in Momento Sr. Saraiva on 20/08/2013 by Kilminster
Queria silêncio, vento na cara, sair da cidade, do país, do planeta…
Entrar em órbita e observar esta imensa bola azul e entender o que se passa.
Queria me libertar das amarras que me prendem a coisas inúteis, me livrar desse barulho insuportável e dessas pessoas que fazem com que as pequenas mazelas de suas vidas se tornem enormes problemas para elas e para os outros.
Dessa mediocridade imensa que impera por todos os lados, da incapacidade total que se tem de enxergar qual é seu papel no mundo, de perceber que este não é um mero palco para seu desfile de absurdos e existências medíocres, e que tampouco são os outros meros coadjuvantes.
Queria ouvir as mesmas provocações estando em igualdade de condições com quem as profere.
Queria dizer o que penso sem ser mal interpretado.
Saber por que certas coisas não acontecem simplesmente de uma vez, mas ficam se arrastando eternamente em delongas intermináveis, desgastantes e sem sentido.
Queria saber por que sou obrigado a investir tanta energia em coisas inúteis

Dramas de Classe Média

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags , , , , on 05/07/2013 by Kilminster

preconceito
pre.con.cei.to
sm (pre+conceito) 1 Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 2 Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. 3 Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. 4 Sociol Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões.

 

prepotência
pre.po.tên.cia
sf (lat praepotentia) 1 Qualidade de prepotente; poder superior. 2 Abuso do poder ou da autoridade; opressão, tirania, despotismo. 3 Biol Capacidade de um dos genitores transmitir à prole seus caracteres, em prejuízo do outro.

 

egoísmo
e.go.ís.mo
sm (ego3+ismo) 1 Qualidade de egoísta. 2 Amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses. 3 Conjunto de propensões ou instintos adaptados à conservação do indivíduo. 4 Comodismo.

 

soberba
so.ber.ba
(ê) sf (lat superbia) 1 Altura de coisa que está superior a outra; elevação, estado sobranceiro. 2 Manifestação ridícula e arrogante de um orgulho às vezes ilegítimo. 3 Altivez, arrogância, sobrançaria. 4 Orgulho, presunção. 5 Teol Um dos sete vícios capitais.

 

cegueira
ce.guei.ra
sf (cego+eira) 1 Falta de vista; estado do que é cego; incapacidade de ver; ablepsia. 2 Ignorância. 3 Obcecação, fanatismo. 4 Extrema afeição a alguém ou alguma coisa. 5 Perturbação, desvairamento. C. diurna: V nictalopia. C. noturna: V hemeralopia. C. verbal: incapacidade de reconhecer palavras escritas como símbolos de ideias.

 

subserviência
sub.ser.vi.ên.cia
sf (subserviente+ia2) 1 Qualidade de subserviente; anuência ou sujeição servil à vontade de outrem. 2 Bajulação, servilismo.

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/

O Ódio e a Cegueira

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags , , on 22/05/2013 by Kilminster

O ódio cega, já foi dito em tantos lugares que fica difícil até enumerar.

Porém, apesar de batida, a afirmação é real. O ódio realmente causa cegueira naqueles que sentem. Ou pelo menos distorce a visão a tal ponto que o todo deixa de ser percebido e a parte que se vê vira verdade absoluta.

Daí, justiça vira vingança, debate vira discurso unilateral, responsabilizar vira punir e assim por diante.

Sabe-se também que pessoas de pouca visão são facilmente manipuláveis. Então o entroncamento das duas coisas faz-se inevitável.

Se há a pretensão de manipular pessoa ou grupos, dar-lhes um objeto de ódio pode ser uma grande sacada.

Tendo algo a que odiar fica mais complicado parar e pensar sobre o mundo como um todo, sobre as implicações de cada fato, ato ou decisão em relação às suas conseqüências ou até mesmo racionalizar debates.

Quem odeia é adepto do “é porque é”. E se alguém consegue apresentar-se como líder de um grupo de odiosos, certamente toma para si uma perigosa dose de poder.

Aquele que odeia pode se ver em determinado momento tomando atitudes que jamais tomaria em outras circunstâncias.

A perda da racionalidade é tudo que um manipulador precisa.

Quem consegue respirar e pensar enxerga que há uma vitrine interminável de ódios nos sendo oferecida o tempo todo. Basta que escolhamos o nosso e embarquemos em na cegueira.

Àqueles que possuem um olho, o reinado.

Teleologia

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 18/04/2013 by Kilminster

Quando entrei na faculdade de História, tempos atrás, uma dos primeiros conceitos com os quais tive que me familiarizar foi o de “teleologia”.

E o que vem a ser isto?

Simples: Aplicado ao contexto da produção historiográfica debatida naquelas aulas, teleologia, diziam meus professores, era o ato de se direcionar um estudo para que este chegasse a uma conclusão preestabelecida. Ou seja, iniciar e conduzir a produção de uma tese para qual já havia uma resposta e uma conclusão desejada.

Dentro do universo da pesquisa em História, tal atitude é impensável, pois o desenvolvimento de um trabalho leva a descobertas que tanto podem confirmar quanto invalidar a hipótese inicial, portanto, um estudo voltado simplesmente para confirmar uma conclusão predeterminada carece de isenção e acuidade científica.

Aplicado a certos jornalismos, vemos que o conceito de teleologia, como apresentado acima, é largamente utilizado.

A seletividade ao se determinar o que merece e o que não merece destaque nos grandes veículos de comunicação demonstra claramente que sempre há intenção de se confirmar uma idéia preconcebida.

Adjetivos autoaplicados pelos veículos de comunicação como “isenção”, “imparcialidade” e o mais complicado, “verdade”, caem por terra à primeira observação.

A História não é escrita partindo-se do fim.