Por Cinco Minutos

Queria silêncio, vento na cara, sair da cidade, do país, do planeta…
Entrar em órbita e observar esta imensa bola azul e entender o que se passa.
Queria me libertar das amarras que me prendem a coisas inúteis, me livrar desse barulho insuportável e dessas pessoas que fazem com que as pequenas mazelas de suas vidas se tornem enormes problemas para elas e para os outros.
Dessa mediocridade imensa que impera por todos os lados, da incapacidade total que se tem de enxergar qual é seu papel no mundo, de perceber que este não é um mero palco para seu desfile de absurdos e existências medíocres, e que tampouco são os outros meros coadjuvantes.
Queria ouvir as mesmas provocações estando em igualdade de condições com quem as profere.
Queria dizer o que penso sem ser mal interpretado.
Saber por que certas coisas não acontecem simplesmente de uma vez, mas ficam se arrastando eternamente em delongas intermináveis, desgastantes e sem sentido.
Queria saber por que sou obrigado a investir tanta energia em coisas inúteis

Uma resposta to “Por Cinco Minutos”

  1. Coincidência ou sincronicidade, além do seu, que gostei muito, li hoje este outro texto, que também fala das queixas que as pessoas fazem de tudo, na vida.

    O problema maior, que vejo, é que existe quem preste atenção a essas queixas, o que faz com que a prática se mantenha…

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