Arquivo para maio, 2013

De Fim de Semana em Fim de Semana, a Gente Fica Velho Rápido

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 24/05/2013 by Kilminster

É fato que o trabalho toma a maior parte de nossas vidas, basta fazermos uma conta das horas que passamos trabalhando e o percentual que elas representam das horas em que estamos acordados em um dia.

Daí que estamos sempre ansiosos para o fim de semana, para podermos descansar, relaxar, nos divertirmos, cuidarmos de outras coisas…

Para isso, fica sempre a torcida para que a semana passe rápido e o fim de semana chegue logo. Estamos sempre nos programando para o que vamos fazer na sexta, sábado e domingo, querendo que os outros dias voem mesmo.

Só que quando vamos ver, passou a semana, o mês e o ano! Daí nas festas de Natal e Ano Novo comentamos com nossos amigos e parentes, “Nossa, como este ano passou depressa”…

E é provável que tenha passado mesmo, pois assim desejamos, pois para cada sábado e domingo que esperamos ansiosamente, quisemos que os outros cinco dias passassem em um mero piscar de olhos.

E assim vamos envelhecendo…

O Ódio e a Cegueira

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags , , on 22/05/2013 by Kilminster

O ódio cega, já foi dito em tantos lugares que fica difícil até enumerar.

Porém, apesar de batida, a afirmação é real. O ódio realmente causa cegueira naqueles que sentem. Ou pelo menos distorce a visão a tal ponto que o todo deixa de ser percebido e a parte que se vê vira verdade absoluta.

Daí, justiça vira vingança, debate vira discurso unilateral, responsabilizar vira punir e assim por diante.

Sabe-se também que pessoas de pouca visão são facilmente manipuláveis. Então o entroncamento das duas coisas faz-se inevitável.

Se há a pretensão de manipular pessoa ou grupos, dar-lhes um objeto de ódio pode ser uma grande sacada.

Tendo algo a que odiar fica mais complicado parar e pensar sobre o mundo como um todo, sobre as implicações de cada fato, ato ou decisão em relação às suas conseqüências ou até mesmo racionalizar debates.

Quem odeia é adepto do “é porque é”. E se alguém consegue apresentar-se como líder de um grupo de odiosos, certamente toma para si uma perigosa dose de poder.

Aquele que odeia pode se ver em determinado momento tomando atitudes que jamais tomaria em outras circunstâncias.

A perda da racionalidade é tudo que um manipulador precisa.

Quem consegue respirar e pensar enxerga que há uma vitrine interminável de ódios nos sendo oferecida o tempo todo. Basta que escolhamos o nosso e embarquemos em na cegueira.

Àqueles que possuem um olho, o reinado.

Black Keys, Alabama Shakes, o Clássico e o Indie

Posted in Sons, Viagens with tags , , , , on 16/05/2013 by Kilminster

Demorei para botar isso no papel, mas essa idéia já vem martelando na minha cabeça há algum tempo.

Sempre me aborreceu na tal verve indie que domina o ambiente rock atual, o fato de que precisa ser novo para ser bom e tem que ser diferente, mesmo que não seja legal. Uma neofilia inexplicável, como se arte, tal qual conhecimento, não pudesse ser cumulativa.

Mas eis que vou ao Lollapalooza 2013, em São Paulo e me deparo com toda aquela galera dita indie vibrando com o Alabama Shakes e idolatrando o Black Keys.

As duas são bandas bem legais, surgidas de 2000 pra cá e ultimamente vem conseguindo destaque de público e crítica.

A grande questão é: o Black Keys faz um som bastante calcado no blues e blues rock, tendo momentos de muita semelhança com o Cream e outras bandas, principalmente inglesas do fim dos anos 1960 e começo dos 1970.

O Alabama Shakes se situa muito bem colocado em um ponto entre o southern rock e o soul. Ouve-se influências de Creedence Clearwater Revival, Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers, Otis Reding, Janis Joplin, Aretha Franklin…

Até aí tudo bem, mas qual o sentido de uma galera toda que acha tudo “velharia”, gostar tanto de bandas com som tão calcado nessas mesmas velharias?

Quando se trata de arte, coisas não podem ser simplesmente substituídas. O que tem valor permanece, o novo acrescenta e uma coisa é ponto de partida para outra. O resto é pura limitação.

Como gritavam Chuck D e Flavor Flav, “Don’t believe the hype”.

Como Reconhecer um Proletário

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 14/05/2013 by Kilminster

Faz um tempo já, circulam pela internet vários e-mails que ensinam a identificar sintomas de pobreza. Não a sério, mas observando de forma muito bem humorada, hábitos e características das pessoas que têm que rebolar para fazer a vida acontecer.

Resolvi desta feita analisar os ditos proletários, não somente os pobres. O termo “proletário” por muito tempo designou a classe operária, mas por definição, proletário é aquele que tem sob sua responsabilidade uma prole, ou seja, sustenta sua família. Em suma, um pai ou mãe de família que não nasceu em berço de ouro, nem ganhou na mega-sena e nem tem herança para receber. Gente como eu e você.

Assim como em todas as classes sociais, o proletariado, gente que acorda cedo para pegar no batente, tem suas características marcantes.

Muitas vezes podem ser confundidas com traços de outros grupos, mas sempre lembrando que uma coisa não exclui a outra, você pode ser um proletário classemediano ou então um proletário de classe baixa ou outro tipo qualquer.

O verdadeiro proletário:
– Acorda de bom humor às sextas-feiras pelo simples fato de ser sexta-feira;

– Sabe qual porta do metrô pára em frente à escada;

– Sai correndo quando abre a porta do metrô para ser o primeiro a subir pela escada;

– Lê o horóscopo no Metrô News;

– Sabe o que pesa e o que não pesa muito no prato em um restaurante à quilo;

– Sempre que puder, levará marmita;

– Pega menos comida para poder pegar sobremesa;

– Consegue dormir em pé no busão;

– Sabe o nome do motorista e do cobrador da linha;

– Se pega ônibus fretado, contabiliza o tempo do trajeto como “horas de sono”;

– Lê os livros e revistas dos outros no busão na base da pescoçada;

– Conhece o repertório musical das lotações;

– Acha normal ficar esmagado na condução;

– Conhece uma lojinha perto do serviço que vende bolachas bem baratinho;

– Fica parado em frente às bancas de jornais para ler as manchetes, mas nunca compra nada;

– Se for mulher, conhece alguém no serviço que passa a revistinha da Avon e também uma moça que vende Natura;

– Ainda, se for mulher, vai à manicure na hora do almoço;

– Sai correndo quando dá a hora de ir embora;

– Passa no açougue quando desce do metrô e vai na lotação carregando o pacotinho de bife ou carne moída;

– Principalmente no caso feminino, corre chegar no ponto um pouco mais cedo para poder ver o finalzinho da novela das seis, se for homem, o programa de esportes das seis e meia;

– Sabe que tem que dormir mais cedo mas não resiste e assiste televisão até tarde.

Conectividade

Posted in Cartoon, Viagens with tags , , on 02/05/2013 by Kilminster

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