Arquivo para abril, 2013

Liberdade de Expressão

Posted in Olhares with tags , , on 26/04/2013 by Kilminster

Engraçado o conceito que por vezes surge sobre “Liberdade de Expressão”. Aparentemente muita gente usa o termo sem parar para pensar no que ele realmente significa.

Liberdade é um conceito bastante interessante, em especial porque pressupõe o equilíbrio perfeito entre direitos e deveres. Se há liberdade, ela deve ser para todos e em algum momento a liberdade de um esbarra na liberdade de outro.

No caso da liberdade de expressão, inicialmente ela quer dizer que qualquer um pode dizer o que bem entender, o que é um fato. Porém, liberdade de expressão é uma via de mão dupla. Todos têm o direito de dizer o que pensam, portanto se você emite sua opinião, outros também o farão.

Tomemos o emblemático caso Rafinha Bastos x Wanessa Camargo. O primeiro fez uma piada, que dentro do espectro cultural brasileiro, soou de muito mau gosto. A segunda imediatamente ameaçou processá-lo e de fato o fez.

Muitos comentários pipocaram internet afora reclamando que estavam cerceando a liberdade de expressão do humorista, que isso que aquilo, mas na verdade, não foi isso o que ocorreu. O que ocorreu foi que ao exercer sua liberdade, Rafinha foi confrontado com as conseqüências de seu ato. Seu direito desembocou no seu dever. Sua liberdade desembocou na sua responsabilidade.

Os desdobramentos da história toda não importam para esta explanação. Se ele foi condenado ou absolvido, ou quem estava certo, não faz diferença. O que se quer dizer aqui é que toda vez que alguém disser alguma coisa, deve estar pronto para lidar com a liberdade de expressão de outrem. Liberdade de expressão não quer dizer que um ou outro tenha o direito à última palavra sobre qualquer assunto.

Diga o que quiser, mas lembre-se que os outros também podem!

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Teleologia

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 18/04/2013 by Kilminster

Quando entrei na faculdade de História, tempos atrás, uma dos primeiros conceitos com os quais tive que me familiarizar foi o de “teleologia”.

E o que vem a ser isto?

Simples: Aplicado ao contexto da produção historiográfica debatida naquelas aulas, teleologia, diziam meus professores, era o ato de se direcionar um estudo para que este chegasse a uma conclusão preestabelecida. Ou seja, iniciar e conduzir a produção de uma tese para qual já havia uma resposta e uma conclusão desejada.

Dentro do universo da pesquisa em História, tal atitude é impensável, pois o desenvolvimento de um trabalho leva a descobertas que tanto podem confirmar quanto invalidar a hipótese inicial, portanto, um estudo voltado simplesmente para confirmar uma conclusão predeterminada carece de isenção e acuidade científica.

Aplicado a certos jornalismos, vemos que o conceito de teleologia, como apresentado acima, é largamente utilizado.

A seletividade ao se determinar o que merece e o que não merece destaque nos grandes veículos de comunicação demonstra claramente que sempre há intenção de se confirmar uma idéia preconcebida.

Adjetivos autoaplicados pelos veículos de comunicação como “isenção”, “imparcialidade” e o mais complicado, “verdade”, caem por terra à primeira observação.

A História não é escrita partindo-se do fim.

Cuidado! As Trevas se Aproximam

Posted in Momento Sr. Saraiva with tags , , , , on 08/04/2013 by Kilminster

Eis que surge um vídeo em que nosso insofismável presidente da Comissão dos Direitos Humanos diz que os tiros dados em John Lennon foram em nome do Pai…

Era só o que nos faltava! Além de todas as já conhecidas babaquices já proferidas, descobrimos que o zémané ainda tem a coragem de dizer que assassinato é aceitável em nome de deus. E mais, é obra do próprio!!!

Qual seria a repercussão disso se tal pessoa fosse muçulmana? Certamente já o teriam acusado de incitação ao terrorismo e blá blá blá…

Queria saber o que o glorioso pastor pensa sobre coisas como “Amai ao próximo como a ti mesmo”, “oferecer a outra face” ou mais “não matarás”!!!

Ele conhece a Bíblia de cabo a rabo e interpreta a sua maneira, incitando o ódio, o preconceito, o desamor e, ao que parece, dando aval para assassinatos. Onde está Jesus Cristo nessa história toda?

Sabe o que é pior? Ele não é o único! E pior ainda, pessoas como ele têm seguidores, pessoas que lhes dão crédito!

Imagine se cada um desses seguidores resolve fazer “a obra de deus” e sair eliminando todos os que “afrontam o senhor”.

Preparem-se, amigos! As trevas se aproximam!!!