Arquivo para janeiro, 2013

SUV

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , , on 29/01/2013 by Kilminster
SUV – Sport Utility Vehicle. É sinal de status. É a garantia atual de que você é alguém. É o ponto em que você se destaca em meio à massa desimportante.
Quando você compra um SUV, você não compra um carro, você compra sua soberania e pode então sair garboso pelas ruas desfilando sua magnânima presença.
Ao volante de um SUV, você não precisa prestar atenção no trânsito. O trânsito prestará atenção em você.
Você está finalmente livre para fazer conversões, mudanças de faixa, ultrapassagens e travessias sem qualquer preocupação. Simplesmente vá! Afinal de contas, você tem um SUV.
Por que se preocupar com regras de trânsito? Ou mesmo com bobagens como civilidade e regras de convívio social? Você financiou em 60 meses sua alforria de todo esse fardo.
Liberte-se! Saia dirigindo alegremente seu impávido colosso e o resto que se lasque!
SUV

Quarta-Feira

Posted in Viagens with tags on 23/01/2013 by Kilminster

Quarta-Feira é o dia mais chato da semana. É um dia perdidinho bem no meio da semana, já há dois dias do fim de semana passado e a dois dias do próximo.

Quando chega a quarta, você já está cansado, mas o fim de semana ainda está longe. É o dia que mais demora a passar.

A quarta-feira é pior que a segunda que é como injeção, causa agonia antes de chegar mas acaba logo.

A quarta é tão chata, mas tão tão chata, que a humanidade tenta compensar com a feijoada e o futebol na TV à noite.

Só quando acaba o jogo e que a gente vai dormir que melhora, porque já sabemos que o fim de semana vem aí.

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Posted in Esportes with tags , , , , , on 22/01/2013 by Kilminster

Chega de Fotos

Posted in Momento Sr. Saraiva with tags , , , , , on 17/01/2013 by Kilminster

Tá aí uma coisa que aborrece! Tirar fotos a toda hora.

Como comentei aqui, com o advento e popularização das câmeras digitais, e sua incorporação aos telefones celulares, todo mundo toda hora está tirando uma fotografia de alguma coisa, por mais banal que seja.

Aplicativos como o Instagram possibilitaram a todos nós sermos contemplados com incríveis imagens de, por exemplo, um hamburger que um amigo seu está prestes a devorar.

Mas chato mesmo é ter que parar a toda hora para posar para fotos. E ainda ficar lá por um tempão porque a mesma foto deverá ser registrada por dezenas de câmeras.

É absolutamente anticlimático quando estamos em uma festa, todos se divertindo, conversando, dançando e sei lá mais o quê e alguém interrompe tudo com aquela “Junta aí pra eu bater uma foto”… É como intervalo comercial durante um filme.

Pior ainda quando você, depois de algumas cervejas, está louco para chegar no banheiro e não pode ir logo porque estão tirando uma foto e você não pode entrar na frente.

Mais ainda, quando vemos o resultado das fotos, a maioria das pessoas está com cara de bobo, com um sorriso esquisito, porque a foto demorou. Outros piscaram bem na hora, outro olhou pra outro lado… Enfim, uma desgraceira.

É péssimo interromper um momento que está acontecendo por conta de se guardar uma lembrança. A vida é agora, está acontecendo.

Se estamos vivendo um momento feliz, por que interromper o presente para levar ao futuro uma lembrança do passado?

Tá bom, vai… Entendo que se queira guardar pequenos souvenirs de bons momentos, maaaassss… as melhores fotos são aquelas que capturam a espontaneidade das coisas. São tão mais legais aquelas em que as pessoas são capturadas distraídas, sendo elas mesmas sem tentarem o sorriso de comercial de creme dental…

Por favor, vai? Não interrompa a vida para tirar uma foto!

Heróis Improváveis

Posted in Esportes, Olhares with tags , , , , , , , , , on 11/01/2013 by Kilminster

O futebol é apaixonante por diversos motivos, primeiro por ser acessível e adaptável, pode ser praticado em quase qualquer lugar e pelo mais variado número de pessoas. Além disso, é um dos raros esportes que em um momento de superação o time mais fraco pode bater o mais forte. E também porque heróis se consagram em suas partidas.

Grandes jogadores se constituem como heróis de suas torcidas pelos seus feitos, por darem a cara do time e conduzi-lo a períodos de glória.

Mas um lance único, o gol do titulo, uma defesa milagrosa, um passe genial, um esforço extra, um insight em um campeonato importante pode garantir a um simples mortal a entrada no panteão do esporte bretão.

Vejam os casos de:

Belletti: Lateral direito esforçado e voluntarioso, chegou a ser satirizado pelo Casseta & Planeta que lançou pela Tabajara o DVD “Melhores Momentos de Belletti”, em que ele aparecia cobrando um lateral. Meses depois ele vai lá e, ao entrar na partida a poucos minutos do apito final, me faz o gol do título da Champions League para o Barcelona contra o Arsenal.

Adriano Gabiru: Tal qual Belletti, entrou aos 31 do segundo tempo na final do Mundial de Clubes pelo Internacional de Porto Alegre, substituindo o capitão e ídolo colorado Fernandão e venceu o goleiro Valdés, fazendo 1×0 e garantindo o título ao time gaúcho contra o Barcelona de Iniesta, Ronaldinho, Deco, Eto’o e… Belletti.

Mineiro: Volante cumpridor, daqueles que não aparece para a torcida, mas que todo técnico adora. O coadjuvante por excelência. Mas eis que no Mundial de Clubes de 2005 ele arranca em direção à área do Liverpool como um meia atacante, recebe passe preciso de Aloísio Chulapa (!!!), inclina o corpo como se fosse tocar no canto direito do gol e bate no canto esquerdo, deslocando o goleiro Reina. Foi o gol do Tricampeonato Mundial do São Paulo Futebol Clube.

Ronaldo Luiz: Lateral esquerdo de boa técnica era coadjuvante no São Paulo do início da década de 90. Lá brilhavam Raí, Cerezo, Palhinha, Müller, Leonardo e Zetti. Ronaldo Luiz era daqueles que a gente demorava pra lembrar ao dar a escalação do time. Mas em uma final de Mundial de Clubes, contra o Barcelona, à época chamado de “Dream Team”, ele defendeu um gol encima da linha, quando o jogo estava empatado em 1×1. Ao final, o time brasileiro saiu vencedor por 2×1 e se sagrou campeão mundial pela primeira vez. Hoje, Ronaldo é lembrado por esse tipo de jogada.

Iarley: Meia atacante com certa habilidade, atuou por diversos clubes, incluindo o Real Madrid, porém sem grande destaque.  Seu grande momento foi pela Libertadores da América de 2003, em um jogo do modesto Paysandu contra o poderoso Boca Jrs. em La Bombonera, quando ele fez o gol que deu a vitória ao time paraense. Depois deste campeonato, Iarley acabou contratado pelo próprio Boca, elevando seu patamar como jogador, passando a atuar como titular em grandes clubes.

A 89FM Voltou Para o Mesmo Lugar

Posted in Sons with tags , , on 07/01/2013 by Kilminster

A mesma freqüência, o mesmo slogan, locutores das antigas e a mesma música.

Com o patrocínio da UOL, a 89FM retornou ao dial paulistano com grande alarde. As redes sociais comemoraram a volta da Rádio Rock, uma suave nostalgia tomou conta dos ouvintes e parece que finalmente a Kiss FM terá alguma concorrência.

Muito bom… Muito melhor do que uma nova rádio evangélica ou outra rádio mais do mesmo com sucessos das novelas e da próxima dupla Não Sei Quem & Matheus.

O problema foi que a 89FM voltou exatamente de onde parou. Não houve qualquer mudança do último dia de transmissão para o retorno. Está tudo lá do mesmo jeito. As mesmas músicas, o mesmo estilo, o mesmo tudo.

Digamos que em pleno 2013, Charlie Brown Jr., O Rappa, Raimundos, Nu Metal e subprodutos pós-grunge não são o que se quer ouvir. Pelo menos fazendo parte da programação regular da rádio.

Faltou dar uma “antenada” nas novidades, segmentar os clássicos e distribuir melhor aquelas que envelheceram, mas ainda não são clássicas. Faltou principalmente esquecer coisas que deveriam ter ficado no tempo.

Enfim… talvez com o tempo tenhamos uma melhor adequação da rádio à nova década, mas o retorno até agora só fez relembrar como a 89FM foi em seu período mais decadente.