Arquivo para outubro, 2012

Tudo Se Recicla…

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , , , , , , , on 26/10/2012 by Kilminster

Sabe quando você fica com uma música na cabeça e não sabe qual é? E aquele trechinho fica te martelando e você não consegue se lembrar de onde vem?

Então, isso acontece com todo mundo, inclusive com músicos e compositores. Daí, vira e mexe a gente escuta uma música nova e fica com aquela sensação de “já ouvi isso em algum lugar”, dá só uma olhada:

Uuuuuh-uh, ou Aaaaaaah-ah

A Garota Americana ou a Última Noite

Dando uma aceleradinha…

… eh… tem a ver… olha só o riff do meio…

E esse pianinho…

Opa…

Hummmmm…

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The Golden God

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , , on 25/10/2012 by Kilminster

Vamos lá, ele está velho, enrugado, a cara do Rei Theodén, já não alcança os agudos, não saracoteia pelo palco, não grita mais “push, push”, enquanto mexe os ombros e não usa mais aquelas calças apertadas? Sim, tudo isso.

Mas por outro lado, ele continua com um carisma gigantesco, uma presença de palco indiscutível, grande musicalidade e usando muito bem a voz que tem hoje.

Se não tenta emular os uivos de sua fase “Golden God”, Robert Plant se reinventa e mata dois coelhos com uma cajadada: abre espaço para experimentações e novos repertórios, ao mesmo tempo em que se mantém longe da persona do Deus Dourado à frente do Led Zeppelin, papel que ele sabe muito bem não lhe caber em 2012, aos 64 anos de idade.

Passeando por várias fases de sua carreira, Plant fez em São Paulo na última terça um show repleto de nuances, texturas, timbres e melodias interessantes, transitando entre o blues, folk, música eletrônica, ambience, rock e música étnica.

Até quando revisita o velho Zep, o faz de modo que as velhas músicas caibam no momento atual de sua carreira, deixando tudo instigante e imprevisível.

O estranhamento inicial com a atmosfera nada “hard” do show se desfez no primeiro “woooah yeah, yeah”. Dali em diante, a lenda do rock mostrou como envelhecer em cima do palco.

A receita é simples, aos 64 anos, não finja ter 22.

 

 

Saudosismo, Viva e Gilson

Posted in Viagens with tags , , , on 24/10/2012 by Kilminster

Perdido na infinidade de canais inúteis de televisão a cabo, o Viva, dedicado à exibir reprises de programas da Rede Globo nos proporciona uma grande chance nos reencontrarmos com atrações clássicas, que faziam a alegria da família brasileira.

Em tempos não tão distantes assim, quando TV a cabo no Brasil era uma mera ilusão, todos, indistintamente, ricos e pobres, se deliciavam com as incríveis atrações apresentadas pela TV aberta.

Líder de audiência desde sempre, a Rede Globo nos brindava com um programa mais incrível que o outro. Entre acertos como a TV Pirata e algumas minisséries, éramos brindados com pérolas do naipe de um Cassino do Chacrinha, Show do Mallandro e o insofismável Globo de Ouro.

O Globo de Ouro consistia em apresentações em playback, com platéia dos artistas que estivessem nos pontos mais altos das paradas de sucesso, fosse qual fosse o gênero musical, sempre, é claro, com ênfase nas atrações de maior apelo popular.

Acima de tudo, o Globo de Ouro nos dá a exata medida da breguice dos anos 80!

No último sábado, foi exibido no Canal Viva um episódio do Globo de Ouro que contou com atrações do porte das cantoras Joanna, Jane Duboc e Rosana, expoentes do rock nacional como Engenheiros do Hawaii e Paralamas do Sucesso e cantores do calibre de um Byafra e o mais incrível de todos, Gílson.

Gílson, hoje completamente esquecido, um dia foi relevante o suficiente para conseguir aparecer na emissora de maior audiência do país. Feio, dono de uma voz absolutamente comum e cantando uma música que hoje não faria feio em um repertório de grupo de pagode xexelento, Gílson é uma figura impensável nos dias de hoje. Arrisco dizer que não sei se ele passaria da primeira fase do Ídolos.

Porém a curiosidade sempre vai além e uma breve pesquisa me permitiu saber que Gílson é um cantor que emplacou alguns sucessos nos anos 70 e 80, inclusive trilhas de novelas, e é um compositor de renome da Música Muito Popular Brasileira.

Suas obras foram registradas por intérpretes como Adriana, Sandy & Júnior, Emílio Santiago, Trem da Alegria, Bozo (!!!), Martinha, Vanusa, (aquela), José Augusto, Ovelha, Wando,  e até o Rei Roberto Carlos.

Confira abaixo o grande astro:

Novelão e a Violência

Posted in Olhares with tags , , , , on 10/10/2012 by Kilminster

Assustador como temos assistido impassíveis, corroborando e até torcendo pela ascensão da violência nas novelas das 9:00.

Não sou um grande espectador de novelas, mas acompanhei os dois últimos folhetins da Globo com um pouco mais de atenção e pude observar que nessas duas tramas a violência assumiu um papel central nos protagonistas, notadamente nos ditos “mocinhos”.

Nos últimos capítulos da novela Avenida Brasil, a personagem Carminha, a vilã, vem sendo sistematicamente surrada por qualquer que seja seu antagonista em cena. Tufão, Muricy, Monalisa, tudo que é personagem achou jeito de dar uns tapas na malvada. O personagem Max também levou algumas surras durante a novela.

Na trama anterior, Fina Estampa, a personagem Griselda Pereirão não hesitava em partir para as vias de fato com sua inimiga Tereza Cristina. Foram várias cenas desse tipo.

Será que a sociedade está a ponto de aceitar que o mais correto é fazer justiça com as próprias mãos? Será que ao se sentir lesado, por quem quer que seja, um cidadão deve partir para cima do outro e resolver a coisa no tapa?

Pior, a atitude violenta por parte dos personagens bonzinhos da trama reflete o desejo da população pela a justiça “olho por olho”?

Imagine se tudo passar a ser decidido na pancada!

Obviamente que com certa freqüência temos vontade de sentar a mão em determinadas pessoas, mas os anos de civilização que nos separam da Idade Média nos impedem de fazê-lo na grande maioria das vezes.

Não é reconfortante imaginar que estamos dispostos a tal retrocesso. Qual seria o próximo passo? Duelos a tiros como no Velho Oeste Norte-Americano?

Se a arte imita a vida e/ou vice-versa, Houston, we have a problem.

Remando Pro Outro Lado

Posted in Momento Sr. Saraiva on 05/10/2012 by Kilminster

Esquisito demais… tem gente que prefere remar para outro lado.

Não se sabe se é por discordar, se é para ser diferente, se é por falta de inteligência ou se por puro egoísmo, mas o fato é que sempre tem um mané que não deixa o barco seguir.

Certas coisas acontecem de determinado modo, quer queiramos, quer não. Portanto, lutar contra é apenas um modo de fazer as coisas ainda mais difíceis do que já são.

Uma vez que não se pode lutar contra a inevitabilidade dos fatos, por que então não fazer da melhor forma? Se ainda fosse adiantar alguma coisa…

Mas tem gente que cuja especialidade e infernizar a vida alheia, então, não dá pra perder nenhuma oportunidade.

Aí bate o remo pro outro lado.

Propaganda Eleitoral

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , on 01/10/2012 by Kilminster

Se existe um jeito de não conhecer um candidato é assistindo à propaganda eleitoral.

Nestes programetes enfiados goela abaixo do eleitor/telespectador, cada candidato tenta vender o seu peixe da forma que puder. Seja ela exaltando suas qualidades e escondendo defeitos ou exacerbando defeitos e ocultando qualidades dos adversários.

Pense em nas empresas de telefonia brasileiras, elas batem recorde após recorde de reclamações em PROCON e ações em tribunais de pequenas causas. Porém você jamais vai ver isto em uma propaganda. O que se vê é sempre um monte de gente feliz, falando ao telefone e acessando a internet como se isso não demandasse um trabalhão enorme com atendentes despreparados. O mesmo serve para operadoras de TV a cabo.

Propaganda é feita para convencer. Ninguém se mostra por inteiro. O que se vê é o que se quer que seja visto. Por isso nada pior do que o horário eleitoral para apresentar um candidato.