Ted

Por que tem sempre alguém achando que pode decidir as coisas por nós, hein?

Um padre, um pastor, um sei lá o que, um ministro, um virulento postador de facebook ou um glorioso deputado.

Veja só que nosso estimado Protógenes levou seu filho de 11 anos para ver um filme recomendado para maiores de 16 e saiu horrorizado. Disse que ninguém deveria ver aquilo. Segundo ele o filme “passa a mensagem de quem não trabalha nem estuda e usa drogas é feliz”.

Bem… Digamos que se eu não precisasse trabalhar ou estudar, talvez fosse mais feliz mesmo. E quanto às drogas, uma cervejinha está inclusa aí? Se estiver, concordo plenamente com a afirmação acima.

Nosso nobre parlamentar crê que o filme influenciará negativamente as pessoas.

Tudo bem que eu vivo dizendo que minha fé na humanidade anda pra lá de combalida, o que será reforçado tão logo comecem as manifestações favoráveis ao nosso deputado, mas daí a achar que um filme com um ursinho de pelúcia vai desencadear a degradação de nossa sociedade é realmente de lascar.

Se você aceita que um urso de pelúcia ganhará vida e sairá andando e falando, já topou o absurdo e sabe que está diante de uma obra de FICÇÃO! E subentende-se que aí já estamos relaxados e prontos para rir de algo que sabemos irreal, Me recuso a acreditar que alguém assistirá ao TED e encontrará ali uma filosofia de vida.

Quanto ao impacto que a “obra” causará na moral e no entendimento de cada pessoa, isso deve ser restrito à individualidade de cada um. Para ir ao cinema, o sujeito deve pagar ingresso. O mesmo vale para compra e locação de DVD, pay-per-view e até mesmo download ilegal. Ou seja, o filme só será visto se a pessoa tiver a iniciativa de vê-lo. Mesmo a TV aberta ainda oferece a opção “mudar de canal”.

Desta forma, cada um tem o direito de achar o que quiser e inclusive de recomendar ou desaconselhar o filme. Agora de sugerir que este deva ser proibido é passar de todo e qualquer limite.

Pior exemplo para as pessoas são parlamentares que recebem altos salários custeados com impostos pagos pela sociedade e que trabalham de terça a quinta, comparecendo ou se ausentando de sessões conforme interesses de seus conchavos, vendendo votos ou coisa parecida.

Recomendável seria ao deputado que se preocupasse com a situação da educação dos brasileiros para garantir a estes discernimento suficiente para que escolham o que realmente querem ver.

Ficção é só ficção.

 

 

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