Paranoid

É daqueles discos que parecem coletânea, de tantos hits que contém. Tanto que por vezes acaba encostado por parecer que está batido demais. Mas revisitá-lo é uma experiência revigorante e que deixa claro por que este disquinho mudou a música que veio depois. De Metallica a Arctic Monkeys, de Nirvana a Secos & Molhados, ninguém escapa à influência desta banda que se consolida exatamente aqui.

Lançado em 1970, apenas seis meses do impactante álbum de estréia da banda, confirma o estilo do quarteto inglês e define os parâmetros para o que viria a ser o tão falado Heavy Metal.

Não há uma banda de som pesado que não deva algo ao Black Sabbath e principalmente a este disco. Em suas oito faixas estão os fundamentos de tudo que veio depois em matéria de metal. Guitarras distorcidas, power chords, baixo monstruoso, vocais agudos, alterações de andamentos e riffs e mais riffs. Todos hoje considerados clássicos.

Ainda podem ser encontrados traços de psicodelia, blues e muito improviso.

As linhas de baixo de Geezer Butler são um show à parte, dando uma aula de peso, ritmo e harmonia. Ele praticamente sola junto com Tony Iommi em todas as músicas, tocando em walking bass mas com um peso absurdo.

Um disco que merece ser revisitado sempre e que prova a cada audição que, apesar de seus 42 anos de lançamento, permanece atual.

Destaques: As “lado B”, Fairies Wear Boots, Hand of Doom e Electric Funeral.

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