Arquivo para junho, 2012

Que a Força Esteja Com Você

Posted in Olhares with tags , , , , , on 25/06/2012 by Kilminster

Na mitologia Star Wars, o mestre jedi Obi-Wan Kenobi descreve A Força como “um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém a galáxia coesa”.  É como se cada uma das pessoas, animais, plantas e tudo mais emitisse uma vibração que possibilita e influencia a vida no universo.

É ficção, mas parece não ser. Às vezes temos a impressão de que realmente há uma vibração coletiva que determina os humores do mundo. 

Isto é facilmente detectável na forma que o mau humor de determinadas pessoas consegue contaminar o ambiente.

Já reparou? Está todo mundo conversando, animado, tranqüilo e de repente chega um de cara virada. Aí já era. Parece que até as plantas murcham. O ambiente fica pesado, ninguém mais ri e as menores coisas passam a ser incômodos.

E tal como na mitologia Star Wars, em que existem vários jedis e apenas dois siths, do lado negro da força, em nosso mundo, apenas um mal humorado já é suficiente para arruinar a alegria de muitos.

Porém para nosso azar, os mal humorados de plantão não são como os sith, os quais só podem haver dois. Eles estão por aí às pencas em todos os lugares e não fazem questão de se ocultar.

Cuidado, o lado negro da força vai te pegar.

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A Lógica do Absurdo

Posted in Momento Sr. Saraiva on 20/06/2012 by Kilminster

 

Algumas coisas são criadas para não funcionarem direito. É fato.

Você percebe só de bater os olhos que aquilo já foi cuidadosamente estudado e preparado para não ser o que se esperava que fosse.

Às vezes o mundo parece ser como aquele jogo de esconder a bolinha, que os picaretas fazem no centro da cidade para enganar os incautos. Não importa o quanto você observe, preste atenção e mantenha os olhos abertos. Você sempre vai perder.

É um discurso prolixo, cheio de citações e paráfrases que visam afastar o foco do que realmente importa, de modo que mesmo que se queira, não é possível começar e terminar tudo como o planejado.

É tudo feito para não funcionar, para não ser compreendido, e para ficar distante.

É a lógica do absurdo.

E Você Ainda Se Assusta Com Essas Coisas?

Posted in Momento Sr. Saraiva on 20/06/2012 by Kilminster

 

Será que a longa existência humana já não é suficiente para que possamos entender como é a dinâmica da vida?

Não que seja algo com que tenhamos que nos conformar e aceitar, mas não é o caso de fazer cara de indignado e sair latindo como um cachorrinho pincher.

Ficar esbravejando com palavras de ordem da profundidade de um pires não resolve nada. Bom mesmo é ir a fundo, entender tudo, e mais que isso, compreender tudo.

E se fosse você, o que faria?

E o que você pode fazer? Hein? Será que você não está jogando o jogo sem saber e desempenhando direitinho o papel que alguém planejou pra você?

Certas coisas acontecem dentro da plena normalidade maluca na qual estamos inseridos.

Um tanto de loucura é a solução.

Mas ninguém quer ser louco, Têm medo de ficarem falados. Aí aceitam tudo como sempre foi e deixam que tudo permaneça como está.

E no fim de tudo, você ainda se assusta com certas coisas?

Música Para Ouvir

Posted in Sons with tags , on 18/06/2012 by Kilminster

É um sintoma da atual modernidade. Ninguém pára para ouvir música. Música virou trilha sonora para alguma outra coisa.

Ouvimos música quando estamos dirigindo, no ônibus, enquanto lavamos louça, varremos a casa, conversamos com amigos. A música na verdade fica ali no fundo, como se servisse apenas para preencher os silêncios.

Para mim tem que ser mais que isso. Não há nada como parar para ouvir música. Se acomodar em um sofazão confortável, apagar a luz e colocar algumas faixas para rodarem.

Ouvir com atenção, reparando nos detalhes, tentando entender a letra, experimentando as sensações que cada passagem instrumental provoca. Só assim se compreende integralmente o que foi feito pelo artista, quais eram as intenções dele com aquela música e, de fato, o quanto ela significa pra você.

Música é para ouvir se deixar levar. Se você vai ficar contemplativo, se vai ter vontade de levantar e dançar, de pegar a estrada, pilotar uma moto ou resgatar uma memória perdida, é música que vai dizer.

A atenção mostra bem melhor o que é descartável e o que vai ficar. O que se tornará clássico e o que cheirará a mofo no próximo verão.

Mas isso não funciona se a música for só trilha sonora. Música é para ouvir.

A propósito, completa 70 anos hoje Sir. Paul McCartney, autor de diversas pequenas pérolas que merecem toda a nossa atenção.

 

Na Jugular

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares on 14/06/2012 by Kilminster

Não, não vou discorrer aqui sobre Crepúsculo, True Blood ou mesmo sobre vampiros mais qualificados. A questão de ir “na jugular” tem mais a ver com minha aversão a rodeios, enrolações e circunlóquios.

Qualquer possibilidade de outras interpretações me aborrece. Quando você quer ser compreendido, deve ir direto ao assunto. Deixe a poesia, a retórica e as filosofias para quando quiser despertar reflexões.

O que é, é e pronto. Não tem por que ficar de vais e vens quando já se sabe o que se quer dizer.

Se você usar uma fala sinuosa, não pode reclamar de qual curva do seu discurso as pessoas optaram por entender.

Isso sem falar que indiretas dão ao interlocutor a possibilidade de escolher se vai “entender” ou não o que foi dito.

Se você quer juntar o ponto A com o ponto B, trace uma reta e pronto. Vá na jugular, não dê margem para escapismos.

Feriado Desemendado

Posted in Viagens with tags , , on 08/06/2012 by Kilminster

 

Aquele diazinho útil espremido entre o feriado e o fim de semana é uma maravilha. Ou poderia ser se você emendasse. Caso contrário…

Emenda de feriado é uma tragédia. É o exemplo mais bem acabado de meio-termo, no pior sentido da coisa.

Isso porque é um dia de trabalho com cabeça de feriado. É um dia em que você faz um monte de coisas que precisa pensando em fazer um monte de coisas que você quer fazer.

O corpo está cá e o cérebro lá. Tudo acontece pela metade. Metade do esforço, metade da concentração e bem menos da metade da vontade.

Isso porque metade da população está em casa descansando, ou viajando e a outra está trabalhando.

Tanto quanto é boa a sensação de descansar enquanto todos trabalham, é desgastante a sensação de trabalhar enquanto todos descansam.

Feriado desemendado é uma desgraça;;;