Arquivo para maio, 2012

Nostalgia

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , , on 29/05/2012 by Kilminster

Tinha mencionado que sentia falta das cartas de papel, porque quando a gente escreve cartas de papel é obrigado a ler, fechar no envelope, comprar o selo e levar até o correio. Com isso as pessoas eram obrigadas a refletir sobre o que estava escrito e se gostariam realmente mandar aquilo.

Acho que sinto falta também das máquinas fotográficas de filmes, que precisam ser enviados para revelar.

Isso porque com o advento das câmeras digitais, ainda mais aquelas acopladas a celulares, toda e qualquer coisa acaba sendo fotografada.

Digo isso sem nem levar em conta a questão dos flagras ou quando alguém captura alguma cena inusitada ou divertida por aí, o Instagram pode ser bem interessante. Falo daquelas fotos desimportantes que não dizem nada e não têm a menor relevância.

Shows, peças de teatro e eventos esportivos deixaram de ter platéia para terem cobertura fotográfica de centenas de pessoas. Em museus, as pessoas tentam fotografar as obras muito mais do que apreciá-las. No Louvre, duas meninas ficam ao lado da Mona Lisa só para impedir as fotos, falando sem parar “Pas de photo, monsieur. Pas de photo”! Isso para fotografar coisas que podem ser encontradas muito facilmente na internet feitas por profissionais com muito mais qualidade.

E nas redes sociais estão repletas destas, um monte de fotos iguais de um monte de gente amontoada com copos nas mãos, sorrindo ou tentando sorrir e fazer a melhor pose possível… Ou então “eu e as meninas no Méqui”, ou fotos de um monte de gente na sala de aula, no restaurante a quilo e tudo mais. Tudo tem que ter foto.

Um saco, né não?

Se fossem ainda as velhas máquinas de filme, o cara teria que ponderar se vale a pena gastar uma das 12, 24 ou 36 poses disponíveis, depois teria que esperar o filme acabar para revelar as fotos e ainda, digitalizar para poder publicar.

Com todo este trâmite, acho que teríamos fotos melhores e mais relevantes, ou no mínimo, menos fotos desimportantes por aí.

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Manual de Sobrevivência no Metrô

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 22/05/2012 by Kilminster

No caos da grande metrópole, cada um se vira como pode. Muita gente querendo fazer a mesma coisa, pouco espaço, estrutura insuficiente… É um deus nos acuda…

O metrô, por ser mais rápido é a melhor opção para quem não quer ou não pode ficar no carro em um engarrafamento. Você vai esmagado, mas vai.

Só que não é assim tão fácil só ir entrando e indo, o metrô tem sua ciência. Ser transportado de tão eficiente modo requer certos conhecimentos e alguma habilidade.

Algumas dicas podem facilitar bastante a sua vida, (e a dos outros).

1)     Entre e saia logo: Não fique filosofando na porta. Faça logo o que tem que fazer e pronto.

2)     Não pare na porta: Se você vai descer no Jabaquara, não precisa ficar encostado na porta desde a São Bento;

3)     Não se desespere: Você não precisa se agarrar às barras de segurança tão logo entra no metrô. Ele não se movimenta com as portas abertas. Pode entrar, se posicionar e então segurar.

4)     Ao carregar volumes: Evite os horários de pico, se não der, tente não ficar no caminho. Se não der, ao menos não se espalhe pelo vagão como se estivesse sozinho.

5)     Os pés devem ficar embaixo dos ombros: Nada de fazer essa pose de David. No metrô só dá para ver a cabeça, se sua perna estiver esticada, são grandes as chances de você fazer os outros tropeçarem ou tomar alguns chutes.

6)     Fale baixo e não fique reclamando: Metrô lotado já é ruim o bastante sem ter que agüentar alguém se lamuriando ou sem conhecer detalhes desnecessários da vida de outrem.

7)     Use fone de ouvido: Ou enfie o celular no c*, porque nosso ouvido não é penico!

8)     Pelo amor de deus, tome banho todos os dias e use um desodorantezinho;

9)     Não seja tão sensível: Um pisão no pé, um esbarrão e um empurrãozinho aqui e ali são inevitáveis. Só não pode abusar.

10)  Fique sempre de frente para as portas e/ou janelas: Sim! Se você ficar sempre de frente para as portas e janelas, além de não ficar se desequilibrando e trombando nos outros, ainda vai permitir que mais gente entre, é como arrumar pedras de dominó em uma caixinha, elas só cabem se estiverem na mesma posição.

A Verdade Tem Dono

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 18/05/2012 by Kilminster

Pode até ser decepcionante, porque a vida inteira ouvimos dizer que “ninguém é dono da verdade”, ou então que a “a verdade a deus pertence”, seja este quem for.

Mas ao contrário do que nos acostumamos a aceitar, a verdade tem dono sim. Não poderia ser diferente, afinal de contas, não existe nada sem dono nesse mundo.

Mais assustador e saber que mais do que um, a verdade tem vários donos. Mais até do que podemos imaginar.

Como diz o velho ditado, “há três lados para cada história, o meu, o seu e a verdade”.

O grande problema do dono da verdade, é que cada um tem a sua. Cada alma neste mundo tem uma verdade diferente. Todas tão verdadeiras quanto as convicções de seus donos, alguns tão convictos que as têm como absolutas.

Alguns são mais espertos e conseguem convencer os menos convictos de que sua verdade é mais verdadeira.

Outros são fortes e inescrupulosos a ponto de convencerem os outros a fingirem que suas verdades são mais verdadeiras.

Mas a verdade tem dono. Cada um tem a sua.

Rock Para Quem Não Gosta de Rock

Posted in Sons with tags , , , , on 17/05/2012 by Kilminster

Sabe que essa coisa de rock and roll transcende bastante o campo da música, né?

Todo mundo que realmente gosta de rock and roll não se limita a apenas ouvir suas músicas favoritas do estilo.

Um rocker de verdade, mesmo que não seja um rebelde extremado, tem um tipo de comportamento bastante peculiar. Começa por certo desapego às regras, a não suscetibilidade aos vais-e-vens da moda e daí por diante.

Mas também há uma série de pessoas que não se enquadram no perfil, mas gostam de uma musiquinha aqui, outra ali… Estas não podem ser consideradas roqueiras e portanto acabam gostando de bandas de rock pero no mucho.

Interessante reparar nisso… Temos várias bandas que fazem música pop inspiradas no rock e daí chegamos ao centro do assunto em pauta: rock pra quem não gosta de rock.

Quem gosta de rock de verdade, gosta de Chuck Berry, Led Zeppelin, Beatles, Neil Young, Rolling Stones, Motörhead, AC/DC, Ramones, Foo Fighters, Dead Weather, The Clash, QOTSA e um monte de outras…

Quem não gosta de rock gosta de:

Coldplay: Tem uma guitarrinha aqui, outra ali… Mas essa banda é baseada em arranjos domesticados e melancolia na voz anasalada e chinfrim do Chris Martin. Pode tocar no aniversário da sua avó sem susto.

Maroon 5: Olhando é uma banda de rock, guitarra, baixo, bateria… Mas o som é pop total. Tem pitadas de rock, mas poucas. Na essência é pra dançar…

Killers: Faz um som que oscila entre o New Wave e o eletrônico, com pitadas de Duran Duran e uma distorçãozinha de vez em quando pra dar aquela turbinada. Mas rock, rock mesmo não é.

U2 pós Achtung Baby: Mrs. Kilminster diz que o U2 é a banda de rock favorita de quem não gosta de rock. A verdade é que o U2 virou uma coisa tão cult, muito por conta do ativismo do Bono Vox e das superproduções de palco e videoclipes, que a música fica em segundo plano. Quem vai ao show do U2, vai ao da Madonna com o mesmo espírito… E chora emocionado com One e canta Sunday Bloody Sunday sorrindo como se cantasse Like a Virgin.

Voltando às Estatísticas

Posted in Olhares, Sons, Viagens with tags , , , , , , , , , on 16/05/2012 by Kilminster

Essas funcionalidades do wordpress são fantásticas!!! Pelas estatísticas eu consigo saber como as pessoas vêm parar aqui.

Como você pode ver aqui e aqui eu já falei sobre isso antes, mas outro item me chamou bastante a atenção. Por conta deste texto aqui, muitas buscas para “músicas para acordar namorada” ou “músicas para acordar meu amor” têm aparecido aqui com bastante freqüência.

Interessante as pessoas quererem acordar seus/suas consortes com canções, mas como eu detesto desapontar meus 3 leitores, aqui vai uma lista de sugestões adaptadas a cada situação:

No começo do namoro:La Vie EnRose – Edith Piaf

Com segundas intenções: Let’s Get It On – Marvin Gaye

Com saudades: That Thing You Do – The Wonders

Para criar clima romântico: Walking After You – Foo Fighters

Para pedir pra voltar: Now You’re Gone – Whitesnake

Para declarar amor eterno: Ain’t no Mountain High Enough – Marvin Gaye e Tammi Terrell

Para pedir desculpas: The Sweetest Thing – U2

Para irritar profundamente: Song 2 – Blur

Se estiver com raiva: Dittohead – Slayer

Se estiver espumando de ódio: My Heart Will Go On – Celine Dion

Seu Filho Não é Um Cachorrinho

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 10/05/2012 by Kilminster

Aí vem a notícia na família da chegada de um novo bebê… Alegria geral…

E mal a notícia é dada, a pergunta fulminante cai como um raio entre o pai e a mãe do novo rebento: como vai chamar?

Começam então as sugestões, desde as mais bem intencionadas, até àquelas pentelhas que geralmente partem de um tio mala que quer que o bebê tenha o nome dele.

Alguns casais apelam para aqueles livrinhos ou sites com nomes de bebês, outros se inspiram em seus artistas favoritos. Há ainda as tradições de família e os nomes da moda e todos acabam chegado a alguma conclusão.

O problema é que não é tão fácil assim escolher o nome que uma pessoa vai carregar para o resto da vida.

Várias coisas tem que ser levadas em conta, prováveis apelidos, como o nome ficaria em uma pessoa adulta e em especial combinação nome sobrenome, pra evitar coisas como Rodrigo Rodrigues, Caio Pinto, Décio Pinto e coisas do gênero.

Pena que nem todo mundo é assim. O cara escolhe o nome por inspiração sabe-se lá de qual entidade e batiza o pimpolho com as alcunhas mais criativas possíveis. E das mais diversas categorias:

Homenagem ao Artista – Michael Jackson nas mais diversas grafias: Maicon, Maikon, Maiquel; John Lennon idem: John Lenno, John Lenio, John Lennen e acreditem, Dioleno; Waldisney; Rárlei Deyvson; Stalony…

Tendências Escandinavas – Quando o que mais importa é a quantidade de consoantes: Grayciellen, Kéthellyn Kevellyn, Marianny, Jhenhinfherh.

Istranjêro: Stefalyn, Dyonathan, Jonhy, Karolayne, Raimom, Phyllyps, Dyéssica…

Misturando, quando junta o nome do pai e da mãe: Claudemário, Ildervanda, Maurissandro e o inigualável Tospericagerja, (veja a explicação).

Jogador de Futebol: Gléguer, Richarlysson, Creedence Clearwater, Ibson e Madson.

Celebridade Exótica: Dweezil e Moon Unit de Frank Zappa, Riroca; Zabelê e Nana Shara de Baby e Pepeu; Dom de Luana Piovani; Mano Wladimir de Marisa Monte; Kauai de Danielle Suzuki e Záion de Fábio Jr.

Em todos os casos os pais se esquecem que o filho não é um cachorrinho…

Todos os nomes são reais.

Ninho de Amor

Posted in Olhares, Viagens with tags on 07/05/2012 by Kilminster

Naquelas horas em que os casais precisam de intimidade, recorrem àqueles estabelecimentos conhecidos como Motéis.

Na maioria dos lugares, estes costumam ficar afastados da cidade, em rodovias. Para garantir privacidade, né? Mas em São Paulo, como esta é uma cidade muito peculiar, os Motéis ficam em qualquer lugar, seja central ou periférico?

Mas como as leis de zoneamento muitas vezes não permitem que sejam instalados estes estabelecimentos neste ou naquele lugar, seus donos recorrem ao famoso recurso de fazer o luminoso com o “M” grafado de forma a ficar parecido com um “H”. Então, para o cliente é Motel, para o fiscal Hotel.

Uma característica sensacional dos motéis é o nome. A criatividade rola solta me fazendo lembrar a piadinha do português que contratou um marqueteiro para saber por que ninguém ia ao motel dele. O marqueteiro então diz: “Sr. Manoel, é que Motel Nossa Senhora de Fátima não é um nome dos mais sensuais, não achas?”. Concordando, o portuga muda o nome do Motel e acaba preso. Motivo: a Liga das Senhoras Católicas o processou por ofensa à moral e aos bons costumes por causa do nome “Fados e Fodas”.

Seguindo esta lógica, fico a imaginar como serão certos estabelecimentos cujos nomes relaciono abaixo:

– Motel Jumbo: Fica na Vila Formosa. Com um nome desses fico pensando se é um motel para gordinhos, com camas super king size reforçadas e banheiras maxi extra large


– Podium Motel: Na Fernão Dias, entre Mairiporã e Atibaia. Nesse deve tocar aquela musiquinha do Senna quando o casal chega lá, com direito a bandeirada e tudo


– Emoções: SP340 entre Casa Branca e Mococa. Você abre a porta do quarto e o sistema de som dispara em alto e bom som: “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo. Olhando pra você e as mesmas emoções… sentindo…”;

– Stimullus Motel: Avenida Cupecê. Este já não existe mais, e também acho que este nome é até aceitável. O peculiar era o fato dele ficar encima de uma Igreja Evangélica. Imagine o casal empolgadão enquanto rola uma sessão de descarrego embaixo? Ou então o irmão olha para a irmã, e a carne atenta, e…


– Paiol Motel: Av. Afonso de Sampaio e Souza. Certo! Sei, sei! Acho que o dono quis dizer que o negócio lá é explosivo…;

– Disco Verde Motel: Av. Washington Luís. O que será isso? Eles dão um vinilzinho com o hino do Palmeiras de brinde? O pior é o logotipo com um ET verde voando num disco voador.

– Motel Gallera: Av. Sapopemba: Fica, ou ficava, encima de uma farmácia. Acho que tinha um quarto só onde ficava toda a galera. Então o(a) indivíduo(a) chega com seu parceiro(a) no quarto e está toda a galera espalhada e ele(a) diz: “Com licença, amigo, posso usar este canto aqui?”. Que horror, hein?