Arquivo para abril, 2012

Sessão de Gala – The Classics

Posted in Viagens with tags , , , , , on 30/04/2012 by Kilminster

Ter escrito sobre os clássicos da Sessão da Tarde, me peguei pensando nos filmes clássicos da Sessão de Gala.

Para os mais novos, vale lembrar que tempos atrás, aos sábados, não havia o Zorra Total nem o Altas Horas, consequentemente, o Super Cine ia ao ar às  22:00 e por volta da meia noite a Sessão de Gala.

Na Sessão de Gala, passavam filmes que por uma razão ou outra, não eram aqueles, digamos assim, comercialmente viáveis. Então, nesta faixa passavam aqueles filmes mais violentos, com temas polêmicos, ou com cenas de sexo mais fortes.

Era o programão em tempos pré-internet, quando você não tinha idade pra sair à noite nem para ir dormir cedo no sábado.

Warriors – Os Guerreiros da Noite: Em um encontro de gangues para tentar uni-las, um dos grupos, os Warriors, são acusados de matar o líder do movimento. Na volta para casa eles enfrentam ataques de todas as outras gangues rivais. Como esquecer a dublagem “Guerreiros, venham brincar”.

Alcatraz – Fuga Impossível: Clint Eastwood sobrevive na famosa prisão de segurança máxima enquanto arquiteta sua inédita fuga. Genial, com bonecos, escavações na parede e grandes momentos de tensão.

Encurralado: Um homem viajando de carro pelos Estados Unidos é perseguido sem razão aparente por um caminhão tanque. Suspense dos bons sem grandes produções! É um dos primeiros filmes do Spielberg.

Um Tiro Na Noite: John Travolta é um sonoplasta que em um tour noturno para captar sons, grava acidentalmente um tiro. Sem grandes compromissos, é um filme bem divertido, bem ao estilo Brian de Palma.

A Morte Pede Carona: Um motorista dá carona a um homem sem saber que o caronista é um serial killer. Ele consegue escapar, mas passa a ser perseguido implacavelmente. Eletrizante.

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Sessão da Tarde – The Classics

Posted in Viagens with tags , , , , , , on 27/04/2012 by Kilminster

Aí amanhece um dia frio, chuvoso, com tudo cinza lá fora e com o indefectível barulho dos pneus no asfalto molhado.

Tudo o que dá vontade de fazer é ficar na cama, quieto, só deixando o tempo passar. Mas não, toca o despertador, cruel, implacável, monstruoso e sádico, avisando que é hora de levantar e ir para o trabalho.

Aí bate aquela saudade do tempo em que como hoje, na impossibilidade de “brincar lá fora” ficávamos no sofá com um cobertor jogado sobre as pernas assistindo televisão.

Muitas vezes acompanhados de uma tigela de pipocas, curtíamos pérolas do cinema “sessãodatardiano”. Hoje considerados clássicos trash, estes filmes embalaram tardes e tardes de outono e inverno de nossa infância e pré-adolescência.

Só era insuportável quando passava algum filme de bichinho. Sabe aqueles tipo “um cachorrinho muito esperto apronta as maiores confusões…”.

Em um dia como hoje, tudo o que eu queria era um sofá, coberta, leite, bolachas e na TV um filme genial como:

–          Krull: Clássico do cinema de fantasia tem os chroma-keys mais toscos do mundo. É um lance meio Conan. Guerreiros com espadas, um ciclope, cavalos que voam com fogo nas patas e uma princesa aprisionada por um monstro. Mais clichê impossível;

–          Allan Quatermain e as Minas do Rei Salomão: é um sub-Indiana Jones que, embora tosco, não se leva nem um pouco à sério. Tem o galã de “Pássaros Feridos” Richard Chamberlain no papel principal, Sharon Stone como a mocinha e um oficial alemão que faz um soldado carregar o tempo todo um gramofone tocando “A Cavalgada das Valquírias” de Wagner, e fica o tempo todo chamando seu parceiro de “Turca Imbecil”;

–          Ruas de Fogo: Em um passado futurista, (?!?), uma estrela do rock é seqüestrada por uma gangue de motoqueiros e seu ex-namorado parte para resgatá-la. Jaquetas de couro, brigas de tirar o fôlego e a inesquecível e clássica de Alpha FM “I Can Dream About You”.

–          Namorada de Aluguel: cujo título original é “Can’t Buy me Love” e conta com a canção homônima dos Beatles. O filme todo vale pela Dança do Tamanduá Africano;

–          O Feitiço de Áquila: Cenários sombrios de uma Idade Média idealizada, uma história de amor impossível, Michelle Pfeiffer deslumbrante e Mathew Broderick fazendo o alívio cômico. Perfeito!.

–          Viagem ao Mundo dos Sonhos: Três moleques conseguem viajar para o espaço em uma nave que eles mesmos construíram! O que pode ser mais legal que isso em uma Sessãoda Tarde? Destaque para os aliens de borracha.

Mais Uma Sobre Pesquisas

Posted in Viagens with tags , , , on 26/04/2012 by Kilminster

 Já escrevi antes falando sobre os termos utilizados em sites de busca que fazem com que as pessoas cheguem a este pequeno blog. “Wyrd bið ful aræd continua o campeão disparado, mas presencio a ascensão de um novo termo entre os mais buscados: Mictório.

Tempos atrás fiz este pequeno texto sobre este curioso exemplar de louça sanitária, mas jamais pude pensar que tanta gente saia atrás de  mictórios na internet.

Dado que para os meninos mictórios são triviais, quem poderia ter algum tipo de curiosidade acerca deste instigante artefato seriam as meninas. Ao mesmo tempo, não imagino que as mocinhas percam seus momentos atrás de informações sobre um artigo de aplicações tão escatológicas.

Sendo assim, me resta pensar no que faz as pessoas buscarem por este termo. Posso apenas imaginar que estes destemidos buscadores são interessados em adquirirem a peça para instalarem no banheiro de seus estabelecimentos.

Até porque, este blog não aparece na primeira página, quando se procura por “mictório” no Google. Aliás, nem na segunda, nem na terceira! Pra falar a verdade, fui até à página 30 da pesquisa e não encontrei o link para este blog. 

Isso quer dizer que os interessados vão realmente fundo nessa de mictório!

Curioso notar que nesta epopéia encontrei diversos artigos interessantes acerca do tema. Desde mictório em forma de guitarra e que toca música, até mictórios que farão exames de urina nos mijões e mais incrível ainda, mictórios que possibilitam um xixi artístico!

Impressionante como assuntos aparentemente desinteressantes podem render longos e profundos debates.

http://www.youtube.com/watch?v=8cHDibIB5KU

People are Strange

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 23/04/2012 by Kilminster

Tem aquela frase famosa, né? “De perto ninguém é normal”. Não é mesmo.

Às vezes nem de perto nem de longe. Mas de modo geral, as pessoas são muito esquisitas. Tanto que fica complicado definir um conceito de normalidade.

Basta dizer que a grande maioria prefere se encaixar nos padrões absurdos de vida que a humanidade criou a pensar a respeito e tentar mudar as coisas. Em pleno século XXI ainda temos o homem em função do trabalho e não ao contrário!!!

Outra questão, bem mais trivial, tem me chamado a atenção: já reparou como certas pessoas ficam quase ofendidas quando ao telefone não encontram a pessoa com quem queriam falar?

Explico: Você está trabalhando e toca o telefone do seu colega que saiu para o almoço. O cara do lado de lá diz, ”por favor, o fulano”, você responde “ele foi almoçar”, aí o primeiro diz indignado, “mas eu precisava falar com ele”.

Ora, se você ligou no telefone dele, pressupõe-se de fato que você queria falar com ele, mas infelizmente ele não está. Isso quer dizer que: a) você pode deixar um recado; b) você pode ligar mais tarde; c) você pode ligar no celular da pessoa desejada; d) perguntar se quem atendeu ao telefone pode te ajudar. Fora isso, não há muito o que fazer.

Mas ainda assim solta aquele “mas eu precisava falar com ele”. Por que tantas pessoas expressam sua frustração desse modo? Será que esperam alguma consolação por parte do interlocutor? Ou desconfiam que este simplesmente não quer passar a ligação?

Em muitos casos, ainda bombardeiam o infeliz que atendeu ao telefone alheio com perguntas intermináveis, “Ele demora? Onde foi? Mas que a que horas volta?”.

E você que gentilmente atendeu ao telefone do colega fica até se sentindo mal por não poder atender o louco do outro lado…

Estranho. Muito estranho.

Que Cada Um Se Meta Com Suas Coisas!

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , , , on 12/04/2012 by Kilminster

As religiões como um todo seguem doutrinas e preceitos baseados em tradições, escrituras, ritos e essencialmente na fé. Cada uma defende e acredita no que lhe parece ser correto. 

Os preceitos morais de cada uma são propostos e seguidos por aqueles que encontram nas filosofias religiosas e na fé alento para seus anseios e sentem que ali está o caminho a ser seguido.

Ocorre que no mundo ocidental os Estados são laicos, ou a maioria deles, pelo menos.

E questões polêmicas aparecem aos montes e as religiões têm suas opiniões com relação a cada uma delas. Aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, métodos contraceptivos, prostituição, eutanásia, descriminalização das drogas… Cada religião tem sua posição bem definida sobre estes assuntos.

Acontece, que quando se trata da sociedade civil, estes assuntos não deveriam ser discutidos sob o viés moral ou religioso, Simplesmente porque em um Estado laico, onde há a liberdade de culto religioso garantida pela constituição, não há a menor razão para que um ponto de vista religioso predomine sobre os demais. Simples assim.

E as questões polêmicas precisam de debates sérios e acima de tudo precisam de soluções que sejam as melhores para a sociedade como um todo, independente da religião, ou ausência de religião, professada por cada indivíduo

E cabe lembrar que se uma coisa passa a ser permitida, não quer dizer que ela se torna obrigatória.

Então, os religiosos, em vez de ficarem na frente do Congresso, STF e tudo mais protestando contra a descriminalização do aborto, liberação do casamento gay, eutanásia e outras coisas, deveriam encontrar maneiras de convencer as pessoas de que sua religião é a correta, para que cada um através do livre arbítrio, decida se vai fazer aborto, pedir eutanásia, casar com alguém do mesmo sexo, usar ou não contraceptivos, blá blá blá…

O que é, afinal?

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares, Viagens on 10/04/2012 by Kilminster

Não é o tempo, nem o vento, nem as conjunções astrais e nem as condições meteorológicas…

Tampouco o alinhamento político do governo, os movimentos sociais, as revoluções, ditaduras ou a anarquia.

Também não são planos econômicos, desvalorizações cambiais, programas de incentivo à indústria ou a criação de novos impostos.

Nem ao menos são as religiões, seitas, filosofias e misticismos.

São as pessoas. Ao final de tudo, são sempre as pessoas.

Fim de Semana

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 02/04/2012 by Kilminster

Fins de semana são muito curtos. É uma maldade termos que trabalhar cinco dias para descansarmos apenas dois.

Mais justo seria fazer aí um meio a meio, mas como isso resultaria em 3,5 dias, a gente poderia adaptar, né? Ou entrar meio dia na segunda, ou sair meio dia na sexta. Quem sabe alternar semanas com três e quatro dias nos fins de semana… Ou então minimamente balancear melhor a coisa, instituindo o fim de semana de três dias.

Isso porque no fim de semana, as pessoas tem que resolver tudo aquilo que não conseguiram durante os outros cinco dias porque estavam trabalhando. Fazer faxina, lavar o carro, supermercado, feira, consertar alguma coisa que estava quebrada na casa, arrumar armários, limpar guarda roupas, sem falar em cursos e outras coisas do gênero.

Fora isso, o fim de semana é quando as pessoas também querem se divertir. Cair na balada, ficar acordado até amanhecer, tomar umas a mais…

E tudo isso demanda energia. Sejam as obrigações cotidianas, seja a diversão do fim de semana. Uma balada bem aproveitada pode dar aquela sensação de cansaço, (físico, que fique bem claro), que uma limpeza geral na casa.

Então você fica com dois dias para fazer tudo isso e ainda descansar, sendo que os outros cinco dias da semana são investidos em uma única tarefa: trabalhar!

Ser humano é muito esquisito, mesmo. Como é que inventa um modo de vida absurdo desses? E pior, acha que é assim que tem que ser!