Arquivo para fevereiro, 2012

Almoço No Quilão

Posted in Olhares with tags , , on 28/02/2012 by Kilminster

Você que como eu, por uma razão ou outra, acabou tendo que viver a estúpida vida de adulto, inevitavelmente caiu ou vai cair na rotina de almoçar no quilão.
Com a modernização das empresas, o espaço para esquentar e comer a marmita ficaram legados a um passado distante e romântico, acabando substituído pelo famigerado Vale-Refeição e os inefáveis restaurantes a quilo.
Mais baratos e rápidos que restaurantes a La Carte, os quilões são barulhentos, cheios e suas pistas apresentam opções de cardápio para os mais diversos gostos. Desde os trabalhadores mais glutões, passando pelas moças, (sempre), tentando emagrecer, até vegetarianos, todos conseguem fazer suas refeições em um destes incríveis estabelecimentos.
No menu tudo o que você pode imaginar. Começa pela pista de saladas que sempre tem maionese de batatas que pesa no prato que é uma beleza, depois alface e agrião, queijo, presunto, tomate, beterraba e cenoura raladas, acelga, (porque não murcha), batatinhas no vinagrete e com um pouco de sorte, tomate seco.
Seguimos então aos pratos quentes, (que devem ser empilhados juntamente com as saladas em uma viagem única, pois ninguém tem tempo para ficar com frescuras). Arroz, feijão e o arroz de ontem misturado com alguma coisa. Podem ser ervilhas, milho, presunto picado ou o frango, também de ontem desfiadinho. Aí segue com algum legume refogado, berinjela a parmegiana, bifão básico, uma carne de panela com um molho estranho e filezinho de frango grelhado para os que intentam uma dieta mais saudável, (e para os enjoados também).
Conforme o dia aparecem variações. Às segundas-feiras, tem o chamado Virado à Paulista. Praticamente irresistível, mas que provoca uma sensação intensa e terrível de sono quando o cidadão retorna ao trabalho. Às terças, os restaurantes mais ousados oferecem a Dobradinha. Cruel, dobradinha. Eu não consigo encarar uma coisa dessas, mas o povo manda brasa. Quarta é dia de feijoada. Sono garantido na volta ao expediente, de novo. Ainda mais porque alguns dão aquele copinho com caipirinha. Quinta-feira é dia de massa. Aí o sangue italiano ferve, ainda mais pra nóis aqui em Sampaolo né, bello? Regime vai pro saco e o molho de tomate pra camisa. Na tão esperada sexta-feira peixe. Mas sexta também é dia de comer besteiras. Os quilões ficam mais vazios ao passo que lanchonetes, pizzarias que servem pizzas aos pedaços e o Méquidonaldis ficam lotados.
Vencida a pista, a balança. Fica sempre aquela sensação de que o peso e preço que ela indica não correspondem à realidade. E aí o tiozinho que fica lá pergunta: Vai beber alguma coisa? E é aí onde o restaurante ganha dinheiro. Sucos, refrigerantes e garrafinhas de água mineral são em geral superfaturados. E o pior, ao sair da balança, o incauto dá de cara com uma prateleira de sobremesas. Tome calorias! Alguns restaurantes mais cruéis colocam as sobremesas logo no início da pista, cobradas pelo mesmo preço do resto, por peso.
Como as moças sofrem com isso! Elas têm mais dificuldade que os rapazes para resistir aos doces, ainda mais quando estão com fome.
Cruel a vida de quilão, né? Mas quem trabalha fora em cidades grandes não tem muita escolha. Então, deu meio dia, pegue seu pratinho e entre na fila.

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Foto & Vìdeo

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 19/02/2012 by Kilminster

É de praxe. Toda vez que alguém vai dar uma festa, seja ela de casamento, aniversário, bodas de sei-lá-o-quê, especialmente quando são contratados serviços para tal, surge o assunto “foto e vídeo.

Natural, uma vez que nesses eventos, celebra-se uma ocasião especial e que muito provavelmente haverá interesse dos envolvidos em registrar aquele momento para posteridade.

E as fotos, neste contexto são geniais. Nada como relembrar grandes momentos capturados em quadros que trazem de volta a sensação que rolou na hora. O vídeo é o que pega.

No Brasil, o ato de se filmar estes eventos se popularizou no final dos anos 1980, início dos 1990. E todos ficavam encantados. Talvez nem tanto com o resultado dos vídeos, mas com a simples possibilidade de filmá-los.

E era um tal de vídeo de casamento, aniversário, batizado… e reuniões com pessoas para assistirem os tais vídeos.

O grande X da questão, é que depois de alguns anos assistindo a estas gravações, chegou-se, ou deveria ter-se chegado à conclusão de que vídeos de festas são muito chatos.

Festas e determinados eventos são legais na hora que acontecem. Depois… passou… E as fotos são mais que suficientes para recordação.

Alguém em sã consciência assiste a um vídeo de batizado e acha legal?  Agüentar a ladainha do padre toda outra vez? Ou um monte de gente em volta de um bolo cantando parabéns? Chato demais!!!

Do encanto dos anos 1980 com os vídeos para hoje, ficaram mesmo é as vídeo-cassetadas.

Quanto Vale Uma Palavra?

Posted in Olhares with tags , , on 15/02/2012 by Kilminster

Palavras são que nem o dinheiro que circula no mercado, tem valor. Mas o valor que elas têm é o que damos a elas. Tem que ter lastro.

Para as palavras que proferimos, temos que ter atitudes que as corroborem. Senão, vira dinheiro de país pobre, com muitos zeros e nenhum valor. Um Dólar Americano, por exemplo, vale 5.230,00 Quachas da Zâmbia.

E as moedas mais valorizadas do mundo são aquelas encontradas em menor quantidade. Quando um governo quer valorizar sua moeda, restringe sua circulação.

Isso quer dizer que para fazer valer, palavras demais não servem. Em vez de soltá-las aos montes e rodear sobre o mesmo tema, o que importa é ir direto ao ponto.

Para palavras como para o dinheiro, vale não desperdiçar.

Campanha Para a Melhoria do Trânsito em São Paulo

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares on 14/02/2012 by Kilminster

Como bem sabemos, o transporte público paulistano não é capaz de proporcionar uma viagem rápida e com o mínimo de conforto para as pessoas. Logo muitas pessoas optam pelo carro.
Aí nos deparamos com diversos outros problemas: excesso de veículos, asfalto ruim, semáforos desregulados, ruas estreitas, obsolescência do sistema viário…
Quanto a isso, há pouco a se fazer, senão cobrar as autoridades para que cumpram seu papel. Por outro lado, há algo que podemos fazer imediatamente, que é uma radical reestruturação mental para o trânsito. A simples tomada de consciência de pequenos detalhes já pode melhorar muitas coisas.
Para melhorar o trânsito:
– Entenda que 60Km/h é 60Km/h e não 50 ou 40. Assim como 80 é 80 e não 60;
– Se você quer dirigir devagar, uma ótima notícia: foi criada especialmente para você a faixa da direita;
– Sinal verde significa “Vá logo, idiota. Tem gente atrás”;
– Em estreitamentos de pista, entra um de cá, um de lá, um de cá, um de lá, como uma engrenagem. É bem mais fácil;
– Caso haja algum acidente, não pare para olhar. Se quiser ajudar, encoste o carro e saia do caminho;
– Em colisões entre carros e motos, a moto sempre se ferra, portanto é óbvio quem deve tomar mais cuidado.
– Não reduza ao passar ao lado de caminhões. Quanto mais lerdo você for, maior a possibilidade dele sair encima de você, portanto agilize;
– Também não reduza quando houver alguém na perpendicular. Lembre-se, ele está só esperando você passar para atravessar, então ande logo;
– Se você vai entrar à direita, que tal já ir se posicionando com antecedência? O mesmo serve para entrar à esquerda;
– Entenda que o carro só faz o que você manda. Não há o que temer.

Kilminster em Momento Auto-Ajuda (quem sabe um dia lanço um livro)

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 07/02/2012 by Kilminster

Então, felicidade não tem receita.
E se tem, é daquelas personalizadas que você precisa conseguir em alguma farmácia de manipulação.
Não vá usar a receita alheia, porque provavelmente você vai ser alérgico a algum componente.
Tudo depende do que você espera, do que você planeja e como executa.
Utopias não ajudam, elas são o caminho mais curto para frustrações. E quando se confunde sonhos com ilusões, aí então está feito o estrago.
Se você não sabe o que quer, não pode reclamar do que consegue.
Se você acha que felicidade está sempre em outro lugar, provavelmente está fugindo de si mesmo.
Estar perdido pode trazer possibilidades, desde que se dê espaço para elas.
E não há passo que não possa ser dado. Basta querer.

Espelho

Posted in Viagens with tags on 02/02/2012 by Kilminster

É engraçado. As pessoas às vezes te olham como se você fosse um espelho e ficam procurando a si mesmas.
Buscam tudo aquilo que querem ver em uma imagem que pensam ser seu próprio reflexo e lá ficam a se admirar meio que inconscientemente, sem prestar muita atenção no que estão fazendo, embasbacadas e contentes.
Mas eis que um dia o reflexo se recusa à imitação e pronto: é como se todo o encanto se desfizesse e o que parecia lindo se torna o que há de mais abominável. E aquele que te olhava somente para enxergar a si mesmo, chora pelo espelho partido e passa a te amaldiçoar pelos vindouros sete, ou mais, anos de azar.
Bizarro e assustador de repente se ver acusado do que jamais pensou estar fazendo. De um segundo para outro ser alvo de desprezo, vociferações, e ironias onde antes havia admiração e encanto. Afinal de contas, o que mudou? Mudaram os olhos de quem vê e nada mais. A mera percepção do que é e do que jamais deveria ser. A tênue linha entre o amor e o ódio. Cômico, trágico, constante e inexplicável.
Talvez seja porque os espelhos têm a péssima mania de mostrar também as imperfeições. Talvez seja porque a longa observação do mesmo objeto revele detalhes de luz e sombra que desagradam aos olhos. Talvez seja porque às vezes estes espelhos se recusam a serem uma mera cópia daquele que olha. Talvez porque espelhos às vezes não são o que a gente quer ver.