Arquivo para janeiro, 2012

A Estrada

Posted in Viagens on 30/01/2012 by Kilminster

Gosto de estrada. Gosto porque estradas são caminhos para outros lugares.
Nem sempre são lugares novos, nem sempre são para sempre, mas deste ou daquele jeito, são coisas diferentes. Mesmo que temporárias.
Gosto quando há curvas que prendem a atenção e revelam novas visões a cada momento, mas também gosto das longas retas que tendem ao infinito, muito embora haja um destino em seu final.
Gosto de estrada porque há música tocando sobre a base da borracha no asfalto. Longos momentos de paisagens com trilha sonora.
Gosto de estrada porque faz pensar. Em um milhão de coisas e em coisa nenhuma.
Gosto de estrada porque é movimento, mesmo quando se viaja para dentro.

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O Que Eu Não Entendo

Posted in Olhares on 25/01/2012 by Kilminster

Nem sempre entendemos as coisas. Muita coisa atravessa nosso caminho sem que haja explicação plausível.
Nos descabelamos buscando significados, sentidos, direções e qualquer coisa mais que possa nos elucidar os mistérios.
Mas na verdade, talvez seja melhor não entender tudo. Talvez o melhor da vida seja aquilo que não entendemos.
Talvez onde falta explicação seja onde encontramos a verdade. Talvez aí seja onde entendemos que não temos a vida sob controle e que ela pode nos levar por caminhos novos que sequer imaginamos com nossa tão louvável razão.
Não precisamos entender tudo, nem tudo é para ser entendido.
Às vezes é apenas para ser vivido.

Ausência

Posted in Viagens on 18/01/2012 by Kilminster

Estive ausente… De corpo presente, mas não a mente.
Uns tantos ‘entes’ naturalmente e rapidamente impediram-me de atualizar este espaço mais frequentemente.
Não que o fizessem violentamente, atrapalhando-me fisicamente.
O fizeram insensatamente roubando-me o tempo que se vai apressadamente.
E displicentemente deixei vazia esta caixinha.
Indecente.

Saudades das Cartas de Papel

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 03/01/2012 by Kilminster

Não é saudosismo, não é mera rabugice.

Não tenho saudades de ter que esperar dias para conseguir enviar uma correspondência e outros tantos pela resposta, de ter que contar com a competência do serviço postal, de torcer para não extraviar, molhar, rasgar…

Convenhamos, correspondência eletrônica é bem melhor. Desde que haja conexão a bichinha vai, e chega. E ainda melhor, pode ter respostas segundos depois.

Não se trata de acabar com o romantismo dos namoros à distância, quando os pombinhos apaixonados tinham palpitações cada vez que o carteiro batia à porta. Tampouco desprezo aquelas nostálgicas caixinhas com cartas amareladas com seus suspiros românticos sobre elas rabiscados.

Sentimentalidades têm seu valor e seu cantinho reservado em nossos corações, mas aposto que todo apaixonado do século XIX adoraria ter a resposta de sua amada on-line.

Mas existe um momento em que eu sinto falta das velhas cartas de papel, quando leitores comentam notícias.

Explico: nos idos tempos pré-internet, quando nos deparávamos com alguma notícia digna de comentário, enviávamos cartas aos jornais/revistas/emissora de rádio ou TV.

Hoje, lemos a notícia em um portal qualquer e com um clique estamos aptos a enviar nossas considerações.

Justamente aí é que está o mal. O cara lê mais ou menos a notícia e sai comentando, vociferando verdades absolutas a torto e a direito.

Quando os comentários eram feitos por carta, o cara tinha que parar, pegar papel, escrever, ler o que escreveu, reler a notícia, buscar alguma referência… Enfim, refletir antes de despejar qualquer bobagem na caixa de comentários.

Neste singelo blog, os comentários são sempre bem vindos, mas você já tentou ler os comentários de sites de notícias? Aposto que ia ter saudades das cartas de papel.