A Magia do Sono

Ah, o sono! Esta magia que se abate sobre nós a qualquer momento e pelas razões mais diversas e inesperadas.

É sempre interessante: a cabeça pesa, as pálpebras são tomadas de uma irresistível vontade de ficarem unidas, os olhos parecem cheios de areia, a respiração vai ficando mais lenta e profunda, o cérebro processando flashes mezzo memória mezzo sonho e pronto! Bons sonhos…

A não ser que não seja hora de dormir!

E isso é que é o pior. Na maioria das vezes não é hora de dormir. Resultado: as famosas cabeçadas. Porque como já foi dito, a magia do sono pode cair sobre você a qualquer momento.

Muito comum ouvir os chamados de Morfeu em no transporte público. Aí é aquele problema, sempre acaba em cabeçadas no vidro, no ombro do passageiro ao lado, trancos no pescoço e risco de cair do banco. Terrível. Isso sem contar o perigo tremendo de passar do ponto.

Outro local ótimo para se ter sono é em reunião. O agravante destas situações é a necessidade de parecer interessado no assunto. Deve-se resistir bravamente, pois o chefe pode estar olhando ou pedir sua opinião sem prévio aviso. Dois perigos tremendos nesta situação: a luz apagada para passar gráficos em power point e o famoso “dormir de olhos abertos”, sabe quando você está e não está lá? Então, muito perigoso.

Embora não tenha hora para aparecer, alguns momentos são garantia de que o sono vai te pegar. Um deles é pela manhã quando o despertador toca. Geralmente é aquela hora em que você quase desperta e então vira de lado para continuar dormindo tranqüilamente, mas ao seu lado o despertador se esgoela obrigando você a acordar.

Outra hora fatal é depois do almoço. Acho que os restaurantes a quilo por aí colocam sonífero na comida. É fatal. Por menos que você coma, sempre sentirá sono. Se tiver reunião em seguida então… Pra quem trabalha com computador é o pior ainda. As letrinhas na tela parecem dançar da esquerda para a direita dizendo “Você está com sono. Muuuuito sono. Suas pálpebras estão pesadas. Seus olhos estão fechando”… E aí o telefone toca. Um horror.

Muito sofrimento têm aqueles que estudam à noite. Depois de acordar cedo, ter um dia duro no trabalho vão para a faculdade. Chegando lá, encontram geralmente um professor que tem voz de contador de histórias. Em vez das explicações o pobre estudante escuta coisas do tipo “então a Chapeuzinho resolveu desobedecer a sua mãe e pegar o caminho mais curto pela floresta…”.

Fatal. Contra esse mal, não adiantam sequer aquelas cadeiras desconfortáveis. Sempre dá pra dormir.

Outras ocasiões fatais são óperas, balés, colações de grau, exibições de filmagens de casamentos, missas, salas de espera, sessões de cinema com comédias românticas e transmissões pela TV de jogos de golfe.

Dureza é que quando chega a noite e que deitamos na cama, o sono vai embora.

Magia ou assombração?

Uma resposta to “A Magia do Sono”

  1. Pior é quando a gente consegue dormir durante um filme, reunião, filmagem de casamento, etc, sem ninguém perceber, acorda e… Alguém pergunta algo que só poderia ter uma resposta adequada se de fato estivessemos acordados, vendo.
    Tive um colega no banco que sempre ia às reuniões setoriais – quinzenais e obrigatórias, na época – de óculos escuros. Sentava-se em uma cadeira de canto, encostado na parede, e dormia toda a reunião.

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