Arquivo para dezembro, 2011

2012

Posted in Olhares with tags , on 31/12/2011 by Kilminster

Que seja leve.
Que nada tenha além da importância que tem.
Que procuremos as coisas nos lugares certos.
Que nos encontremos onde realmente estamos.
Que realizemos o que sonhamos.
Que terminemos o que começamos.
Que portas sejam abertas.
Que ousemos adentrá-las.
Que acabe então, o mundo como conhecemos.
Que recomeçe com mais leveza.

Um brinde a todos nós.

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Feliz Natal Para Todos

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 24/12/2011 by Kilminster

Reunião Ultrassom

Posted in Viagens with tags , on 22/12/2011 by Kilminster

Reunião de trabalho deveria ser que nem ultrassonografia. Seria muito mais produtivo e objetivo.

Todos chegam, vão direto ao ponto, debatem só o que interessa e chega. Voltem às suas atividades e larguem de enrolação.

Aí você me pergunta: Como assim? O que tem a ver uma coisa com a outra?

Respondo: Para fazer alguns tipos de ultrassonografia, a pessoa tem que ingerir antes do exame de um a dois litros de água. Para facilitar o exame, sabe como é?

Aí o que acontece? O infeliz paciente chega na hora do exame com a bexiga estourando, louco para sair correndo dali e fazer aquele xixi amigo.

Na minha empresa, quando eu for presidente vai ser assim. Todo mundo antes da reunião vai tomar dois litros de água. Aí os participantes entrarão na reunião já loucos para ir ao banheiro dar aquela aliviada.

Os resultados serão reuniões práticas e objetivas, sem lenga lenga, nem intermináveis lâminas de Power Point, desvios de foco e divagações desnecessárias.

É pá, pum e corre pra dar aquela mijadinha.

Mera questão de gestão eficiente, não?

A Magia do Sono

Posted in Viagens with tags on 19/12/2011 by Kilminster

Ah, o sono! Esta magia que se abate sobre nós a qualquer momento e pelas razões mais diversas e inesperadas.

É sempre interessante: a cabeça pesa, as pálpebras são tomadas de uma irresistível vontade de ficarem unidas, os olhos parecem cheios de areia, a respiração vai ficando mais lenta e profunda, o cérebro processando flashes mezzo memória mezzo sonho e pronto! Bons sonhos…

A não ser que não seja hora de dormir!

E isso é que é o pior. Na maioria das vezes não é hora de dormir. Resultado: as famosas cabeçadas. Porque como já foi dito, a magia do sono pode cair sobre você a qualquer momento.

Muito comum ouvir os chamados de Morfeu em no transporte público. Aí é aquele problema, sempre acaba em cabeçadas no vidro, no ombro do passageiro ao lado, trancos no pescoço e risco de cair do banco. Terrível. Isso sem contar o perigo tremendo de passar do ponto.

Outro local ótimo para se ter sono é em reunião. O agravante destas situações é a necessidade de parecer interessado no assunto. Deve-se resistir bravamente, pois o chefe pode estar olhando ou pedir sua opinião sem prévio aviso. Dois perigos tremendos nesta situação: a luz apagada para passar gráficos em power point e o famoso “dormir de olhos abertos”, sabe quando você está e não está lá? Então, muito perigoso.

Embora não tenha hora para aparecer, alguns momentos são garantia de que o sono vai te pegar. Um deles é pela manhã quando o despertador toca. Geralmente é aquela hora em que você quase desperta e então vira de lado para continuar dormindo tranqüilamente, mas ao seu lado o despertador se esgoela obrigando você a acordar.

Outra hora fatal é depois do almoço. Acho que os restaurantes a quilo por aí colocam sonífero na comida. É fatal. Por menos que você coma, sempre sentirá sono. Se tiver reunião em seguida então… Pra quem trabalha com computador é o pior ainda. As letrinhas na tela parecem dançar da esquerda para a direita dizendo “Você está com sono. Muuuuito sono. Suas pálpebras estão pesadas. Seus olhos estão fechando”… E aí o telefone toca. Um horror.

Muito sofrimento têm aqueles que estudam à noite. Depois de acordar cedo, ter um dia duro no trabalho vão para a faculdade. Chegando lá, encontram geralmente um professor que tem voz de contador de histórias. Em vez das explicações o pobre estudante escuta coisas do tipo “então a Chapeuzinho resolveu desobedecer a sua mãe e pegar o caminho mais curto pela floresta…”.

Fatal. Contra esse mal, não adiantam sequer aquelas cadeiras desconfortáveis. Sempre dá pra dormir.

Outras ocasiões fatais são óperas, balés, colações de grau, exibições de filmagens de casamentos, missas, salas de espera, sessões de cinema com comédias românticas e transmissões pela TV de jogos de golfe.

Dureza é que quando chega a noite e que deitamos na cama, o sono vai embora.

Magia ou assombração?

Ano Que Vem…

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 15/12/2011 by Kilminster

O fim de ano tem um peso psicológico sobre a gente, né?

Por razões inexplicáveis, começamos a achar que depois do 31 de dezembro tudo vai mudar, que os problemas vão se resolver e que tudo vai ser diferente.

Mas o que é a virada do ano senão a passagem de um dia para o outro, assim como acontece outras 365 vezes no ano?

O detalhe é que o ser humano é dado a esperanças, misticismos e superstições, então, o fim de um ano significa o fim de um ciclo, o encerramento de uma fase e essencialmente o despertar do novo. E o anseio por mudanças, por um melhor porvir.

Essencialmente a passagem de ano é uma passagem de dia como outra qualquer, mas o valor das coisas é aquele que atribuímos a elas, não?

Então, o dia 01/01 é de fato muito especial.

O Que Você Quer Ganhar de Natal?

Posted in Viagens with tags , on 07/12/2011 by Kilminster

Vou dizer uma coisa… Tá aí uma perguntinha difícil de responder. Ainda mais quando você é como eu, uma pessoa pouco materialista.

Não me encanto com roupas de marca, perfumes caros, tênis da moda, ultranovidades tecnológicas… O que me agrada são coisas triviais, como música e literatura. Fora isso, só se me surpreenderem.

Mas se for para me surpreender, eu não posso dizer o que quero ganhar, não é verdade?

Acho que crianças sabem o que responder essa pergunta. Escolhem um brinquedo e pronto. Para adultos, acho bem complicado.

Para facilitar nossas escolhas, sugeriria então a alguma empresa ousada e inovadora que disponibilize mimos originais e de real valor como:

–         Personal Holiday: Um vale-feriado exclusivo para você. Você chega e apresenta ao seu chefe e ganha direito a um dia de folga só para você.

–         Empty MInder: Um receptáculo temporário para questões que incomodam a vida do cidadão. Você coloca os eletrodos no cérebro e o aparelho drena todas as suas preocupações, que são catalogadas e organizadas para que você as resolva uma a uma em momentos mais apropriados. Ideal para fins de semana.

–         Chato Repel: Aparelho que emite ondas eletromagnéticas capazes de repelir pessoas chatas que ficam rondando sem se tocar que não são bem vindas.

–         Ear Filter: Funciona como um aparelho auditivo comum, mas permite selecionar o que se vai ouvir. Você pode bloquear, entre outras coisas, funks no metrô, discurso de orador de formatura, reunião de condomínio, karaokê… Magnífico!

Eternidades

Posted in Olhares, Viagens on 05/12/2011 by Kilminster

Uma pedra no sapato da humanidade sempre foi a consciência de sua existência limitada. A consciência do próprio fim fez com que os humanos desenvolvessem em suas crenças e religiões, sempre um conceito de que após a morte terrena se atingiria a vida eterna. Seja no Paraíso, após o Juízo Final, seja reencarnando em diferentes planos, atingindo a iluminação no Nirvana ou nos salões de Valhalla.

Aí a obsessão com a eternidade foi transposta para todos os outros aspectos da vida humana. Criaram-se os reinos de direito hereditário, pais ricos preparam seus filhos para seguirem administrando seus impérios, políticos influentes fazem batizar viadutos, estradas e pontes com nomes de seus parentes e os seus próprios. Tudo para ficarem eternizados.

Até nos mais íntimos detalhes da vida encontramos a busca pela eternidade. Espera-se que os amores durem para sempre, que a felicidade seja infinita, que nada chegue ao ocaso.

Chega-se ao absurdo de sacrificar elementos de maior importância em nome do “para sempre”.

Tudo isso para, no final, quando se olhar para trás, perceber que o que houve de melhor foram momentos fugazes. Pequenos lampejos de eternidade que tiveram começo meio e fim e que fizeram valer a vida.

O “para sempre” é agora.