Arquivo para novembro, 2011

Nada Mais Que a Verdade

Posted in Viagens on 29/11/2011 by Kilminster

Ler é um prazer inenarrável. Poucas coisas se comparam com o fascínio de letras impressas, (ou em uma tela de tablet), se transformando em imagens, sensações e sentimentos dentro da gente.

Grandes histórias, poesias, biografias… Mais interessante ainda é que aquilo que está escrito deixa de pertencer a quem escreve e passa a pertencer a quem lê, porque nenhuma literatura é tão exata que transmita exatamente o que pensou o escritor.

Há também a leitura jornalística, aquela que tem como objetivo informar o leitor. Aí os grandes veículos de comunicação se esforçam em trazer a informação “imparcial” para aqueles que os acompanham.

É aí que está o problema, um veículo de comunicação tem mesmo que ser imparcial? Não poderia este se declarar e se posicionar em relação aos mais diversos assuntos permitindo ao leitor decidir se concorda ou não?

Claro que o simples relato de um fato é imparcial, mas a forma como se descreve e contextualiza cada coisa nunca é isenta de juízo de valores.

Para os leitores, o mais saudável é ler a mesma notícia no maior número de veículos possível. Porque quanto mais se lê, menos se acredita no que se lê. E não acreditar, nesse caso é bom.

Ninguém tem a verdade absoluta e encarar várias verdades pode fazer o leitor encontrar a sua própria. Muito mais saudável do que a simples aceitação da verdade de outrem.

A diversidade de pensamento é válida e salutar, e deve ocorrer sempre. Mas a percepção de todas as possibilidades é ainda mais necessária, afinal de contas, só se pode discordar e se opor ao que você conhece e compreende.

Sem isso, é só a cegueira bíblica contra o demônio imaginário.

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Geração G

Posted in Viagens with tags , , on 25/11/2011 by Kilminster

Nem geração X nem geração Y, quem vai dominar o mundo muito em breve será a geração G.

Uma revolução vem sendo preparada nos subterrâneos do mundo e toda uma geração vem sendo condicionada a ela desde a mais tenra idade.

Você pode nunca ter ouvido falar. Você pode nem sequer imaginar do que se trata, mas onde quer que haja um bebê, lá estará ela, a Galinha Pintadinha.

Não tem propaganda na TV, não tem merchan na Maísa, sequer aparece nos displays da Ri Happy. Mas no boca a boca, nas teias implacáveis da divulgação underground ela prospera.

Impressionante a capacidade que estes vídeos, aparentemente inocentes, recheados de bonequinhos coloridos cantando e dançando canções de roda, têm de prenderem a atenção dos petizes.

Aí, os pais, ingenuamente tomam isto como uma chance de conseguirem o silêncio e a calma dos elétricos infantes por alguns momentos e pronto. A grande conspiração consegue se infiltrar no seio da família brasileira.

O que ninguém sabe, é que mensagens subliminares estão sendo passadas aos pimpolhos sem que os desavisados pais percebam.

Uma nova ideologia está sendo implantada como chips nos pequenos cérebros da Geração G.

Em breve ela dominará o mundo!

 

Acredite, Um Dia Foi Bom

Posted in Sons with tags , , , , on 23/11/2011 by Kilminster

Titãs:  É verdade! Um dia, muito antes de perderem integrantes e caírem numa mesmice triste e enfadonha, os Titãs foram bons. Muito bons. Se você não acredita, ouça os incríveis “Cabeça Dinossauro” de 1986, “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” 1987 e “Õ Blesq Blom” de 1989 ou o pesadão “Titanomaquia” de 1993. Letras com um humor ácido, uma grande variedade musical, inovação…Pena que eles não souberam a hora de parar.

Renato Aragão:  Sim, o glorioso Didi já foi engraçado. Porém quando contava com seus parceiros Dedé e os saudosos Mussum e Zacarias. O programa dominical que antecedia o Fantástico fazia humor para as crianças com mensagens subliminares para os pais. Ou seja, petizes e adultos entendiam o programa cada um à sua maneira e se divertiam. As piadas não primavam pelo politicamente correto, valia tudo, (ninguém morreu por causa disso, nem cresceu traumatizado, diga-se de passagem), e as paródias de vídeos musicais eram impagáveis. Por hoje, Renatão faz piadas que até no jardim de infância têm sua eficácia contestada. Tente “Trapalhões” no You Tube e divirta-se.

Roberto Carlos: O Rei, antes de afundar no TOC e fazer canções homenageando as mulheres gordinhas, baixinhas, míopes, remelentas e com disfunção na hipófise, teve seu momento de glória. Saindo dos ingênuos e divertidos Iê-Iê-Iês da Jovem Guarda, teve uma fase em que flertou com a música negra, quando soltou suas melhores criações. Tente alguma coisa da década de 60 ou 70. Depois disso, baixou o Wando, ele entrou numas de ser o sabonete e coisas assim, posou com uma peninha de águia no cabelo e o caldo entornou.

Michael Jackson: Este é o caso mais escabroso. Egresso de uma família de músicos, demonstrava todo seu talento desde criança. Tinha uma voz privilegiada, dançava como poucos, ao lado de Quincy Jones criou o pop perfeito aliando a dance music de fins dos 70s com todo o balanço e pegada da Motown e gravou Thriller, o álbum mais vendido de todos os tempos. Em seguida, revolucionou a linguagem dos videoclipes e protagonizou as maiores superproduções jamais vistas em um palco. Depois disso, decidiu ficar branco e enlouqueceu. Daí em diante, processos, devastação de fortuna e decadência. Ouça “Of the Wall” de 1979 e “Thriller” de 1982.

A Nobre Arte de Calar a Boca

Posted in Momento Sr. Saraiva on 21/11/2011 by Kilminster

Ah, esta habilidade humana tão desprezada ultimamente…

E é tão simples, basta manter os lábios juntos e não provocar qualquer vibração nas cordas vocais.

Isso pode evitar diversas situações desagradáveis, como: revelar algo que não desejava, informar outrem de assuntos que só te dizem respeito, provocar enfado naqueles que o circundam, colocar pessoas em saias justas, receber respostas ríspidas, desencadear acessos de raiva, risos de desprezo…

Enfim, um monte de aborrecimentos facilmente evitáveis com o mero exercício do silêncio.

O cérebro humano deveria ter um dispositivo que obrigasse a pessoa a confirmar antes de dizer qualquer coisa, como nas telinhas de computador:  “Você Realmente Deseja Dizer Isto”.

O Mundo Seria Melhor Se As Pessoas…

Posted in Viagens on 17/11/2011 by Kilminster

… não andassem em ziguezague pela rua.

… não comentassem sobre assuntos que não conhecem.

… não comentassem sobre assuntos que pensam que conhecem.

… falassem em um volume adequado ao grau de privacidade que desejam.

… não fizessem questão de propalar aos quatro ventos seu mau gosto musical.

… ocupassem apenas o espaço necessário nos transportes coletivos.

… ocupassem apenas o espaço necessário no mundo.

… se preocupassem mais com a maneira como usam o cérebro.

… fossem menos umbigocentristas.

… soubessem admitir a própria loucura.

… pensassem antes de falar ou agir.

… lessem sobre o mesmo assunto em lugares diferentes.

… lessem qualquer coisa.

… fossem mais filosóficas que religiosas.

Não necessariamente nessa mesma ordem.

Ow! Fale Mais Baixo!

Posted in Olhares on 15/11/2011 by Kilminster

Pessoas falam alto e isso é um problema. Problema porque muitas vezes a gente acaba sabendo de coisas que não precisava saber ou pegando uma frase fora de contexto e interpretando da pior forma.

Há uns dias eu estava no metrô quando este parou na estação Bresser Moóca e entraram duas garotas comentando a prova de desenho que tinham feito na faculdade. O assunto central era a borracha que uma delas estava utilizando, mas o que o pessoal do vagão escutou foi:

– Aí eu peguei a dura.
– Você gosta da dura?
– Ah! Dura é melhor, vai mais forte…

Foi uma explosão de risos e a pobre garota não sabia nem por quê. Na verdade, a borracha mais mole não tinha tido o efeito esperado, então ela escolheu uma mais dura. Tsc, tsc…

Outro diálogo incrível ouvido por mim no metrô:

– Tu vai no casamento do fulano?
– Acho que vou. Tu vai?
– Sei não…
– Eu vou, mas vou eu mais minha amiga.
– Que amiga?
– A japonesinha.
– Que japonesinha?
– A japonesinha, minha amiga. Tá sempre comigo, Mora lá na rua de trás. Conhece ela não?
– Ah! A filha do japonês?
– Isso! Ela mesma!
Papo de louco!!!

Nós e Eles

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 10/11/2011 by Kilminster

Ser humano tem uma vocação incrível para a burrice. Não importa o quanto passem os séculos ou o quanto a tecnologia se desenvolva, o essencial não muda. O cérebro humano médio continua ridículo e limitado.

Com uma quantidade cada vez maior de informações disponíveis, a grande maioria dos homo sapiens ainda não é capaz de processá-las de modo racional e equilibrado.

Ainda impera entre os seres de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor o maniqueísmo que existe desde que o mundo é mundo.

Poucos são os seres que são capazes de perceber que os problemas da vida vão muito além de preto x branco, alto x baixo, azul x vermelho, rico x pobre, patrão x empregado, deus x diabo, certo x errado, EUA x URSS e outras mais.

A maioria prefere chafurdar em dogmas e ser conduzida pelo que os deuses escrevem nas bíblias periódicas. Em seguida saem pregando como maníacos em todo e qualquer espaço que encontram, em especial onde há anonimato.

Muitos ainda vociferam verdades absolutas sem perceber que se enquadram nos próprios objetos de crítica.

Já constava em Shakespeare, “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Ou seja, entre lá e cá, tem todo o caminho.

As possibilidades são infinitas, pequenas nuances alteram grandes conclusões e as entrelinhas guardam o mais importante.

E o ser humano se contenta com esse “nós e eles” estúpido.