Arquivo para setembro, 2011

Mais Um… humpf

Posted in Momento Sr. Saraiva with tags , , , on 29/09/2011 by Kilminster

Foi aprovada a criação do PSD, Partido Social Democrático, idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Dissidente do DEM, antigo PFL, o prefeito paulistano decidiu formar uma nova legenda em vez de se filiar a um outro partido, algo legítimo e garantido em um estado democrático e pluripartidário como o brasileiro.

Porém, como sempre há um porém, este novo partido não dá sinais de novidade. É apenas mais um dentre os inúmeros já existentes.

Seria bastante saudável e salutar que novas possibilidades se abrissem na política brasileira a fim de se desfazer a polarização verificada hoje entre PT e PSDB, porém, as primeiras impressões e os primeiros adeptos da nova legenda já dão sinais de serem exatamente iguais aos já mencionados PT e PSDB, muito embora não devam ser próximos nem do trabalhismo ou ainda menos da social democracia que o partido carrega em sua legenda.

O que o país precisa é de partidos com posicionamentos claros e definidos, que tomem posição diante dos assuntos afeitos à política. Que digam a que vieram e que os eleitores possam saber como se comportarão diante das questões de interesse geral. E que principalmente não sejam de “esquerda centro-direitista” ou “direita centro-esquerdista” como tudo que temos hoje.

A célebre frase de Pelé de que brasileiro não sabe votar, tem lá seu fundo de verdade, mas por outro lado, dadas as mórbidas semelhanças entre os partidos existentes e pior, a flexibilidade que se permitem em nome da tão propalada governabilidade, nos faz pensar se há ou não possibilidade de escolha em uma eleição.

 Ao que tudo indica, o novo partido será apenas mais uma bancada no congresso a quem o partido governante terá que fazer concessões e oferecer cargos em troca de apoio nas mais diversas pautas. Em vez de fortalecer a democracia, teremos mais do mesmo.

Charge abaixo por Alpino.

 

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Cobain x Dunga

Posted in Momento Sr. Saraiva, Sons with tags , , , on 24/09/2011 by Kilminster

Completos vinte anos do lançamento do agora lendário Nevermind do Nirvana, chega a hora de olharmos para trás e tentar entender qual foi o legado que este disco nos deixou, passado todo esse tempo e considerando o impacto que ele teve sobre o rock and roll e principalmente sobre a mídia envolvida no assunto.

O que consigo perceber é que levando-se tudo em consideração, o efeito do Nirvana e seu Nevermind no rock, é mais ou menos o mesmo do Dunga, (não como técnico, mas como jogador), no futebol brasileiro.

Depois das Copas de 82 e 86, onde apesar de apresentar um futebol vistoso a seleção brasileira acabou derrotada, o volante Dunga passou a simbolizar o novo perfil de jogador. Pragmático, raçudo, de talento limitado, acabou sendo o líder do time campeão de 1994 na única final de Copa do Mundo a terminar 0 x 0.

Desde então, o futebol brasileiro passou a valorizar técnicos e esquemas táticos, aplicação e disciplina em detrimento do talento, irreverência e improviso, tão peculiares ao futebol tupiniquim e que sempre encantaram o mundo. Tudo em nome do resultado, o fim justificando os meios. Tirou-se do futebol sua razão de ser, a diversão.

Com o rock pós-Nirvana a mesma coisa. Solos de guitarra viraram quase um insulto. Se a banda capricha nas partes instrumentais é desdenhada. Alto volume para disfarçar falhas virou item obrigatório. Bandas que não conseguiam reproduzir ao vivo suas próprias músicas, (Nirvana incluso), viraram o ‘cool’.

Em vez do artista excêntrico, que ousava fazer o que ninguém mais poderia e que parecia estar em outro patamar, passou a se dar valor para caras que eram exatamente iguais à platéia. Um comum, que fazia música comum de um jeito comum.

Resultado, milhares de bandas comuns fazendo sons comuns se sucedendo no gosto da crítica que passou a apontar uma salvação do rock por semana.

Ninguém veio de verdade para chutar a porta. Temos agora uma enxurrada de bandas que quase pedem desculpas por existirem, ou então que se esmeram demais em desarrumar cuidadosamente os cabelos para parecerem despretensiosos. O blasé é o hit do momento.

Rockstars são e devem ser pretensiosos, uma vez que devem querer ser dignos de nota. Devem ser arrogantes, pois ninguém que acha que deve ser notado é verdadeiramente humilde. E devem gostar ou ao menos saberem aturar os holofotes, câmeras, microfones, paparazzis e tudo que vem com a fama. Caso contrário, bibliotecário talvez seja uma profissão mais indicada.

Muito em comum...

Amores Imperfeitos

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 20/09/2011 by Kilminster

Todos são. Não há um que seja como o nome da flor. Há percalços, discordâncias, retomadas.

Nenhum voa sempre em céus de brigadeiro. Há nuvens, ventos e neblina.

Nem sempre o mar é espelho d’água. Existem vagalhões, tempestades e monstros.

Lutamos contra os descompassos do tempo, as interferências e as impossibilidades.

A música se faz em compassos compostos, quebras de andamento e dissonâncias.

Vale é entender a condição e aceitar a instabilidade.

Mais do que amor de comercial de margarina, vale o que cresce nos conflitos, que se mantém nas intempéries e que no fim valeu a pena.

Curto, longo, eterno, impossível… seja o que for, menos perfeito.

Palavras Divertidas

Posted in Viagens with tags , on 16/09/2011 by Kilminster

Algumas palavras dispensam dicionário, não é verdade? Só o som já nos sugere alguma coisa, parece que o significado já vem explicadinho. Acho estas bem divertidas, quando você fala uma coisa e não deixa dúvidas do que quer dizer, (fenômeno bastante recorrente entre os palavrões).

Ou alguém se confunde quando ouve palavras como:

Estapafúrdia – De cara dá pra saber que é alguma coisa exagerada, extravagante, às vezes absurda. O significado é tão estapafúrdio quanto a própria palavra.

Impiastro – Esta é emprestada do italiano, e tanto lá como cá é uma gíria. Não tem nada a ver com o que os dicionários italiano/português dizem, “cataplasma”, mas em compensação, se uma tiazinha da Mooca diz que o marido é um impiastro, você logo sabe que o cara é um zero à esquerda.

Mequetrefe – Esta também. Logo vem à cabeça alguma coisa de origem e/ou qualidade duvidosa. O popular “meia boca”.

Chinfrim – Já começa pelo jeito caidão de falar…”chinfrim”. Não poderia ser outra coisa a não ser algo muito xoxo, de pouca importância.

Lunático – Que vive no mundo da lua. O que mais poderia ser?

Encasquetar – Nada mais é, encasquetar, do que o cara cismar com uma idéia e não mais desistir, ainda que esta pareça absurda.

Aboletar – “Ela logo foi se aboletando no parapeito da janela para assistir ao desfile”, já sabemos que a moça em questão animadamente se posicionou para assistir ao referido desfile. Dizer “foi se acomodando”, pode dar a impressão de preguiça.

Se o Metrô Fosse um Videogame…

Posted in Viagens with tags , on 15/09/2011 by Kilminster

…com certeza seria um joguinho de luta. Aqueles em que você vai passando de fases e enfrentando novos adversários, cada vez mais temíveis.

Acostumamo-nos a enfrentá-los no dia-a-dia e não lhes damos a devida atenção, diluídos na rotina como estão.

Mas eles são perigosos e proporcionariam um joguinho emocionante:

Fase 1 – Metrô Barra Funda: Seu desafio neste caso é entrar no trem e conseguir um lugar para sentar. Dezenas de inimigos tentarão chegar aos assentos antes de você e/ou impedir que você o faça.

Fase 2 – Metrô São Bento: Você na plataforma lutará contra ferozes tiazinhas, baixinhas e gorduchas carregadas de mortais sacolas da 25 de Março, enquanto tenta entrar no trem. Jamais subestime estas inimigas.

Fase 3 – Metrô Pedro II: Um teste mental e de equilíbrio. O trem parará entre as estações Pedro II e Sé, bem naquela curva e absolutamente lotado. Os inimigos tentarão te desequilibrar. Você deverá permanecer em pé e não agredir ninguém. Aqui vale o autocontrole.

Fase 4 – Metrô Santa Cruz: Esta fase consiste em eliminar grupos de adolescentes que saem dos trens para o shopping, sem atingir os velhinhos.

Fase 5 – Metrô Brás: Quando abrir a porta, use todos os seus poderes para evitar ser pisoteado pela horda de passageiros da CPTM que estão fazendo a integração.

Fase Final – Sé Linha Vermelha: Todos são seus inimigos e utilizarão as mais complexas e nefastas artimanhas para conseguirem embarcar. Aqui vale tudo e o que está em jogo é a sua sobrevivência. Lembramos que em caso de falha, não será possível salvar esta fase no memory card e você retornará ao início do jogo.

A Dança do Controle Remoto

Posted in Olhares, Viagens with tags on 05/09/2011 by Kilminster

Aí você recebe um telefonema de uma empresa de TV a cabo e decide que aquele pacote com 1432 canais, internet rápida e telefone lhe é conveniente e fecha negócio.

Por uma módica quantia você ampliou seus horizontes e se livrou das limitações da TV aberta, com sua programação desesperada por audiência, pastores, canais de vendas e gincanas televisivas de pouca confiabilidade.

Depois de alguma luta para que o técnico vá à sua casa em um horário em que você possa recebê-lo, está tudo no lugar e pronto: é só se aboletar no sofá e aproveitar toda aquela maravilha.

Mais ou menos uma semana depois, vem a realidade. A maioria dos canais a cabo é bastante desinteressante. Repetem os mesmos episódios de séries à exaustão, os filmes então, nem se fala. Quando saem de cartaz em um canal, entram no outro e alguns deles podem ser vistos várias vezes ao dia em versões dubladas ou legendadas. Alguns canais alternam 5 minutos de programa por 8 minutos de comerciais… da própria emissora!!!

Outros canais, a partir de determinados horários transmitem programas de vendas de produtos inúteis. Os mesmos da TV aberta. O que dizer então do canal Sul Coreano, com notícias sem legendas?

Qual a grande vantagem então? Espremendo bastante… eh… peraí… hmmmmmmmm. Ah! Já sei!!! Poder ver o jogo da quinta-feira e o do domingo às 18:30. Documentários sobre múmias são legais e dos leões na savana também. E… e…. e… eh… Demora mais pra zapear todos os canais…

Pára-Raios

Posted in Olhares with tags , , on 01/09/2011 by Kilminster

Tem gente que parece atrair desgraça. Tudo quanto é revés acontece com o cidadão ou cidadãem questão. A pessoa tem um monte de histórias tragicômicas envolvendo pequenas situações do cotidiano.

Tipo, no trabalho, em uma sala com mais de trinta pessoas, há uma goteira bem encima dele. Na viagem corporativa, de todos os quartos do hotel, no dele é que aparece uma barata. No aeroporto, é a bagagem dele que extravia…

E o que faz com que dentre os sete bilhões de habitantes deste planeta, uma pessoa seja eleita para tal sina?

Podemos explicar pela teoria Star Wars. Segundo a mitologia Star Wars, existe “A Força”, que é “um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém a galáxia coesa”. Desta forma, a energia de todos os seres compõe o equilíbrio do universo. Mais ou menos com o Ka egípcio, (aliás, passei a me interessar por mitologia egípcia novamente).

Seguindo no raciocínio, coexistem na Força o lado sombrio e o lado da luz e dependendo das pessoas que vibram neste ou naquele lado, o universo se desestabiliza e se recompõe.

Desta forma, acredito que a pessoa que vibra negativamente para o universo, recebe de volta esta energia da mesma forma. Doses cavalares de mau humor e baixo grau de tolerância, desestabilizam o Ka. Então, você recebe de volta aquilo que joga no campo de energia da Força.

Isto explica a síndrome de pára-raios com a qual sofrem algumas pessoas.