Arquivo para agosto, 2011

O “Puderrrr”

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , on 25/08/2011 by Kilminster

Curioso como ainda se diz, quando alguém vence eleições para cargos do  executivo, que esta pessoa está “chegando ao poder”. É como se estivéssemos falando de um rei, imperador ou monarca de qualquer tipo.

Quando se trata de eleições notadamente democráticas, o que menos a pessoa eleita deveria almejar é o poder. Quando alguém se propõe a dirigir uma cidade, estado ou país, deveria estar mais preocupada em entender e resolver as questões pertinentes à sua esfera de governo, não em exercer poder sobre esta.

A noção de que um governante é um poderoso, (tese na qual eles de fato acreditam, assim como a maioria esmagadora dos eleitores), leva ao distanciamento histórico entre aqueles que governam e os que são governados e aos conseqüentes desmandos e todas aquelas coisas com as quais estamos infelizmente acostumados.

Mais desalentador é perceber que a sociedade está há anos-luz de reconsiderar este conceito e tratar aqueles que ocupam os cargos de governo como representantes, os quais nos devem prestar contas o tempo todo.

E para jogar a pá de cal, sabemos que governos são eleitos para administrar conflitos, sejam eles externos ou internos, e que no caso dos internos, significa conciliar interesses dos mais diversos segmentos da sociedade. Aí, desconsoladamente, descobrimos que há no mundo inteiro grupos especializados em exercer o poder sem ocupar cargos. E que conhecem bem demais a capacidade de sedução do poder.

Triste realidade…

Stand By

Posted in Viagens with tags , , on 24/08/2011 by Kilminster

Já te aconteceu de entrar em stand by no meio de alguma situação imprópria?

Sabe, quando do nada, você apaga, começa a viajar na maionese? Você ainda está ali, de olhos abertos e tal, mas o cérebro desliga. Igual ao microcomputador que fica muito tempo sem ser usado. Primeiro entra o descanso de tela e logo o monitor apaga.

Às vezes acontece. Em reuniões, no trabalho, vendo filmes, conversando com pessoas desinteressantes e até com pessoas interessantes.

Sei lá… ás vezes é cansaço e às vezes não é nada mesmo. Você está ali e de repente “puf” tela preta. Só volta quando alguém tenta chamar sua atenção, geralmente pela quarta ou quinta vez.

Aí você volta ao planeta, sem saber direito onde está, o que está acontecendo ou mesmo quem é você.

Quando alguém chama sua atenção, tudo bem. Problema é quando alguém vira e te diz, “Não é? O que você acha?”. Aí não tem jeito mesmo. Danou-se.

Mas às vezes o cérebro nos prega essas peças. Entra em stand by sem autorização. Sobra só a cara sem graça e aquele “hã?!?”.

Renato Russo, o Vocalista.

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 23/08/2011 by Kilminster

Estamos próximos da data que marcará os quinze anos do falecimento de Renato Russo. Há filmes baseados em sua vida e obra a serem lançados, antologias serão preparadas, reportagens, exibição de imagens de arquivo, depoimentos de fãs e etc. e tal.

Muito se comentará sobre como ele foi o porta-voz de uma geração, um poeta, um gênio, um talento sensível, o trovador solitário… Pode ser que ele seja de fato tudo isso, mas me incomoda um pouco a negligência das matérias acerca de Renato com aquele que talvez seja o seu maior talento, o de vocalista.

Esqueça a pieguice de seus álbuns solo e dos últimos trabalhos com a Legião Urbana, concentre-se nos primeiros trabalhos da banda brasiliense e lá você encontrará aquele que foi, talvez, o melhor vocalista do rock nacional.

Dono de um timbre grave e encorpado, utilizava sua voz potente em todas as nuances. Seus fraseados são extremamente ricos e ele aproveita sua extensão vocal ao máximo, sem soar exagerado.

Percebam a maestria com que ele vai desde os gritos raivosos em Metrópole e Geração Coca-Cola à suavidade absoluta em Angra dos Reis e a melancolia de Vento no Litoral, passando pela explosão blueseira em Música Urbana II, Pais e Filhos e… Eduardo e Mônica. Ouçam como a dramaticidade em Há Tempos e Tempo Perdido transmite a inquietação das letras mesmo que nestas não prestemos atenção. Que dizer então dos cromatismos beirando a fala de Índios? Ou então o caos melancólico de vocalizações sobrepostas de Andrea Doria? Ou ainda as passagens fantásticas de grave para agudo e vice versa em Eu Era um Lobisomem Juvenil?

Penso que o Renato Russo vocalista merece mais atenção.

Por Que?

Posted in Viagens with tags , on 22/08/2011 by Kilminster

Toda criança tem a fase dos “por quês”. Os pais detestam e perdem a paciência, quase sempre encerrando com o famoso “porque sim”. Tem até uma música gravada pela Adriana Calcanhoto inspirada neste fenômeno! (“Oito Anos” CD Adriana Partimpim)
Acontece que nós crescemos, e uma enorme quantidade de “por quês” continua sem resposta!
Por exemplo:
– Por que as oito horas de trabalho demoram muito mais para passar que as oito horas de sono?
– Por que temos que trabalhar cinco dias e folgar só dois, quando o mais justo seria, pelo menos, quatro e três?
– Por que os velhinhos saem para visitar seus filhos de metrô na hora do rush?
– Por que o metrô só apresenta falhas na hora do rush? (Alguém já viu o metrô dar problema às 14:00?)
– Por que o mês existente entre um salário e outro, é bem maior que o mês em que tiramos de férias?
– Por que quando temos tempo para fazer uma coisa que queremos, não temos dinheiro e quando temos dinheiro não temos tempo?
– Por que sempre chove quando eu esqueço o guarda-chuva?
– Por que a Hebe ainda tem um programa de TV?
– Por que os ex-árbitros comentaristas de TV insistem em desmentir as imagens nos replays?
– Por que os Sambas Enredo são todos iguais?
– Por que as pessoas gostam tanto do McDonald´s?
– Por que o Sílvio Santos não envelhece?
– Por que o Globo Repórter sempre alterna matérias sobre a natureza e doenças/dietas e nada mais?
– Aliás, por que a Rede Globo põe os melhores programas tão tarde?
– Por que tem que ter tantos pedágios nas estradas?
– Por que o Rei Roberto Carlos não corta aquele mullet?
– Por que eu ainda não ganhei na Mega Sena?

Originalmente publicado aqui em 09/02/2006.

Qualquer Estagiário Tem um Celular Melhor que o Meu.

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 16/08/2011 by Kilminster

Neste nosso mundo de modernidades, e ainda mais, de modernidades acessíveis, nada tocou mais o coração de nosso povo do que os telefones celulares. Acredito eu que isto se deva à mobilidade destes aparelhinhos, que permitem que o feliz proprietário ostente seu status onde quer que ele esteja.

Mais impressionante ainda é o efeito que estes aparelhos causam aos mais jovens. Qualquer um entre 12 e 20 anos é absolutamente fascinado por telefones celulares!

E não basta ser qualquer telefone, tem que ser o top do top. Tem que ser um espertofone, um blackberry, um iPhone. Nada daqueles aparelhinhos simples que fazem e recebem ligações, têm uma agendinha e tocam música, como o meu…

Tem que ter um milhão de funcionalidades que eles nunca vão usar, jogos, acesso às redes sociais, câmera com um quaquilhão de megapixels, TV, servir cafezinho e etc… Qualquer estagiário da empresa aqui tem um desses.

Até aí tudo bem, só que estes aparelhos são caros e aqui os estagiários não recebem o que podemos chamar de remuneração decente. Pra falar a verdade, a bolsa-estágio dos moleques aqui é aquilo a que comumente se dá o nome de “mixaria”.

Mas não importa. Os estagiários e estagiárias economizam, apertam, parcelam e sujam seus nomes para adquirirem seus super aparelhos. Curioso, né? Eu que poderia comprar um desses com muito mais tranqüilidade, não dou a mínima.

Talvez seja coisa da idade. Esta é normalmente a “primeira coisa cara” que eles compram. Eu nessa fase provavelmente preferiria alugar uma casa na praia durante o verão inteiro com os amigos, ou uma guitarra… anyway…

Só sei que, parodiando o nome da peça de teatro famosa, qualquer estagiário tem um celular melhor que o meu.

Voar, voar… Subir, subir…

Posted in Sons, Viagens with tags , , on 15/08/2011 by Kilminster

A propaganda de seguro de automóveis com o cantor Byafra me fez lembrar do estrondoso sucesso que foi a música “Sonho de Ícaro”, que o cantor aparece interpretando no banco de trás do carro roubado.

Não tinha eu mais do que seis ou sete anos de idade e a dita canção bombava nas rádios populares e Biafra, então sem o “y”, era figura constante em programas de TV como Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha e Globo de Ouro, o que hoje equivaleria a mais de um milhão de acessos no Youtube.

Aí fui ouvir novamente esta pérola do cancioneiro popular… E, senhoras e senhores, como é ruim!!! Caramba, que musiquinha mequetrefe. Pegajosa, com uma letra estranha, referências mitológicas picaretas e momentos de pura inspiração como “Anjos de Gás”, (!), “Pra ser feliz, só no Pólo Sul”, (!!) e “Fauno lunar” (!!!).

Mas o que fica deste “crássico” e faz dele imortal, são os incríveis falsetes de Byafra. Ele não tem medo de ser feliz. Supera até o cara do Darkness. Nosso intrépido intérprete respira fundo e o tom vai voando, voando, subindo, subindo, inexoravelmente até quase romper os tímpanos dos ouvintes!

Talvez a única coisa que possa chegar perto dessa tortura seja a não menos clássica “Escrito nas Estrelas” da freak Tetê Espíndola.

Se te oferecerem um alarme com essa música, compre, ele será de fato eficiente. Duvida? Acione o vídeo abaixo!

 

Google, o Grande Oráculo.

Posted in Viagens with tags , on 10/08/2011 by Kilminster

Ninguém hoje vive sem o Google. Esta, que era pra ser uma ferramenta de busca na internet, é hoje o grande oráculo moderno. Tudo, mas tudo mesmo, que uma pessoa possa precisar, é só ir ao Google e fazer a consulta a esta entidade mágica. O Google sabe tudo. E se não sabe, sabe quem sabe.

Como já disse em outras ocasiões, este pequeno blog registra as expressões consultadas no Google que acabaram por encaminhar o consulente a esta página.

Graças a esta pequena lista, pude constatar o quão grande é a criatividade das pessoas e principalmente, o tanto de fé que elas depositam no Grande Oráculo.

O histórico de buscas do blog diz que pessoas chegaram até aqui consultando coisas bastante sui generis como “Genésio candidato”, “voz da moça do aeroporto ringtone”, “absurdos de famosos no horário político”, “coceira depois de picada de pernilongo”…

Outras pessoas têm propósitos filosóficos bastante interessantes como “no Brasil temos vuvuzelas ou berrantes de boiadeiro”, “onde a band consegue os filmes cine prive pra passar de madrugada”, “uma cronica de um sonho absurdo de uma pessoas”, “fazer uma filosofia da música revoluções por minuto”, “pessoas ficam agitada com a chuva”, “se mostrar desinteressado por ela”.

Sujeitos mais pragmáticos tentam resolver problemas e dúvidas do cotidiano: “como fazer riffs bonitos”, “por que Duff McKagan tem cicatrizes”, “pais que inventou a calça comprida”, “trabalhos prontos sobre revolução industrial”,

Pessoas enigmáticas também consultam o Google: “balança aos pulinhos”, “lanches de faculdades eles sentados na mesa”, “paracopia guitarras de fogo manera” e “porta retrato sanduíche vidro”. O que eles queriam encontrar com essas consultas, ninguém saberá!

Por aqui chegou gente usando até a expressão “эсмеральда”, assim mesmo em grego. Com muito custo, descobri que quer dizer “Esmeralda”.

Você tem um pensamento estranho? Jogue no Google, ele pode te levar a lugares nunca antes imaginados.

Foram respeitadas as grafias originais.

 

Dizei, ó Google, Grande Oráculo da modernidade!!!