Arquivo para junho, 2011

Shhhhhhhhhh

Posted in Viagens on 27/06/2011 by Kilminster

Shhhhh

Não faça tanto barulho. Não está vendo que o dia está quietinho? Aproveite, escute o silêncio, deguste a calmaria…

Não tem por que se assoberbar, hoje o tempo está passando devagar. É só reparar como o tic está mais longe do tac. É tão raro um dia sem pressa…

Durma mais um pouco, não precisa levantar agora. Afinal, curtir uma preguiça também faz parte de aproveitar a vida.

Passe um tempo olhando pela janela. Está tão frio… O céu cinza inspira reflexões, não? É dia de olhar para dentro.

Leia alguma coisa que não seja muito profunda, um romance policial daqueles com reviravoltas no final. Uma xícara de leite quente deixa a leitura ainda melhor.

Shhhhhhhh…. deixe o sono te pegar, não resista. Não tem por que.

 

Pequeno teste…

Posted in Olhares on 25/06/2011 by Kilminster

1 – Sua religião serve para você:

a)     Se tornar uma pessoa melhor, mais tolerante, amorosa e justa.

b)     Ter uma direção na vida e princípios pelos quais se basear.

c)      Ter alguém para te dizer o que fazer, já que pensar não é seu forte.

d)     Se tornar um projetinho de nazista aprimorando preconceitos e semeando o ódio.

e)     Sentir que está isento de qualquer crítica por que é uma pessoa “de Deus”.

 

2 – Quando ocorre amor ao próximo?

a)     Quando ele é igual a você.

b)     Sob qualquer circunstância.

c)      Quando ele aceita a “sua” salvação.

d)     Quando ele não faz nada de diferente.

e)     Quando ele se comporta como um carneirinho.

 

3 – A salvação vem para quem:

a)     Aceitou a palavra de deus e jamais desviou de seu caminho.

b)     Amou ao próximo indistintamente, entendeu e perdoou.

c)      Freqüentou sempre o templo/igreja/mesquita/sinagoga.

d)     Só caminhou com os justos e evitou as ovelhas desgarradas.

e)     Orou desesperadamente, de preferência aos berros, todos os dias.

 

4 – Em uma vida perfeita:

a)     Não existe pecado nem tentação. Só existe o que é de Deus.

b)     Os ímpios e desajustados são execrados e mantidos longe.

c)      Cada um faz o que acha correto, sem prejudicar os outros.

d)     As leis impedem e punem a devassidão humana.

e)     Os impuros ardem na caldeira do inferno.

 

5 – Liberdade é:

a)     O que está nas escrituras.

b)     Para quem segue cegamente a Deus.

c)      Ilusão. Não há verdade fora dos caminhos do meu Deus.

d)     O direito de escolher ser quem você é.

e)     Coisa do demônio.

Criando Cordeirinhos

Posted in Olhares with tags , on 21/06/2011 by Kilminster

Sabe uma coisa que eu acho estranha pra caramba? Os comerciais de faculdades. Os anúncios sempre prometem carreiras meteóricas, empregos garantido, destaque no mercado de trabalho… Alguns menos recomendáveis até prometem celulares e tablets para aqueles que se matricularem.

O engraçado é que as faculdades e num sentido mais amplo, as universidades, deveriam ser locais de pesquisa, produção de conhecimento e transformação. No entanto a idéia que se vende é que cursando a tal universidade você estará apto a se enquadrar no status quo.

Em vez de a universidade formar pessoas capazes de contestar, remodelar, transformar e reinventar, promete criar cordeirinhos para o abate no velho matadouro.

O que já foi o celeiro do movimento estudantil e de contestação agora promete modelar o aluno para o sistema.

Evolução

Posted in Olhares, Viagens on 16/06/2011 by Kilminster

Realmente a vida hoje é muito mais emocionante…

(roubado no feicebuque do Paulo Terron)

 

Assustador

Posted in Viagens on 15/06/2011 by Kilminster

A vida na Terra é de fato muito inóspita. De tempos em tempos nos vemos expostos a pessoas e situações que se formos parar para pensar são absolutamente assustadoras.

Pode nem dar tanto na vista, mas se você for analisar, deveríamos ter medo de:

 

         De pessoas que chegam do frio a lugares climatizados e não tiram o casaco;

         De pessoas que viajam em pé no metrô vazio;

         Dos programas humorísticos do sábado à noite;

         De gente que lê livros de auto ajuda;

         De cantores(as) de MPB que acham tudo lindo;

         Quem usa bermuda com meia 3/4;

         Quem usa mullet;

         Gente que conversa olhando para o chão;

         Almoça com o jornal aberto na mesa.

Anarquia! Oi! Oi!

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 14/06/2011 by Kilminster

Não adianta, o melhor modo de vida seria mesmo a anarquia… Mas antes, precisa ficar bem claro que anarquia não é sinônimo de bagunça ou desordem. Segundo definido pela gloriosa Wikipédia, “anarquia” vem do grego “an” – sem e  “arkhê” – governo, soberania, magistratura.

Muito longe de um conceito de rebeldia extrema, isto significa uma sociedade em que não há poder estabelecido e que todas as pessoas vivam em liberdade absoluta, sem restrições legais e limites morais. Cada um vive segundo sua própria razão e consciência.

O problema é que o ser humano não está minimamente capacitado à liberdade total. Ninguém está pronto para viver em anarquia. Isso porque a anarquia presume um respeito total ao próximo e um senso tão extremo de igualdade que não haveria a necessidade de um poder estabelecido que regulasse os conflitos entre estas pessoas.

Ou seja, a liberdade total pregada na anarquia não é “eu faço o que quero e lasque-se o resto”, é um conceito muito mais amplo que isso. E aquela coisa de “minha liberdade acaba onde começa a do outro” levada ao pé da letra. É a consciência plena dos direitos, mas acima de tudo, dos deveres de cada um e seu papel na sociedade.

Não estamos prontos para isso. O ser humano e extremamente egoísta e não consegue se enxergar no outro como igual. Em qualquer sociedade, em qualquer extrato sócio-econômico, seja em relações entre povos diferentes, seja entre um mesmo povo, ou até na mesma família, a maioria esmagadora dos indivíduos tentará se sobrepor de algum modo aos demais.

Daí a necessidade de governo, “Del Rey”, de alguém que diga o que pode e o que não pode ser feito e por quem.

Triste, mas real. A humanidade nasceu para viver de cabresto.

Dias Gelados

Posted in Olhares, Viagens on 10/06/2011 by Kilminster

Tempo frio é um convite à preguiça, né não? Talvez mais até do que o verão de calor acachapante. Isso porque no calorão, a preguiça é oriunda da sensação sufocante do sol, do ar úmido e pesado, ou da brisa do mar que disfarça o ardor na pele. É quase uma prostração, resultado da sensação de cansaço que as altas temperaturas dão.

No frio a preguiça é inevitável. A introspecção causada pelo cinza do céu faz com que a gente queira ficar mais quieto, quase imóvel, em silêncio, só esperando o sono chegar. É a preguiça pura. Sábios são os ursos que hibernam.No frio, a preguiça é pura.

Preguiça de sair da cama, de sair à rua, de tirar a roupa e entrar no banho, de sair do banho e botar a roupa, de tirar o pijama…

Até naqueles lindos dias de céu azul e vento cortante quando a gente sai para uma caminhada. A gente vai andando devagarzinho, com as mãos no bolso do casaco, cabeça baixa para evitar o vento e raramente resiste a um capuccino bem quentinho em uma cafeteria bonita.

Em dias frios, a vontade que dá é de assistir um filme bem bobo, no sofá, embaixo das cobertas, tomando leite com bolachinhas mergulhadas. De preferência dando aquela cochilada no meio, para depois, sem dar a menor importância, ver o final feliz.