Arquivo para abril, 2011

Ah, mano! Sai fora!

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 29/04/2011 by Kilminster

Ow… Na boa…

Que me importa o casamento do William e da Kate sei lá o que? Tá, tá, tá… o cara é filho do Príncipe Charles e da Lady Di e neto da Elizabeth II, mas e daí?

É uma família real que reina sobre coisa nenhuma… Um lance Ilha de Caras total.

Acho que a Família Real Britânica é o equivalente deles aos ex-BBB por aqui. Um tanto mais pomposo, mas com o mesmo efeito prático.

E vá lá que os ingleses gostem de tudo isso, mas o que o resto do mundo tem a ver com a paçoca? São só dois fulaninhos casando. Quantos casamentos não ocorrem todos os dias?

Se fosse para assistir um casamento de desconhecidos, eu preferiria ver um casamento em um filme ou novela. Aí, ao menos, teríamos efeitos especiais, blá blá blá e três meses depois lançamento em DVD e Blue-Ray.

Conto de fadas é melhor na ficção. Pelo menos eles vivem felizes para sempre e não acontecem coisas como o cara dizer que quer ser o O.B. da amante.

Já disse que até entendo o frisson dos britânicos, mas essa notícia ficar pipocando no resto do mundo não dá! Será que não tem nada de mais importante acontecendo?

Bleargh!

Aí sim, felizes para sempre!

Maluquice

Posted in Viagens with tags , on 27/04/2011 by Kilminster

A matéria publicada hoje no Terra informa sobre um estudo que diz que nos países onde se observam maiores índices de felicidade, há um maior número de suicídios.

A justificativa apresentada é a de que os seres humanos tendem a se compararem com os outros e que sentir-se infeliz em um lugar onde a maioria das pessoas é feliz pode agravar o quadro depressivo do cidadão e leva-lo ao suicídio.

Penso eu, no alto da minha filosofia de botequim, que talvez a coisa seja um tanto mais simples. Uma vez que as pessoas infelizes se suicidam, as que sobram para responder as pesquisas sobre felicidade são as mais felizes. Daí o alto índice de felicidade dos países com maior índice de suicídios. Ou não?

Desejo Que Você…

Posted in Olhares on 27/04/2011 by Kilminster

Me supere em tudo.

Entenda as pessoas e saiba como agir com elas.

Seja paciente sempre que precisar. (e vai precisar muito)

Compreenda que amigos têm a ver com qualidade, não quantidade.

Aprecie a inteligência, a ciência e as artes.

Mas saiba aproveitar as futilidades da vida.

Entenda que o verdadeiro valor das coisas está nos detalhes.

Compreenda a real importância do trabalho e que a vida é bem mais que isso.

Seja tranquilo mas saiba se impor.

Seja forte, mas seja de paz.

Respeite as regras e saiba a hora de transgredi-las.

Entenda os limites e a hora de ultrapassa-los.

Conheça a realidade e o que a transcende.

Respeite o passado, arquitete o futuro, mas viva o presente.

O Duro Exercício da Loucura

Posted in Olhares, Viagens with tags , , on 16/04/2011 by Kilminster

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. De fato, a maioria das pessoas que eu conheço admite que às vezes é capaz de diagnosticar enfermidades nas pessoas próximas e até receitar medicamentos e receitas milagrosas caseiras.

O problema está em aceitar a própria loucura. Não sei por que a loucura é tratada sempre pelo lado pejorativo. Quando se fala em louco, logo se pensa em um interno de sanatório, vestido naqueles pijamões, encolhido em um canto tremendo e babando enquanto recita repetidamente maldições que ele mesmo inventa.

Mas não é assim. A loucura se manifesta o tempo todo e em todas as pessoas. A desgraça é que está cada vez mais difícil se manter louco neste mundo de normais.

É muito complicado manter seus níveis de insanidade quando há toda uma conspiração para que seu comportamento se enquadre em padrões de normalidade aceitável. Ninguém pode sobreviver se não for um pouco louco, já dizia o Seal.

 Uma vez um louco cismou que a Terra girava em torno do sol e não ao contrário. Foi parar nas barbas da Inquisição!!!

Outro bigodudo de chapéu esquisito disse que ia criar uma máquina de voar. Virou motivo de chacotas até ele sair voando por Paris na frente de quem quisesse ver. Loucura foi não ter patenteado as invenções. Será? O pobre louco achava que os inventos deveriam pertencer à humanidade. Isso é loucura. Normal é você criar alguma coisa que beneficia a todos e depois cobrar royalties para tirar o couro de quem quiser usufruir tais benesses, ainda que seu invento seja, por exemplo, um remédio.

Loucura pensar que você pode trabalhar menos e viver mais, o normal é fazer quantas horas extras forem possíveis para conseguir melhorar os resultados da empresa em que você trabalha. E se você ficar doente porque trabalha demais, sua empresa o substituirá por outro funcionário. Normal.

É normal pensar que aquele velhinho alemão de roupas brancas seja o representante de Deus na Terra, ou então que Jesus conversa com o pastor da TV. Loucura é pensar que a Bíblia, a Torá e o Alcorão dizem, lá no fundo, a mesma coisa.

É loucura achar que todas as pessoas são iguais independentemente do lugar onde nasceram. Normal é espancar um indivíduo porque ele torce para outro time.

Loucura é ser normal. O normal é ser louco!

 

 

Pense um Pouco…

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , on 16/04/2011 by Kilminster

Internet é um negócio legal, a gente tem através dela acesso a tudo! Tudo o que você imagina está lá, ficando apenas a critério do ilustre navegante o limite de onde se pode ir.

A internet também criou espaço para que todos possam se manifestar e colocar idéias, textos, compartilhar coisas e tal e coisa e coisa e tal.

As redes sociais permitem integrar, relembrar, reencontrar… Inclusive aquela sensação segura de que apesar de não falar com fulano há anos, ele está lá no ícone do seu facebook à distância de um clique.

Tudo isso é bastante óbvio e já mais que debatido, mas o outro lado da moeda é terrível.

Qualquer idiota agora pode despejar a quantidade de besteiras que bem entender sem maiores consequências. O quase anonimato, e a menor possibilidade de se levar uma resposta à altura, como ocorre no “tête-a-tête”, possibilita a muitos patetas a chance de abrirem sua torneirinha de asneiras*.

Aí é um espetáculo de reproduções de senso comum, frases feitas de autores de qualidade duvidosa, repetições de discursos absolutamente questionáveis, e afirmações da profundidade de um pires.

A velocidade da internet barra a reflexão. O cara vai lá, manda 140 caracteres de bobagens e nem quer saber.

Aí acabamos obrigados a ler tanta idiotice que até desanima.

A grande diferença entre homem e máquina é a capacidade de reflexão. Não podemos ser máquinas. Seria um retrocesso sem limites.

 *Como Monteiro Lobato descrevia os surtos de bobagens proferidos pela boneca Emília.

Ou Não?

Posted in Olhares on 14/04/2011 by Kilminster

Aí a mulher tenta entrar na agência bancária com uma bolsa enorme, a porta giratória, óbvio, trava. Ela imediatamente diz, “todo dia essa mesma coisa”. Oras, se é todo dia a mesma coisa, já era hora dela entender que a bolsa dela por uma razão qualquer não passa pela porta giratória.

O mesmo mendigo de sempre me aborda pela enésima vez na semana e diz “Amigo, me dê uma ajuda”. Se ele está todos os dias no mesmo lugar pedindo, ele não precisa de uma ajuda,  precisa na verdade de alguém que o sustente.

O condutor do metrô diz “Paramos para aguardar a movimentação do trem à frente”. Ok, beleza, mas o trem à frente parou por que? Vai demorar? A informação poderia ser mais precisa, né?

Não Vá Perder

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags on 09/04/2011 by Kilminster

O Universitário e o Preconceito

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , on 04/04/2011 by Kilminster

Essa coisa começou de um jeito estranho. Na verdade, era tudo forró mesmo, mas como estas festas de forró aconteciam em universidades, os membros de seus respectivos centros acadêmicos começaram a divulga-los como “Forró Universitário”.

Um Forró Universitário nada mais era do que um trio de forró tocando os clássicos do baião, xote e xaxado dentro da universidade, para os universitários que tentavam arrecadar uns trocos para as festas de formatura.

Uma vez que o público desta festa era o de universitários e seus convidados, significava que o playboy e a patricinha podiam frequentar sem serem obrigados a conviver com os migrantes nordestinos pobres que normalmente lotavam as casas de forró.

Com o crescimento deste fenômeno, produtores enxergaram o nicho e começaram a aparecer shows, festivais e festas com bandas de forte apelo pop, acrescentando apenas um triangulozinho e uma zabumba e disseram que este era o “Forró Universitário”, ainda que não tivesse nada a ver com as universidades.

O que isso queria dizer é que os endinheirados poderiam se esbaldar no forró sem terem que conviver com a “ralé”.

Aí, alguns anos depois, surge o Sertanejo Universitário. Este bem pior, porque sequer teve origem nas universidades, já entrou na onda com o selo Anti-Pobre, só para ser a nova moda.

Um bando de cantorezinhos e duplas meia boca, impossíveis de serem diferenciadas umas das outras lotando shows com gente de camisa xadrez e chapéu, da comitiva isso, comitiva aquilo, sendo que a maioria ali sequer viu um cavalo de perto na vida. E nada de caipiras por ali.

O Sertanejo Universitário mora na cidade, fala “nóis vem, nóis vai” só para fazer graça, não se identifica com o caipira pé no barro e enxada na mão, usa roupinha de grife e ouve Tião Carreiro só para dar uma de “raiz”.

Fico pensando qual será o próximo ritmo “Universitário”. Será um pagode só para brancos?

O Prefeito e Seu Brilhantismo Atacam Novamente

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 01/04/2011 by Kilminster

No Brasil é assim, se na sua casa tem uma goteira, o governo vai lá e manda enxugar a poça.

Em vez de se estudar, definir e atacar a causa do problema, gasta-se uma infindável energia e um monte de dinheiro com paliativos, muitas vezes absolutamente ineficazes.

A mais nova é da incrível prefeitura de São Paulo, que decidiu reduzir a velocidade máxima permitida para os veículos em diversas vias, a iniciar pela Radial Leste, que terá sua velocidade máxima permitida reduzida de 70Km/h para 60Km/h. O intuito de nosso brilhante prefeito é reduzir o número de acidentes.

Na verdade, o que deveria ser feito é algo com relação à velocidade mínima nessas vias, uma vez que na maior parte do tempo elas ficam praticamente paradas, mas até aí a gente releva, afinal de contas, reduzir acidentes é uma causa nobre..

Mas se o objetivo dessa idéia é reduzir o número de acidentes, talvez nosso prefeito e sua equipe devessem considerar que boa parte dos acidentes, principalmente aqueles mais graves, ocorre por conta de pessoas que não estavam respeitando os limites de velocidade, ou seja, se o cara rodava acima de 70Km/h, o que o impedirá de rodar acima de 60Km/h?

Nosso insofismável prefeito talvez devesse voltar suas atenções para o transporte público, iluminação e conservação das vias, renovação e manutenção da sinalização, fiscalização da frota e qualificação dos motoristas, entre outras coisas, que certamente seriam mais eficazes do que reduzir o limite de velocidade.

O problema é que vias com asfalto perfeito, sinalizadas e iluminadas em uma cidade com transporte público eficiente, com frota renovada e motoristas capacidados, não garante a arrecadação de multas, não é?