Arquivo para fevereiro, 2011

Wyrd Bið Ful Aræd Parte II – A Missão

Posted in Viagens with tags on 28/02/2011 by Kilminster

Segundo as estatísticas fornecidas pelo host deste pequeno blog, o mecanismo de busca que mais cliques redireciona a esta página no google é de pessoas procurando pela expressão “wyrd bið ful aræd”.

Há algum tempo escrevi um texto com este título, (que pode ser lido aqui), e que tratava de alguns devaneios desta minha mente insana, porém, acredito que os que aqui chegam, o fazem por quererem saber o que quer dizer esta frase.

Para não desapontar estas pessoas, aqui segue a explicação:

Esta frase pode ser encontrada em um poema anglo/saxão do século VI chamado “The Wanderer” e foi popularizada nos últimos anos por aparecer nos best sellers do autor inglês Bernard Cornwell, em especial na série “As Crônicas Saxãs”.

“Wyrd Bið Ful Aræd” é uma frase no antigo idioma anglo/saxão, idioma que veio a dar origem ao inglês, e significa “O destino é inexorável”.

Cada vez que a vida impõe ao personagem principal, Uhtred, alguma reviravolta em seu rumo, ele imediatamente diz ao leitor, “wyrd bið ful aræd”, como que revelando sua resignação diante do inevitável.

Uma expressão interessante e que muitas reflexões nos suscita. É como quando a avó da gente diz “tudo é como tem que ser”. Talvez a versão da vó não seja tão imponente, mas o significado está lá, intacto.

Agora, imagine só a velhinha mandando um “Wyrd Bið Ful Aræd”…

Fala aí, vó!

Fontes: Wikipedia; Bernard Cornwell Site Oficial.
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Sono Interrompido

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags , on 28/02/2011 by Kilminster

Quando dormimos, nos encontramos em um estado de graça difícil de comparar, ainda mais diante da rotina tresloucada que é a vida moderna, em que tão pouco tempo temos para o descanso e repouso.

Infelizmente, não é todo dia que podemos dormir tranquilamente e acordar só quando dormimos tudo o que queríamos. Na maioria das vezes, temos que interromper nosso sono e ir fazer coisas muito menos interessantes, como trabalhar, por exemplo.

Impressionante também é observar como o andamento do dia depende de como se dá a interrupção do sono sagrado. Acordar no susto pode fazer um dia inteiro virar um céu de chuvas e trovoadas.

Portanto, se você tiver que acordar alguém algum dia, aqui vão algumas dicas para não acabar com o dia da pessoa logo de saída:

–         Evite movimentos bruscos, chacoalhões, barulho e luz na cara;

–         Tenha sempre em mente que pessoas dormindo, sonham. Você pode estar interrompendo um momento ímpar na vida da pessoa. Imagine o cara lá, prestes a fazer o gol da vitória na final da Copa, ser coroado rei da Inglaterra, ou voando sobre o Grand Canyon… Não é assim fácil voltar à realidade;

–         Chame delicadamente a pessoa, espere uns segundos, chame novamente, espere de novo… O indivíduo em questão está em outro planeta, não convém ser chamado com agitação;

–         Dê espaço! Para acordar bem, nada como uma bela espreguiçada, então, por mais que possa parecer romântico um abraço matutino, não limite os movimentos do ser acordado;

–         Dê algum tempo. A não ser que seja o exército, ninguém precisa levantar de um salto. É por essa razão que despertadores modernos têm a função “soneca”;

–         Não comece o dia da pessoa com uma falação interminável. O cérebro começa o dia como carro a álcool no frio, bem devagar. Excesso de informação certamente deixará a pessoa atordoada. Espere ela lembrar quem é, onde está, o que faz na Terra…;

–         E essencialmente, faça o que fizer, aja sempre com delicadeza.

Mictório

Posted in Viagens with tags , on 24/02/2011 by Kilminster

Sempre considerei que a grande vantagem de ter nascido do sexo masculino, é a incomparável e insubstituível faculdade de se fazer xixi em pé. Graças a esta sensacional possibilidade, nada é problema para nós, varões.

Podemos encarar com tranqüilidade os banheiros mais deploráveis deste mundo. Seja aquele boteco boca de porco da sua rua, o posto de gasolina da estradinha vicinal que liga Cabrobó da Serra a Itabiapoca do Sul, ou até mesmo em casos emergenciais extremos, uma árvore, aquele muro em uma ruazinha escura e outros menos recomendáveis.

Porém, esta vantagem trouxe alguns desconfortos, afinal de contas estava bom demais para ser verdade.

Visando facilitar a execução de tal atividade, foi criado o mictório, que nada mais é do que uma espécie de vaso sanitário que fica na parede, muito mais adequado à anatomia de quem faz xixi em pé do que o vaso tradicional.

Porém há sempre um porém. Os mictórios são utilizados essencialmente em banheiros públicos e é justamente no conceito de público que reside o problema.

Nos shoppings e em alguns restaurantes, beleza, há mictórios individuais com aquelas divisórias de granito, e em alguns casos, até uma pequena plataforma para o usuário apoiar objetos e ter as mãos livres para melhor desempenhar.

Já em estabelecimentos menos requintados, a coisa vai decaíndo. Nos bares da noite paulistana, geralmente temos dois ou mais mictórios alinhados sem qualquer divisória, ou até um único mictório, mais parecido com um cocho, com um metro ou mais de comprimento, sem delimitar exatamente quantas pessoas podem utilizá-lo ao mesmo tempo!!!

Imagine que alegria, dois, três, quatro ou mais cidadãos querendo despejar ao mesmo tempo a cerveja acumulada? Todos alinhados ombro a ombro? Eeeeeeeca!

E nos estádios de futebol então? Onde todos usam os parcos 15 minutos de intervalo para isso? Uma maravilha!!!

Mas ainda assim é melhor do que se tivéssemos que sentar.

Se fosse limpinho assim tava bom!

Por Um BBB Emocionante de Verdade

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags , , on 18/02/2011 by Kilminster

Há tempos eu escrevi aqui um texto com sugestões para dar emoção ao famigerado Big Brother. Eram pequenas idéias para fazer com que os participantes saíssem de sua acomodação e fizessem alguma coisa que valesse a pena assistir.

Mas agora me ocorreu outra idéia, pra ser emocionante de verdade, o BBB precisa de gente com personalidade forte e decidida a vencer. Isso para que os conflitos apareçam e rolem as famosas picuinhas que o público adora!

Sendo assim, pra ser legal de verdade, o BBB deveria ter a participação das pessoas com as personalidades mais fortes no mundo todo!

Imagine uma edição com Hosni Mubarak, Muamar Kadafi, Evo Morales, Hugo Chavez, Mahmoud Ahmadinejad, Kim Jong-il, Wen Jiabao, Osama Bin Laden, Benjamin Netanyahu, Nicolas Sarkozy, Silvio Berlusconi,  e é claro, Barack Obama, (pena que mataram o Saddam).

Se isso acontecesse, eu pagaria o pay-per-view com gosto! Imagine ver todos esses figurões, todos petulantes até o osso, cheios de si, de glória e de poder, confinados em uma casa, sem seus respectivos exércitos, milícias, guardas-costas… Só os figurões, cada um por si para conseguirem convencer o público de que merecem permanecer na casa! O paredão poderia ser até literal, né não?

Imagine todos os conchavos, articulações e panelinhas por eles?

–         Kin Jong-il provavelmente ficaria trancado no quarto o tempo todo e não deixaria ninguém entrar;

–         Sarkozy ia se aliar ao Berlusconi, apesar dos comentários sobre a Carla Bruni;

–         Netanyahu não ia desgrudar do Obama, que por sua vez ia tentar convencer os europeus a oferecerem alguma vantagem aos latinos para tentarem eliminar os árabes;

–         Mubarak tentaria convencer os árabes que o Obama é gente boa;

–         Chavez, ao ser eliminado no paredão, proporia um plebiscito na casa para que ele pudesse ficar;

–         Bin Laden ia serrar as pernas da cama do Obama;

–         Evo e o Chavez lamentariam a ausência de Fidel;

–         Ahmadinejad proporia, na falta da Carla Bruni, o apedrejamento do Sarkozy;

–         Jiabao tomaria a comida do Kim Jong-il e venderia ao Obama e os europeus a preços inferiores ao do mercado;

–         Depois de causar no começo do programa, Kadafi ia ficar quietinho para não ser indicado ao paredão;

–         Berlusconi pediria para sair por não ter ninguém para levar para baixo do edredom.

Divagando

Posted in Viagens on 18/02/2011 by Kilminster

Não me considerava cristão, mas a obscuridade e o silêncio da igreja consoavam com minha alma.

Entrei e sentei de frente para o altar em um banco rude, na verdade, um mero tronco de árvore escorado onde os lordes cristãos se sentavam durante os sermões. Poder sentar na igreja era uma distinção.

Lá, fiquei olhando para a imagem bizarra daquele homem esquálido e barbado pregado em uma cruz de madeira, reinando sobre os cristãos com sua coroa de espinhos. Nunca fui capaz de compreender essa piedade e essa resignação na aceitação de desgraças. Na minha cabeça de guerreiro, morrer bem significava morrer com a espada nas mãos e, se possível, carregando o inimigo junto. Deixar-se matar não me parecia ato dos mais heróicos e muito menos um gesto capaz de salvar a humanidade.

Mas a igreja era o único lugar silencioso daquela cidade que tinha o inimigo cercando seus muros já há tempos. Eu, na qualidade de dux bellarum, o chefe de armas, o lorde nomeado para defender aquele posto, tinha que cumprir minha missão. Tinha que pensar e me decidir sobre o que fazer.

Os suprimentos ainda não davam sinais de acabar, e tínhamos um poço dentro dos muros. Naquelas condições poderíamos sustentar a posição por muito tempo. Por outro lado, a doença começava a fazer suas vítimas e a população começava a se inquietar com as mortes de seus parentes.

Meus homens, em número muito menor que os inimigos, pareciam entediados com os turnos de vigilância nas torres e com as pequenas missões de espionagem para as quais saiam da murada.

Cabe a mim decidir. O que fazer? Sustentar a fortificação e manter o posto ou sair e expulsar o inimigo? Não é nada fácil escolher.

Ficar aqui dentro significa uma longa resistência, tediosa e parada, salvo por pequenas e inconclusivas escaramuças. Sem poderem sair para suas terras, os refugiados passarão a ser um incômodo, sempre insatisfeitos com suas acomodações, com sua ração diária e relutantes em tomarem parte nos combates. Os soldados em suas horas de folga, certamente e constantemente se envolverão em brigas, jogatinas e problemas com mulheres alheias. A nobreza e os padres reclamarão do mal cheiro e da superlotação das ruas. Enfim, toda a tensão cairá sobre minhas costas.

Sair para a luta significa abrir as portas para a incerteza, enfrentar um adversário mais forte e talvez perder a cidade o que implicaria na perda de um ponto estratégico de nossas defesas, provisões, ouro, prata e em ver nossas mulheres e filhos escravizados e todos os demais mortos. Significa falhar na missão que o Rei me exigiu.

Era por isso que eu estava sentado olhando para o curioso deus pregado na cruz e seu olhar de tristeza e piedade. Pensava qual o conforto ele poderia me dar.

Na verdade, o que pesava sobre minha alma era a dúvida. Houvesse alguma certeza em meu coração, eu não hesitaria em cruzar os portões da cidade em direção ao sangue, à morte e à gloria.

Qual o preço? Qual o preço a ser pago por tamanha ousadia? Qual o preço da glória? Que glória é essa? Quem dirá? Quem poderá saber?

Esperando a Sexta

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 11/02/2011 by Kilminster

Alegria de pobre é esperar a sexta-feira. Nem bem a semana começa e a gente já está em contagem regressiva para o próximo fim de semana.

Segunda é aquela desgraça, terça mais ou menos, na quarta tem jogo na TV, quinta é quase sexta e aí, maravilha! O fim de semana chegou.

É um ótimo jeito de envelhecer mais rápido, né? Mas é exatamente isso que a gente faz, passa os dias esperando a sexta.

O sábado e o domingo até às 18:00 são ótimos, mas nada se compara à incrível sensação de sair do trabalho na sexta-feira e saber que não vai ter que voltar no dia seguinte.

A coisa é tão forte, que muitas vezes, em vez de se desvencilhar dos colegas de trabalho e ir logo pra casa, a gente dá aquela esticada e vai tomar um chope ou coisa assim. Afinal, o dia seguinte será só para relaxar.

Até os ingleses do Cure reconhecem a poesia das sextas, como consta na chatinha Friday I’m In Love.

Toda sexta-feira é uma alegria, mas é meio triste pensar que passamos cinco dias com a vida suspensa, esperando o fim de semana.

Porém, triste mesmo é quem trabalha por plantões e não pode desfrutar do ‘desligamento automático de sistema’ que ocorre no cérebro proletário quando o dia mais esperado chega.

De qualquer modo, hoje é sexta! Bottoms Up!!!

Simidão

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares on 08/02/2011 by Kilminster

Simidão é um modo de vida. É um estilo adotado muitas pessoas e muito mais difundido do que podemos imaginar.

Viver de simidão sai bastante em conta nos dias de hoje, mas por outro lado, não permite muitas escolhas e nem prazos definidos. O simidão é um estilo de vida cheio de surpresas e emoções.

O simidão serve para tudo, afinal de contas, não há o que não se possa conseguir desta forma, por outro lado não há garantia de que se vá conseguir mesmo a mais simples das coisas.

Para viver de simidão, você deve ser um abnegado, com baixíssimo ou nenhum grau de ambição, deve entender que as coisas podem ou não surgir na sua vida. Portanto é necessária uma boa dose de auto-comiseração.

Vivendo de simidão, você também não pode recusar ofertas, sejam elas quais forem, pois se o objeto em questão não lhe serve, talvez seja útil para barganhar com outros simidões.

E como “simidão eu tenho, se não me dão, não tenho”, este estilo de vida pode trazer algumas  privações, mas está aí e pode ser seguido por quem quiser.