Arquivo para janeiro, 2011

O Herói do Pop

Posted in Sons, Viagens with tags , , on 28/01/2011 by Kilminster

Massacrado pela crítica, odiado por grande parte público, mas amado por uma legião de seguidores, Humberto Gessinger é um herói do pop. Isso porque ele é capaz de coisas que ninguém mais se atreveu a ousar! E quem faz essas coisas do modo que faz o Humbertão, só pode ser um herói.

 Mas o que fez este filósofo dos pampas para ser assim considerado?

 –         Ele teve a cara de pau de lançar duas vezes a mesma música com letras diferentes e ainda assim conseguir entrar nas paradas de sucesso com as duas. (O Papa é Pop e Perfeita Simetria);

–         Não contente, lançava coisas como “O Exército de um Homem Só” e “O Exército de um Homem Só II”;

–         Teve peito de gravar em seus discos partes de teclado com os sons padrão daqueles tecladinhos CASIO de brinquedo populares nos anos 80;

–         Se deu o direito de Caetanear à vontade, sem medo de ser feliz, (Ela pára e fica ali parada. Olha-se para nada (paraná). Fica parecida (paraguaia), Pára-raios em dia de sol. Para mim prenda minha parabólica. Princesinha parabólica);

–         Lançou os clipes mais ridículos possíveis sem perder a pose;

–         Sacudia as madeixas loiras como em um comercial de xampu;

–         Foi profético ao dizer “A juventude é uma banda, em uma propaganda de refrigerantes”, antecipando o Jota Quest na propaganda da Fanta, anos depois;

–         Abriu shows para o Nirvana tocando baladas fofas;

–         Grunhia agudos esganiçados e insuportáveis como se fossem um “dó de peito” de Caruso;

–         Era capaz de versos como “Ana, seus lábios são Labirintos. Ana, que atraem os meus instintos mais sacanas”;

–         Ou “Na boca em vez de um beijo um chiclet de menta e a sombra do sorriso que eu deixei… Numa das curvas da highway”;

–         Fez um cover picareta de uma versão insuportável de uma música italiana horrível, com cinco minutos ininterruptos de “tá-tá-tá-tá-tá” e conseguiu atingir o topo das paradas;

–         Conseguiu virar item obrigatório no repertório dos músicos de barzinho.

Ah, o glorioso Humbertão!

Metrô Com Ar Condicionado

Posted in Olhares, Viagens with tags on 27/01/2011 by Kilminster

Olha só como uma pequena intervenção já pode fazer com que alguma coisa dê um salto de qualidade enorme!

Eis que para diante de você um enorme e lotado trem do metrô, mas não aqueles quadradinhos de cara azul que você está acostumado, mas um novo, com linhas mais arrojadas, todo verde água por dentro e fazendo um barulho bem maior que o outro.

Já preparado para o aperto e o calor insuportável, vem a surpresa: tem ar condicionado!

Parece uma bobagem, mas não é! O ar fica melhor, os odores mais contidos, as pessoas mais calmas, você que vem do calor da rua pára de suar… Um conforto daqueles que após experimentado, não mais podemos abrir mão. Até mais silencioso o vagão dá ares de ficar!

Aí você nem se incomoda tanto se ele está lento, se pára entre uma estação e outra, se a parada é mais demorada, e até se entram mais pessoas.

Tudo porque o fator “calor humano” está menor…

Agora, além de expandir para todos os trens, essa idéia poderia ser levada aos ônibus, não?

 

Esse é o bão.

A Eterna Estupidez Humana

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares, Uncategorized with tags , , on 26/01/2011 by Kilminster

Como é possível que depois desses anos todos, depois de tudo que a humanidade já passou, depois de todos os horrores observados por conta dessas coisas, em vez de dar um passo à frente, os seres humanos em sua eterna vocação para a imbecilidade resolvem regredir.

Em vez de se voltarem para a compreensão, o entendimento e a aceitação do outro, pipocam seitas que se dizem cristãs, mas que no fundo esquecem do preceito mor da filosofia cristã que é o amor ao próximo e à caridade.

Juntam-se a outros fanáticos, já enraizados pelos séculos de cegueira e louvam a deus aos berros, com lágrimas e surtos diversos, declaram amor incondicional ao senhor e se esquecem de perdoar, de entender e de amar aquele que está ao lado.

Em vez de olharem para o futuro, dão a impressão de sentirem saudades da inquisição, tamanho o ódio com que olham para aqueles que não lhes são iguais. Pode apostar que se tivessem poderes para tal, queimariam bruxas e hereges em praça pública.

Em vez da liberdade e da consciência, preferem uma infinidade de regras que lhes restringe a felicidade e a capacidade de escolherem que rumo darem às suas vidas. Abrem mão de pensar.

Tão cristãos que são, seriam bem capazes de queimar Cristo como herege caso este retornasse a Terra e lhes surgisse à frente.

O Leitor de Manchetes

Posted in Momento Sr. Saraiva, Olhares with tags , , on 21/01/2011 by Kilminster

O leitor de manchetes é uma figura muito comum em nosso mundo, você com certeza conhece mais de um. Seja no trabalho, na faculdade, na escola ou até mesmo em casa. Eles estão por toda parte.

Sempre existiram, mas hoje, com a internet, eles se proliferam cada vez mais rápido, com mais intensidade e estão cada vez mais impetuosos!

O leitor de manchetes é aquele cara abre um portal da internet, lê todas as manchetes, nenhuma matéria e sai cheio de sabedoria. Critica todos os filmes, mesmo os que não assistiu, entende tudo de política externa, sabe tudo das novidades musicais que não ouviu e desce a lenha em livros que não leu.

O leitor de manchetes argumenta com veemência e defende enfaticamente seus pontos de vista, geralmente repetindo a mesma coisa, porque afinal de contas ele leu só as manchetes.

Com uma cultura da profundidade de um pires, ele sabe de tudo e não conhece nada, fala sobre qualquer assunto apoiado no senso comum e principalmente, jamais perde a pose.

Se ainda não teve, você logo terá sua paciência esgotada por um leitor de manchetes.

Por Que os Homens Assistem às Mesas Redondas

Posted in Esportes, Viagens with tags , on 20/01/2011 by Kilminster

O inefável programa de domingo à noite… Acabou tudo, já está todo mundo em casa, a janta já rolou e então, antes de dormir, só restam os programas de mesa redonda comentando as rodadas dos campeonatos de futebol.

Mas qual é o grande mistério por trás destes programas? O que faz com que os homens fiquem vendo centenas de vezes o mesmo lance e discutindo por quarenta minutos se foi ou não foi impedimento?

A resposta é que futebol é um assunto impregnado no DNA do brasileiro. Todo menino sonha ser jogador de futebol, e conforme vai crescendo, passa a crer que entende do assunto, (o que pode ser verdade, em maior ou menor grau).

Então, todo brasileiro fã de futebol tem a plena convicção de que poderia estar ali no lugar dos comentaristas esportivos.

Aí, quando um dito profissional do ramo corrobora a opinião do espectador, ele se sente feliz. Quando o comentarista tem outra opinião, o cara se sente no direito de discordar. E aquele menino que um dia sonhou ser jogador de futebol e não conseguiu, agora sonha que pode ser comentarista.

Considerando que o que vem em seguida é a segunda-feira, brincar de comentarista é só um jeito de engolir melhor o amargo da vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No pique! No pique!

O Tempo do Rock

Posted in Sons with tags , , , on 18/01/2011 by Kilminster

Qual é o tempo do rock? O que define o que é novo, o que é velho, o que é moderno, o que é antigo?

O rock, meu amigo, é atemporal. No rock, qualidade soma, não substitui. Uma nova banda boa entra para o clube dos clássicos quando sobrevive ao teste do tempo, não toma o lugar dos que lá estão.

No rock não existe novo, velho, moderno ou antigo. No rock só existe bom e ruim.

Um pequeno exemplo é o altamente recomendável filme “It Might Get Loud” estrelado por Jimmy Page, do Led Zeppelin, The Edge, do U2 e Jack White, do White Stripes. No filme, os três falam de suas experiências com a guitarra, o que os fez entrar na música e o que buscam com ela.

Duas coisas chamam muito a atenção no filme, a primeira é como Page se sobrepõe naturalmente aos outros. Preste atenção na cara dos outros dois enquanto ele toca o riff de Whole Lotta Love.

A outra, é Jack White dizendo que não importa o que ele faça com a música, na verdade ele está buscando o som de um velho disco de blues em que o músico canta acompanhando-se apenas por palmas.

Ou seja, a grandiosidade de Page nos anos 60/70 ainda faz sombra sobre o rock atual, e White, um dos líderes mais inquietos da nova geração do rock, está na verdade tentando chegar na essência do blues mais primário.

O que isso na verdade quer dizer? Que não há na verdade a menor necessidade de uma busca alucinada pelo novo no rock. O novo vem sozinho. E o rock não precisa ser salvo, ele vai muito bem, obrigado. Resiste há anos às mais diversas modinhas. Ele se reinventa e se recicla o tempo todo.

Salvadores do rock, picaretas e revisionistas aparecem aos montes e ficam pelo caminho. No final das contas o que permanece é o que realmente tem valor.

O tempo do rock é agora, desde 1955, e não tem previsão de passar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Modernos? Antigos? Não, apenas bons…

Esteja Lá!!!

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags , on 18/01/2011 by Kilminster