Arquivo para novembro, 2010

Como foi o show?

Posted in Sons, Tem Que Ouvir with tags on 24/11/2010 by Kilminster

Como avaliar o show de um cara que definiu a cara do rock and roll e de boa parte da música pop a partir da segunda metade do século XX?

Que após praticamente 50 anos de carreira ainda consegue lançar coisas relevantes?

Que não tem medo de fazer um show para agradar o público que pagou para vê-lo, afinal de contas não precisa provar mais nada para ninguém?

Que tem a noção exata de sua importância?

Que tem suas músicas gravadas no DNA das pessoas, sendo capaz de despertar sentimentos em quem quer que seja?

Que mesmo sendo um bilionário aos 68 anos, faz um show de três horas sem sequer tomar um copinho d’água?        

Que aos 68 anos ainda consegue cantar suas músicas no tom original e com toda a energia?

Que atravessa gerações sem perder força?

Melhor apenas guardar as lembranças.

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O que pode ser mais chato que…

Posted in Momento Sr. Saraiva, Viagens with tags on 17/11/2010 by Kilminster

–          Alarmes do tipo Car System;

–          Trabalhar na emenda do feriado;

–          Pronunciamento do presidente em rede nacional;

–          O Faustão;

–          Cursos para padrinhos de batizados;

–          Disco do Osvaldo Montenegro, (ou Fagner, ou Guilherme Arantes, ou Benito di Paula);

–          Comerciais de lojas de departamentos;

–          Filmes da Julia Roberts, (ou Meg Ryan, ou Ben Affleck, ou Adam Sandler);

–          Seriados de escritório;

–          Apresentações em Power Point;

–          Transmissões do carnaval da Bahia, (ou São Paulo, ou Rio de Janeiro, ou o Boi de Parintins);

–          Programas de política, negócios e finanças no domingo à noite;

–          Palestras motivacionais;

–          Gente ouvindo música no metrô sem fone de ouvido.

Filme Ruim, Filme Bom.

Posted in Olhares with tags on 12/11/2010 by Kilminster

Cinema, assim como tudo na vida, é uma questão de gosto. Impossível encontrar um consenso quando tratamos da sétima arte. Além da clássica desavença entre casais na hora de escolher enter comédia romântica e filme de ação, há a não menos clássica divisão entre público e crítica.

A crítica cinematográfica tende a se diferenciar como elite e deita elogios infindáveis àqueles filmes chatíssimos, herméticos, em que nada acontece só porque o diretor usou uma lente tal que captou a luz do modo y e a atriz principal conseguiu permanecer com cara de “madalena arrependida’ por três horas. Do outro lado, desce a lenha sem dó nos filmes ágeis de edição rápida, com personagens dinâmicos feitos para puro entretenimento.

Na verdade, filme bom é aquele que a gente gosta. Não importa o que diz a crítica, o que a Academia premia ou quem levou a Palma de Ouro. E tem mais, há filmes que são bons para determinados momentos.

Imagine você, com seus 14, 15 anos de idade, juntar seus amigos depois da escola, comprar guaraná para batizar com pinga e toneladas de pipoca e inicar uma sessão com “Ammarcord” de Felini. Genial não? Antes do primeiro minuto, mais da metade da galera já estaria fazendo outra coisa. Mas se fosse qualquer “Exterminador do Futuro” todos estariam vibrando.

Agora, assistir “O Grande Dragão Branco” com o glorioso Van Damme, com a namorada pode ser contraproducente, melhor seria “As Pontes de Madison” ou “Cidade dos Anjos”.

E me diga, tirando a cena dos trogloditas, quem é que já conseguiu assistir “2001” de Stanley Kubric? De verdade, você conseguiu aturar os longos minutos de telas coloridas e sem trilha sonora sem dormir?

Então fica a pergunta: O que é um filme bom?

Respondo: Depende, às vezes é Goddard, às vezes qualquer Sessão da Tarde serve.

Sabbath Bloody Sabbath

Posted in Tem Que Ouvir on 10/11/2010 by Kilminster

Um disco no mínimo diferente. Era um momento em que o Black Sabbath passava a experimentar com outros sons, flertando com o progressivo, tão em voga naquele 1974 assim como com as raízes blueseiras do seminal Earth, (como a banda se chamava antes de adotar sua temática sombria). Foi também a primeira vez em que o Sabbath conseguiu arrancar elogios da crítica.

Ozzy Osbourne vivia o seu auge como vocalista, entregando melodias afiadas e interessantes, com muitas dobras e harmonias. Suas intervenções durante os improvisos do final de Sabbra Caddabra chegam a antecipar o que seriam os scratches de DJs que surgiriam com tanta força na década seguinte.

Tony Iommi despejava seus riffs em profusão, e Geezer Butler estava solto, enriquecendo as músicas com frases fantásticas, além de manter a cozinha sólida como uma rocha com Bill Ward. Além disso, arranjos de cordas, pianos, moogs, hammonds, sintetizadores e Spock Wall, ou Rick Wakeman, para os íntimos, trazendo uma cor completamente nova à sonoridade do grupo de Birmingham.

Um disco obrigatório e uma das capas mais legais de todos os tempos.

Destaques: A faixa título, Sabbra Cadabra e National Acrobat.