Voltando das Férias

Quando é que a legislação vai determinar que a volta das férias deve ser feita em doses homeopáticas, hein? Porque sinceramente, sair do estado de felicidade geral que as merecidas férias proporcionam direto para a loucura do trabalho não dá.

Devia ter alguma coisa, sei lá, uma espécie de quarentena, tipo a gente ficar apartado da equipe realizando pequenas tarefas sem tanta importância por alguns dias antes de sermos recolocados no convívio com a maluquice habitual da empresa.

Ou quem sabe a primeira semana ser de trabalho em progressão gradual de horas. Duas horas na segunda, três na terça, quatro na quarta, e assim sucessivamente até atingir as oito horas.

Dizem que o corpo humano leva mais ou menos 15 dias para se adaptar a uma rotina, então os primeiros dias de férias servem para o cidadão se adaptar ao descanso.

Sugiro então que nos dias que antecedem as férias o procedimento acima seja realizado ao inverso, reduzindo a jornada aos poucos até que o dia das tão esperadas férias cheguem.

Mas a volta é que é o problema. Você chega em clima de paz e amor e todos os seus colegas estão acelerados. Você entrega um chaveirinho de berimbau para seu chefe e ganha uma pilha de papel para ser analisado. Não há quem consiga lidar com isso de forma não traumática.

E a perguntinha “Descansou?” seguida por “Ótimo, porque aqui o negócio está pegando fogo”.

Aí lá vai você trabalhar mais onze meses para poder fazer alguma coisa legal nas férais.

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