Arquivo para julho, 2010

Deixa Rolar!

Posted in Viagens on 22/07/2010 by Kilminster

Sabe o que enche o saco? É essa coisa de dogma, de que tudo tem que ser assim porque assim é.

A Terra gira, os rios fluem, o vento sopra e tira tudo do lugar. Não entendo porque então as coisas tem que ficar para sempre nos mesmos lugares dentro de nossas cabeças.

Se apegar a dogmas e escolher viver preso, sem dar chance a surpresas. Ok, estas podem ser boas ou ruins, mas como saber de antemão? É só deixando o universo te mostrar caminhos que vamos poder seguir.

Um novo som, uma nova língua, um novo sabor, ou uma nova opinião sobre o mesmo assunto. E daí? Deixa rolar…

Ser dogmático é viver numa zona de conforto besta e sem graça, muitas vezes condenado a uma realidade da qual não gostamos.

Só tirando a venda dos olhos é que vamos poder ver alguma coisa mais interessante, ou mesmo entender que o que tínhamos anteriormente era melhor.

Procure a dúvida, as perguntas, o movimento!

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BLOG EM FÉRIAS

Posted in Viagens on 13/07/2010 by Kilminster

Do not disturb!

Filosofando

Posted in Viagens on 12/07/2010 by Kilminster

Aí um dia eu aprendi que não era invencível. Uma coisa que deveria parecer óbvia, mas que talvez nunca tivesse sido objeto de real questionamento. Foi apenas uma constatação que se apresentou inefável e em letras garrafais em um outdoor brilhante.

Ao contrário do que possa parecer, tal descoberta proporcionou uma libertação. Deixou clara a noção de que a perfeição é absolutamente inatingível e que por vezes há que se admitir que as circunstâncias superam o limite da racionalidade e que a aceitação da derrota pode ser uma vitória por si só.

Desde então ficou mais fácil deixar as coisas fluírem e aceitar que às vezes ficamos com mais perguntas do que respostas. As respostas talvez estejam em outra época, outro lugar, quem vai saber? Até lá, vale não sofrer por não saber responder. Vale entender que a indefinição talvez seja só a falibilidade no olhar.

Sobre o Dunga e tal…

Posted in Esportes, Olhares with tags , , , on 01/07/2010 by Kilminster

Eu estava com muito pé atrás para torcer pela Seleção Brasileira nesta Copa. Não por nada, mas por não querer ver consagrado um técnico como o Dunga.

Dunga possui resultados incontestáveis à frente da equipe do Brasil, mas conseguiu isto fazendo com que o time brasileiro jogasse como se fosse a Alemanha. Muita força, aplicação tática, marcação e velocidade, mas sem ginga, sem criatividade nem aquela alegria tão característica do futebol brasileiro.

Ele gosta muito de dizer que o futebol se mede por resultados e que espetáculo não ganha jogo, no que ele tem razão, mas por outro lado, algumas seleções que encantaram o mundo, como a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e o Brasil de 1982 são lembradas até hoje pelo futebol que jogavam, ainda que isto não tenha se traduzido em títulos.

É aí que reside o “X” da questão. O valor que os times de Puskas, Cruyff e Falcão possuem, extrapola a necessidade de números para lhes dar legitimidade. O grande valor destas equipes é intangível. Não pode ser medido em qualquer unidade de medida. Estes times são reconhecidos por aquilo que eram, não pelo que conquistaram.

Aí, voltando à questão inicial, reparei que a Seleção Brasileira tem um retrospecto interessante no que se refere a consagrar técnicos medíocres. Foi assim com Zagallo em 1970 e Parreira em 1994. No time de 1970, se tivessem levado um bonecão de posto como técnico, o time teria sido campeão do mesmo jeito. Em 1994, a incompetência alheia se encarregou de facilitar a vida do Pé-de-Uva, (sem falar no estranhíssimo episódio do doping do Maradona).

Sendo assim, Dunga conta com este retrospecto a seu favor e pode muito bem se sagrar campeão. Então que seja!