Arquivo para maio, 2010

Posted in Sons on 29/05/2010 by Kilminster

♫You can talk to me… You can talk to me…

You can talk to me… If you’re lonely you can talk to me.♪

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Rúmal Équisa!

Posted in Esportes on 22/05/2010 by Kilminster

E lá vamos nós de novo torcer para o Brasil.

Ainda que uma convocação pífia e sem graça tenha sido feita pelo nosso digníssimo técnico, quando a bola rola, não tem jeito. Por mais que racionalmente decidamos torcer para uma seleção que jogue um futebol mais vistoso, quando a amarelinha está em campo não tem jeito.

Mas sinceramente penso que para ser escolhido como técnico da Seleção Brasileira, o cara tem que ser primeiramente, extremamente teimoso. Em segundo lugar, gostar de jogadores desconhecidos, (alguém pode me dizer quem é Michel Bastos). E por fim ter verdadeiro pavor de jogadores talentosos.

Em 1994 o São Paulo tinha um meio de campo fantástico, composto por dois meias inteligentíssimos e talentosos, Raí e Palhinha. O então técnico Parreira jamais deixou que os dois jogassem juntos, sempre substituindo um pelo outro. No fim das contas, Raí que comandava o avassalador Tricolor do início dos 1990 e que levou o Paris Saint-Germain a seus dias de glória, não conseguiu brilhar e foi preterido pelo que ficou conhecido como “Zinho Enceradeira”, que jogava como auxiliar de lateral esquerdo.

Em 1998, com o técnico Zagallo, tivemos o goleiro Taffarel, que embora tenha feito a diferença nos pênaltis, deu uma emoção ímpar às partidas com saídas de gol bisonhas e complicando defesas fáceis. Os então jovens Marcos e Rogério Ceni estavam em muito melhor forma e sequer foram convocados. O time, com grande potencial ofensivo com Ronaldo, Rivaldo, Denílson, Edmundo e Bebeto, jogava um futebol muito mais preocupado em não levar gols e tinha a cara de Dunga, (olha ele aí) e Emerson, os volantes pesadões e sem talento. Tivemos que engolir o Zagallo e os três gols da França em um dos jogos mais estranhos da história.

Em 2002 Felipão foi coerente e seu único ato de teimosia foi muito bem fundamentado, largou o queridinho da imprensa Romário e apostou as fichas no vilão de 1998 Ronaldo. Dois acertos, isso porque Ronaldo se recuperou brilhantemente de suas contusões e brilhou na Copa e de quebra ao não levar Romário, evitou ter que armar o time em função dele e apostou no grupo como um todo, levando Ronaldinho Gaúcho em plena ascensão e Kaká, muito jovem ainda, apenas para sentir o clima de um mundial.

Em 2006 Parreira de novo. Um monte de estrelas que jamais chegou a ser um time. Um Ronaldo com mais uma cirurgia no joelho e muitos quilos a mais. Ronaldinho Gaúcho jogando recuado e com obrigações defensivas, assim como Kaká. Um Roberto Carlos já sentado encima da fama e com sua tradicional limitação futebolístico/intelectual. O cara corre e chuta e só. Pensar jamais. Resultado? Outra vez perder da França sem jogar nada!

Agora, Dunga vai para a África do Sul com um bando de volantes toscos e jogadores desconhecidos. Deixa para trás qualquer traço de talento no time em prol de jogadores que não contestarão suas decisões e nem causarão qualquer polêmica. O jovem gênio do futebol Paulo Henrique Ganso é quase um palavrão na boca de Dunga, mas me explique, por que ele não pode ficar pelo menos na reserva, no lugar do Michel Bastos, (quem?). Muito embora a defesa seja um acerto, assim como Daniel Alves na lateral ou meia e Luís Fabiano no ataque, Kaká não tem um reserva e nem alguém para aliviar a marcação. Se sair perdendo e precisar virar um jogo, Dunga terá que optar entre Júlio Batista e Elano!

Enfim, mais uma vez vamos ter que aturar um time chato, burocrático, sem graça, mais parecido com a seleção da Alemanha do que com o Brasil. E se for campeão então… vamos ter que engolir um técnico mediano posando de dono da razão.

Mas vamos torcer, né? Afinal é o Brasil.

Adeus ao mestre…

Posted in Sons on 17/05/2010 by Kilminster

A Chave

Posted in Viagens on 12/05/2010 by Kilminster

Toda porta tem sua chave. Ainda que seu paradeiro seja secreto, há sempre uma possibilidade, sempre há uma esperança. Nada permanece trancado para sempre. Um dia alguém encontra as chaves e descobre o que há do outro lado. Às vezes se surpreende, às vezes se decepciona, ou até, encontra nada mais do que já esperava. A curiosidade, porém por ver a porta trancada é insuportável. Por vezes, nem sequer o buraco da fechadura deixa transparecer um pequeno relance do que se passa no interior. Daí o impulso pela descoberta.
Derrubar a porta à força pode destruir o cenário do outro lado, ou espantar as criaturas que vivem atrás dela, não é prudente fazer isso. Por isso a grande mola mestra da existência é a busca por chaves que nos permitam abrir as portas. Quisera ter a chave mestra que permitiria saber de tudo, conhecer todos os lugares e todos os encantos do mundo, mas esta não existe. Assim, cada um segue sua estrada atrás de suas chaves ou de suas portas.
Há também os que trancam a si mesmos e esperam que alguém, como que por mágica, os descubra ali dentro no escuro e os livrem do sofrimento que escolheram por sua própria vontade. São aqueles que se recusam a abrir portas das quais têm as chaves. Recusam-se até a admitir que possuem estas chaves. Mais triste ainda quando abrem a porta, conseguem ver o mundo e preferem voltar para dentro por medo de terem que ser pessoas reais. O mundo dos sonhos traz muitos confortos, porém todos se vão ao acordar e restará somente a escuridão, a porta e a chave.
Toda porta tem sua chave. Cabe a cada um saber qual a sua porta, onde está a chave e especialmente qual a hora de abrir. E uma vez aberta a porta, saber reconhecer se a nova sala é aquela onde se deve ficar, simplesmente passar ou se não se deve sequer entrar.

Originalmente publicado aqui em 28/03/2008.

Inspiração x Transpiração

Posted in Olhares, Viagens with tags , on 01/05/2010 by Kilminster

Para escrever, tem que saber sobre o que escrever e trabalhar encima. Ou seja, temos que ter a inspiração para o tema e a transpiração para desenvolve-lo.

A inspiração pode surgir nos momentos mais inusitados da nossa existência, durante um sonho, pouco antes de pegarmos no sono, na hora do almoço, no banho, na caminhada até o trabalho, no busão, no metrô… enfim em qualquer lugar mesmo. E ela vem como um raio, você está ali, meio que sem saber direito o que está fazendo e ela baixa. Eureka! Sabemos sobre o que queremos escrever.

Aí vem a parte dois em que tentamos fazer aquela idéia legal que tivemos virar um texto capaz de prender a atenção de quem quer que seja. Essa parte demanda transpiração, tempo, esforço, leitura, releitura, borrões, tem que apagar, reescrever, apagar de novo, escrever de novo, voltar a primeira idéia, buscar palavras para não ficar repetitivo, ter início, meio e fim.

Isso não é nada fácil. A o contrário da inspiração que vem a qualquer hora e momento, a transpiração precisa ser planejada. Tem que ter pelo menos hora pra começar. Tem que ter um lugar onde se possa pensar e trabalhar, tem que ter um tanto de silêncio e se possível, não ter hora certa para acabar, para poder se desenvolver à vontade, sem pressa e sem pressão.

E quem consegue isso na sociedade em que vivemos? Me diga? Aí as coisas acabam sendo feitas aos pouquinhos, sem muita concentração e eis que ótimas idéias acabam descendo pelo ralo e às vezes ficando só no esboço. Uma pena.

Ser humano precisa de tempo para pensar, refletir, se expressar, reavaliar as coisas, ter como olhar para si mesmo e para as coisas ao redor.

Maaas, como sempre tem um maaaas, quem tem tempo para ficar pensando em um monte de coisas, sempre acaba chegando a conclusões e tais conclusões podem não ser as conclusões que querem que cheguemos, por isso, o mundo moderno nos rouba o tempo, para que não descubramos como sair dessa loucura. Nos fazem transpirar por outras coisas.

Ainda que nos venha a inspiração, não poderemos usar a transpiração.