Arquivo para novembro, 2009

Quanto tempo tem o tempo?

Posted in Viagens with tags , on 27/11/2009 by Kilminster

O tempo às sextas-feiras parece um elástico, dessas argolinhas que a gente usa no escritório. Quando a gente acha que já passou, ele se estica e nos obriga a ficar no trabalho.

Duvido que uma hora dura a mesma coisa na sexta do que dura no sábado. É a mesma coisa que o mês de férias. Ele dura muito menos que um mês de trabalho.

E quando você está fazendo aquela prova, vestibular, por exemplo. Você sabe que sabe as respostas, mas o relógio fica turbinado e você tem que correr com as coisas. Resultado, a gente acaba caindo em pegadinhas, cometendo erros de falta de atenção e outras coisas do tipo.

Por conta disso, ficamos naquela agonia, esperando a hora de ir embora e ela vai se afastando e muito provavelmente rindo da nossa cara. Isso não se faz. Ninguém merece esperar mais do que o normal pelo fim de semana.

Acho que o governo deveria instituir um órgão, tipo o Inmetro, para uniformizar a passagem do tempo e não permitir que ele seja mais lento quando estamos fazendo coisas que não queremos e tão rápido quando estamos nos divertindo.

Mais Mais

Posted in Sons with tags , , , , on 25/11/2009 by Kilminster

Qual a semelhança improvável entre o João Gilberto, o Sonic Youth, o Dream Theater e o Krisiun?

É simples, cada um dos supracitados tenta ser o “mais” alguma coisa. O mais sofisticado, o mais diferente, o mais virtuoso e o mais brutal. Todos eles se esforçam bastante em seus objetivos e por vezes pode-se dizer que atingem suas metas.

Porém todos eles se perdem em um momento crucial da coisa toda, eles se esquecem de serem legais. Sim, afinal de contas, estamos tratando de música aqui e música acima de tudo tem que ser legal. Pouco importa quantos acordes dissonantes você toca, se você usa afinações alternativas, se conhece mais escalas ou a quantos BPS você toca. Tudo isso é superado facilmente quando ouvimos o velho “one, two, three, four…” dos Ramones.

Não que a simplicidade seja a chave de tudo. Há muitas tentativas de sofisticação que soam bem legais, o Police por exemplo, ou os Beatles.  Assim como o virtuosismo do Jeff Beck, a velocidade do Megadeth e a esquisitice dos Mutantes. Destes, cada um a seu modo explorou determinadas características mas tendo sempre a música em primeiro plano.

É óbvio e ululante dizer que um Mi Maior do Malcom Young vale mais que todas as escalas juntas do John Petrucci. Mas por que? Porque o Mi Maior do Malcom vem cheio de sinceridade, sem ter que dar explicações, sem ar blasé e sem se preocupar com o mundo. Ele quer tocar o Mi Maior e toca sem medo de ser feliz. Não precisa de um E6/11+ só para não soar óbvio, nem que este Mi seja precedido por uma série de arpejos para parecer complexo, nem de microfonias para ser diferente, muito menos ser repetido 650 vezes em cada compasso para ser rápido.

No final o que ficam são as grandes músicas. O resto é igual a excesso de chantilly no bolo, vai ficar separadinho no prato. Duvida? Então tá: quem acha “All You Need is Love” uma música complexa? É melhor ouvir de novo para responder.

Slogans Realistas

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , , , on 24/11/2009 by Kilminster

“Beba Kaiser e entenda a dor de cabeça”.

 “Assine a Veja e se torne um idiota”.

 “McDonald’s. Escolha pelo número, porque o gosto é o mesmo”.

 “Carnê do Baú. Desperdice seu dinheiro com alegria”

 “Telefônica. Uma úlcera ou seu dinheiro de volta”.

 “Polishop. Produtos super úteis que você nunca vai usar”.

 “Coleção Roberto Shinyashiki. Aprenda como é fácil enriquecer um autor de livros de auto-ajuda”.

E depois ainda vêm falar…

Posted in Esportes with tags , , , , on 19/11/2009 by Kilminster

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2009-11-15_2009-11-21.html#2009_11-18_19_37_13-9991446-0

 http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2009/11/18/o-rigoroso-stjd/

 http://espnbrasil.terra.com.br/pvc/post/87569_A+ABSURDA+FALTA+DE+CRITERIO+DO+STJD

 http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/BENJA/

 

O Muro

Posted in Olhares with tags , , on 07/11/2009 by Kilminster

Hoje soa até meio absurdo, mas a gente abria o livro de geografia e lá estavam elas, duas Alemanhas. A Alemanha Ocidental, poderosa, desenvolvida e moderna e a Alemanha Oriental, desconhecida, austera, sisuda e perigosa.

A capital da Alemanha Oriental, Berlim, tinha cortando-lhe ao meio o símbolo da divisão que ocorria no mundo na época, o famigerado Muro de Berlim. Do lado Ocidental, era todo grafitado, colorido, do lado Oriental, cinza, gigante, opressor. Na verdade opressor para os dois lados. Era o traço mais concreto da “Cortina de Ferro”.

No imaginário ocidental, tudo que vinha do lado de lá do muro tinha uma aura poderosa e rígida. Pensávamos que lá, cada um tinha que saber muito bem o que fazer e como fazer e jamais sair um milímetro que fosse de seu caminho. Parecia que as pessoas de lá nem se divertiam. Estar do lado de lá era como ir para a diretoria da escola.

Morríamos de medo de que eles um dia viessem e nos dominassem. Morríamos de medo de perder nossa vida divertida e trocá-la pela coisa cinza, militarizada e séria demais. Mas eles vinham nas Olimpíadas e ganhavam tudo! Era assustador.

Aí quando todos tínhamos entendido bem o que estava do outro lado do muro e aprendido a teme-los a ponto de desgostar deles, o muro caiu. Foi uma festa na TV, todo mundo ia até lá com um martelinho para dar sua contribuição para o fim daquele monstro histórico.

E eles apareceram. Eram como os outros alemães e estavam muito felizes em poderem passar para o outro lado. Talvez os mais velhos nem tanto, mas a juventude estava encantada com a liberdade, dinheiro e o Mickey Mouse.

Foram realizados shows de rock, foram escritas músicas a respeito, todas exaltando a liberdade conquistada e nós respiramos aliviados de eles terem entrado em nosso mundo e não nós no deles.

Hoje, o que era uma realidade, parece até produto da nossa imaginação. Como assim duas Alemanhas? Alemanha é Alemanha. Em um lapso de tempo tão pequeno, a Alemanha Oriental já parece nunca ter existido.

Ai, Jisuis!!!

Posted in Viagens on 05/11/2009 by Kilminster

– Pior que um cara tocando sax alto na rua, no estilo Kenny G, é alguém parar ao lado e se arriscar nos vocais;

 – Estranho é em Curitiba onde algumas placas te dizem para entrar em um local onde a conversão é proibida;

 – Aí você compra um celular novo e ele vem programado para rejeitar automaticamente todas as chamadas. É você que tem que libera-las;

 – (essa é minha favorita) Nesses dias de calor infernal a gente é obrigado a trabalhar de roupa social;

 – Os trens do metrô com ar condicionado estão instalados na linha de trajeto mais curto e com menor número de usuários;

 – E vendedores de lojas de roupas têm uma dificuldade imensa em aceitar que você só vai levar o que pediu, não importa o quanto eles insistam.