Arquivo para agosto, 2009

Pensamento do Dia.

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 29/08/2009 by Kilminster

“Se o inferno fosse um filme, o metrô na Sé seria o trailler.”

Anúncios

Matou a Pau!

Posted in Esportes, Olhares with tags , , , , on 27/08/2009 by Kilminster

Há de se reconhecer a genialidade quando nos deparamos com ela. Para as meninas poderá parecer chocante, mas é absolutamente real e essencialmente justo. Reproduzo abaixo texto de Maurício Barros para a revista VIP que me foi enviado pelo Milho:

 Você é homem ou rato?

No futebol com os amigos, a gente vê quem tem caráter. O escritor Albert Camus, que era goleiro, já dizia que tudo o que aprendera sobre os homens vinha dos campos de futebol. Pura verdade. Tinha um cara na minha pelada semanal que cavava faltas. Acredita? Pode um sujeito simular falta onde o que vale é a palavra de cada um, a lei do “pediu, parou”? Justamente porque não tem juiz e o árbitro é a consciência? Pois é, o dito fazia isso. Um pária.

Se quisermos ter uma vida decente, há certas coisas que não devemos fazer no nosso sagrado jogo semanal. Dizer que vai e não aparecer, por exemplo. Só pode em caso de morte – própria ou de parente coladinho (tio já é muito longe, e sogra vai de você se vale ausência ou churrasco). Porque a diversão de todos depende da presença de cada um. Jogar com um a menos, pegar um cara emprestado da outra quadra, fazer goleiro-linha avacalham qualquer partida.

Outra coisa inadmissível em pelada é não querer revezar no gol. Tem que ir e pronto. Tem muito gaiato também que, aos primeiros chuviscos durante a tarde, se vê no direito de faltar porque “como tava chovendo pensei que não ia ter jogo”. Esse tipo deve ser defenestrado, nunca mais chamado pra nada. Intempéries não é motivo de cancelamento de jogo. Nunca.

E tem também o que se finge de morto na hora de revezar quando tem um a mais no quórum. “Quem sai agora?”, e o cara quieto, esperando alguém que já saiu se candidatar de novo. Sem falar no imbecil que fica reclamando do goleiro. Goleiro de pelada é um ser à parte. Superior. Abnegado, uma espécie de santo que topa ficar levando bolada enquanto os outros correm. Não se reclama dele nunca. Na nossa pelada, os goleiros não pagam o aluguel da quadra. É nossa forma de agradecer por eles existirem

Verdade é que qualquer um desses deslizes de caráter é muito mais grave do que uma entrada mais dura. Um xingamento aos berros ou cara feia depois de um gol perdido – tropeços assim são esquecidos já no vestiário ou na mesa da cerveja. Aqueles outros, não. Quando o cara dá o cano sem motivo, reclama ao ir para o gol, se omite na hora de revezar. Fica botando a mão na bola, está no fundo sinalizando que não merece estar ali com a gente toda semana, compartilhando risadas, raivas, botando pra fora nossos monstros. Deve ser demitido da turma, exatamente como fizemos com o rato que cavava falta…
5 COISAS QUE APRENDI COM O FUTEBOL

1- Respeitar os códigos de conduta. Valem mais que lei

2-Jamais tripudiar (gritar ”Chupa! ”, por exemplo) do adversário após marcar um gol. Ele ganhara o direito de te partir ao meio.

3-Todo goleiro é um santo. Reclamar com ele é pecado

4-A gente não vai ganhar sempre,

5-É melhor ter dois times parelhos do que um mais forte e outro mais fraco – mesmo que você esteja no mais forte

E… A roupa também diz muito sobre o caráter do peladeiro. Jogar de bermuda de surfista, regata e tênis iate é coisa de moleque.

A arte de dizer nada.

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 20/08/2009 by Kilminster

É possível em poucas linhas, ou às vezes até em muitas e em alguns casos em tomos inteiros dedicar-se a elucubrações filosóficas sobre temas cíclicos de impactos fundamentais sobre o campo das idéias quando se analisa as circunstâncias sob os escopos típicos da sociedade moderna.

Desta forma, assuntos trivialmente debatidos assumem proporções mais profundas, possibilitando novas ramificações e interpretações que levarão as análises a patamares diferenciados indubitavelmente suscitando as mais distintas conclusões.

Estes preceitos, quando aplicados de forma empírica acabam por se mostrarem essenciais à compreensão das questões afeitas a tais linhas de raciocínio, sem as quais, qualquer hipótese se mostra infundada.

Em linhas gerais, este pensamento nos remete ao início desta reflexão onde foi proposta uma visão geral sobre aquilo que se tinha como pedra fundamental de  toda esta discussão: nada.

Olha só que bonitinho…

Posted in Olhares, Sons with tags , , on 20/08/2009 by Kilminster

Cismei com essa música por esses dias, não sabia que era tão poética…

Dont get me wrong
If Im acting so distracted
Im thinking about the fireworks
That go off when you smile

Reformando

Posted in Olhares with tags , on 15/08/2009 by Kilminster

A história geralmente se repete em todos os lugares: um rapaz e uma moça se conhecem, (mais modernamente pode se dizer duas moças ou dois rapazes se conhecem), se enamoram e decidem que querem casar. Logo vêm à tona a verdade daquele ditado antiiiiiiigo que a vovó gosta tanto de repetir: “Quem casa quer casa”.
Então os dois pombinhos fazem descomunais esforços e juntam todas as suas economias para conseguirem comprar uma humilde morada para abrigar seu amor.
Então, tudo beleza…blá, blá, eles vão terminando a faculdade, conseguindo melhores posições no trabalho e conseqüentemente mais dinheiro. Aí vem a idéia, (que geralmente parte da moça), de dar aquela garibada no barraco, ou seja: uma reforma.
Fora os custos financeiros que esta idéia acarreta, existe um outro lado que embora gratuito, pode pesar ainda mais que a grana sobre os ombros daqueles que decidem reformar a casa: não existe transtorno maior que uma reforma em casa se você não pode sair de lá enquanto os pedreiros fazem seu trabalho.
Começa que você vai ter que amontoar todos os móveis e objetos do cômodo reformado em um outro. Em casas pequenas e apartamentos, este procedimento pode acarretar a interdição total de um quarto. Depois, você tem que viver dentro da casa. Tem que cozinhar, tomar banho, dormir. Um sufoco.
Fora a maldição do “Já que”. Ela faz os custos e a duração da reforma aumentarem horrores. Era só para trocar os azulejos do banheiro, mas “já que” estamos mexendo, que tal trocar o estuque por uma laje e fazer um sobrado? Assim, quando vierem as crianças…
Carrego comigo as lembranças de um mês dormindo em uma cama onde eu não cabia, instalada na cozinha, durante uma reforma na casa de meus pais.
Bom, até dormir na cozinha, tudo bem. O duro era agüentar grãozinhos de areia embaixo do lençol. E não adianta limpar. Eles são persistentes.
No banheiro então, aquele pó fininho que se acumula pela casa toda, se torna uma pasta suja e melequenta quando submetida ao vapor do chuveiro. Aí você sai do banho deixando pegadas pela casa toda. O famoso paninho para limpar os pés tem um grau de eficiência bastante discutível.
Na cozinha, comer é uma coisa divertida, uma vez que a mesa deve estar lotada de coisas como roupas a serem passadas, livros e caixas com artigos de outros cômodos. Tome criatividade!
Mas eis que chega o grande dia! O pedreiro te chama e diz: “Patrão, tá pronto”. Ah! Que maravilha! Tudo como a gente sonhou! Agora só falta…iniciar a faxina! Porque pedreiro está lá para derrubar e levantar paredes, abrir janelas e portas, colocar lajes e fazer sujeira. Muita sujeira. Quando saem, no máximo passam aquela vassoura velha, quase sem piaçava e amontoam todo aquele monte de pó e pedrinhas em um canto qualquer. Aí vão os donos da casa para a labuta.
Depois de deixar a casa limpa, vem o próximo estágio: achar lugares novos para as velhas coisas, porque são poucos os privilegiados que têm dinheiro para reformar a casa e trocar os móveis ao mesmo tempo. E a casa mudou e suas coisas já não tem mais aquele cantinho que ocuparam por anos. Você terá que estudar tudo muito bem para conseguir realocar todos os seus pertences.
Apesar de tudo, no final de toda a peleja, a casa esta finalmente linda arrumada e pronta para ser desfrutada. Aí, o casal se senta no sofá, abre champanhe para comemorar e um deles diz: “Mais pra frente, a gente podia trocar aquela porta de lugar e aumentar um pouco o outro quarto, né?

Originalmente publicado aqui

Twitter

Posted in Olhares, Viagens with tags , , , on 13/08/2009 by Kilminster

(Atenção, acione o vídeo abaixo antes de ler)

Resisti um tanto, mas um amigo insistiu muito para que eu entrasse no tal twitter e acabei cedendo.

Eu não conseguia ver como me divertir com pequenos textos de 140 caracteres. Eu sou muito mais tagarela do que isso. Preciso falar e explicar e aprofundar. Por isso tenho esse blog aqui para escrever o quanto achar que devo.

Mas fui lá. Fiz o cadastro e pronto. Já posso twittar a vontade. Ou piar, em uma tradução literal. Na verdade é isso que significa o twitter, um pio. Aí eu já imaginei o twitter como uma grande granja virtual, com todas aquelas pequenas aves amarelinhas, recém saídas dos ovos emitindo aqueles pequenos e agudos sons o tempo todo. Ainda bem que o tal twitter é escrito, senão enlouqueceria qualquer um.

Aí feito o meu cadastro, me foi oferecido procurar quais dos meus amigos possuem twitter para que eu possa segui-los. E eis que dezesseis deles estavam lá com seus incríveis perfis. E qual foi a minha surpresa em perceber que a maioria deles não escreve nada. Nem um pio sequer!!!

Depois foi me ocorrendo que talvez alguém possa ficar paranóico com essa coisa de um monte de gente seguindo. Achar que cada passo está sendo vigiado e que nada pode ser feito sem que o mundo tenha conhecimento! Coisa de doido.

Mas não é para isso que criamos blogs, perfis em sites de relacionamento e o tão falado twitter? Para que os outros saibam o que estamos fazendo, pensando, sentido e etc? Então que seja.

Piu!

Revoluções Por Minuto

Posted in Tem Que Ouvir with tags , , , on 07/08/2009 by Kilminster

Polêmica, polêmica, polêmica!!! Por que incluir um disco do RPM nesta distinta lista da sessão “Tem que Ouvir” deste dileto blog?

Porque queira você ou não este disco é um clássico, tem pelo menos cinco mega-hits e faixas muito mais interessantes do que sonha nossa vã filosofia.

Revolucoes_por_Minuto_albumO lado pop do disco foi explorado à exaustão e a banda adotou uma estratégia de marketing que a levou à superexposição. Estes fatores fizeram com que a banda fosse tratada como uma mera máquina de fazer dinheiro, quase uma boy band e a música em si ficou legada a segundo plano.

O RPM foi a primeira banda nacional a buscar uma produção maior, com uma clara concepção estética que envolvia desde a música até a iluminação do palco nos shows. Havia preocupação com tudo, timbres, figurinos, sex appeal, a luz certa, o jeito de falar, enfim, uma banda projetada para o estrelato que de fato conseguiu o que buscava.

Voltando ao disco, temos duas propostas bem distintas, que no LP foram separadas em Lado A, pop e Lado B, mais experimental. A despeito de faixas como Louras Geladas, Rádio Pirata e Olhar 43, o lado B trazia canções obscuras, em compassos estranhos, com letras complicadas, cheias de termos difíceis e densos.

Sintetizadores, efeitos, melodias soturnas, letras trabalhadas, timbres cuidadosamente escolhidos, (marcantes para a época), muito sintonizado com o rock inglês da época e cheio experimentações que foram levadas ao palco com gelo seco, lasers, sobretudos e projeções. Impensável para o Brasil de 1985. A banda foi revolucionária a seu modo e atingiu vendas que só o Rei Roberto Carlos podia sonhar.

Um produto de seu tempo, este disco tem que ser ouvido sem preconceitos para que se possa encontrar seu real valor por baixo de todo hype que recebeu em meados dos 80 e o injusto massacre que a mídia promoveu sobre a banda.

Curiosamente dois dos maiores hits do disco não têm refrão: Olhar 43 e Revoluções Por Minuto.

Destaques: Estação no Inferno, Liberdade e Guerra Fria, Sob a Luz do Sol e Juvenília. (Não conhece estas? Pois então está na hora de vencer o preconceito).