Arquivo para junho, 2009

Segundona

Posted in Olhares, Viagens on 29/06/2009 by Kilminster

Dentre as coisas no mundo que poderiam ser abolidas, a segunda-feira pela manhã é uma forte candidata. Quem é que merece de fato ter que acordar cedo para trabalhar depois de um fim de semana de descanso e diversão… Ah! Que chatice.

A semana deveria começar na segunda-feira após o almoço. Aí sim! Todos aproveitariam melhor o domingo, não teriam chiliques ao ouvirem a musiquinha infeliz do Fantástico e poderiam assistir aos filmes do Van Damme que a Globo põe no ar quase meia-noite.

Aí, na segundona, acordaríamos mais tarde, tomaríamos um café da manhã mais longo e substancial, levaríamos o cachorro para passear, daríamos um jeito na bagunça, tomaríamos aquele banho, comeríamos alguma coisa e aí sim sairíamos para a vida.

As coisas continuariam todas como são, mas pelo menos não teríamos acordado naquele bode típico dos começos de semana. Chegaríamos no trabalho mais ou menos às 13:00 sabendo que em poucas horas iríamos embora e pronto. As pessoas seriam muito mais felizes.

Seguindo este raciocínio, as sextas-feiras poderiam ser reduzidas também à metade, só que a metade da tarde. Trabalharíamos o período da manhã e já sairíamos para almoçar e ir embora.

Pense que interessante,  happy hours ao meio-dia, almoços com chopp, chegar em casa com o dia claro, ter tempo para arrumar tudo antes de engatar a diversão no fim de semana, preparar jantares para os amigos que chegarão à noite e tirar uma soneca para depois varar a madrugada.

Isso já ia fazer da quinta-feira um dia mais feliz, porque na sexta é só um pouquinho mesmo…

Não sei por que cargas d’água não implantamos este sistema no mundo todo. Ia ser bem mais legal. Mais tempo para a vida e menos encheção de saco para todos. Opa! Dá até slogan de campanha. Será que se eu me candidatar com essa plataforma serei eleito?

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Fora da Lei

Posted in Viagens on 27/06/2009 by Kilminster

O que é nos dias de hoje ser um fora da lei? Nos filmes clássicos de faroeste, um fora da lei era aquele bandido clássico, feio, sujo e malvado, que atirava como ninguém e tinha um cavalo que parecia ter o raciocínio de um humano brilhante.

Durante a idade média, os “outlaw” eram aqueles que se recusavam a se submeterem aos senhores feudais e iam viver em bandos de “malfeitores” até ficarem fortes o suficiente para se tornarem senhores eles mesmos.

Mas e agora que as leis são muito mais complexas e os códigos da vida em sociedade apresentam um infindável rol de regras impossíveis de serem lembradas de cabeça, será que alguém é capaz de viver totalmente dentro da lei?

Creio eu ser muito difícil a gente conseguir cumprir à risca tudo que nos é determinado. Às vezes até cometemos pequenas contravenções sem sequer tomarmos consciência. Em outras vezes, as regras são tão complicadas que acertamos só em parte. E há ainda casos em que é melhor não cumprir, ou você acha prudente parar no semáforo em São Paulo após a meia-noite?

E o que dizer de casos como os listados aqui?

Então acho que no fim das contas no mundo em que vivemos todo mundo vai acabar sendo um fora da lei em algum momento. É como citaria Bernard Cornwell através de um de seus brilhantes personagens em uma frase que diria mais o menos o seguinte: “Se você não consegue lembrar de todas as suas leis é porque você tem leis demais”.

Posted in Sons on 26/06/2009 by Kilminster

As Melhores Músicas Ruins

Posted in Sons with tags , , , , , , on 19/06/2009 by Kilminster

Sabe aquela música que é ruim, mas de algum modo consegue cativar as pessoas?  Aquela que ninguém diz que gosta mas faz o maior sucesso quando toca nas festas? Então, são essas. Músicas ruinzinhas e que a gente adora odiar, ou odeia adorar, sei lá… 

The Final Countdown – Europe: Acho que essa é a top. Ícone mor do metal farofa oitentista, essa música tem tudo que uma boa música ruim tem que ter. É fácil de gravar, tem refrão grudento, tem alta carga dramática e todos os clichês possíveis para um hard rock. Ideal para aniversários de 15 anos e formaturas. Ponto alto: o tecladinho do começo. Arrepiante.

Jump – Van Halen: Uma música meio pentelha que tocou pra caramba desde que foi lançada. Uma letra boba, um sintetizador tão marcante que alguns teclados da Yamaha vem com “Jump Synth” no banco de vozes e aquela levada bem fácil de entender com o baixo fazendo dum dum dum retinho, retinho. Mas é empolgante e quase irresistível gritar “JUMP” depois de ouvir o Dave Lee Roth cantar “Might as well jump”. Ponto alto: o solo inacreditável e sensacional de guitarra.

Born To Be My Baby – Bon Jovi: (Curioso como o Hard Rock impera nesta lista) Letra ultra romântica falando das dificuldades de um jovem casal que decide sair da casa dos pais para encarar o mundo cruel, tecladinhos, refrão mega grudento… enfim, tudo o que o povo gosta. Em português poderia ser uma música da dupla Victor e Léo. Mas bota pra rolar pra ver se alguém resiste a cantar junto… Ponto alto: ♪Na-na-na-na, na-na-na, na-na-na-naaaa…♪

That’s The Way (I Like It) – KC & The Sunshine Band: A música não sai do lugar. Na verdade, quase ninguém lembra que ela tem outra parte além do “That’s the way…I like it”… Mas mesmo assim é uma canção que causa furor em qualquer festinha. Identificável desde o primeiro acorde, tem uma batida reta e incansável que torna a música fácil para dançar, então vamos lá. Ponto alto: os uuuuuuuu do começo.

Send Away The Tigers

Posted in Tem Que Ouvir with tags , , , on 17/06/2009 by Kilminster

Lançado em 2007, o 8º álbum de estúdio da banda galesa Manic Street Preachers é um exemplo incrível de equilíbrio. Alternativo sem ser esquisito, pop sem ser piegas, pesado sem ser barulhento e melodioso sem ser melado.

tigersLiderado pelos vocais agudos e energéticos de James Dean Bradfield este disco se não tem o impacto de “Holy Bible”, é praticamente uma síntese da obra dos Galeses. Os riffs inventivos, as melodias sofisticadas, os arranjos com alta carga dramática e os refrãos que explodem grudando na cabeça na primeira audição. Isso sem falar nas já tradicionais letras politizadas.

Embora nunca tenham alcançado grande sucesso no Brasil, os Manic Street Preaches são gigantes no Reino Unido e uma única audição neste álbum já nos faz entender por quê.

Destaques para a faixa título, Your Love Alone Is Not Enough, The Second Great Depression e Autumn Song.

…rapidamente…

Posted in Olhares on 17/06/2009 by Kilminster

Há algo errado no mundo do futebol. O Atlético Mineiro liderando o Brasileirão e a Seleção jogando bem, mesmo sendo comandada pelo Dunga, são sinais de que as coisas não estão dentro da normalidade.

Os noticiários deram conta de tanta pancadaria na parada gay que começo a achar que o mundo do Vale Tudo finalmente encontrou seu orgulho LGBT. Ou então ao contrário… Ou talvez eles jamais estiveram dissociados…

Passei hoje em frente a uma igreja, dessas que se proliferam aos montes, e notei que o apesar de o nome ser “Igreja Pentecostal Jesus Vem”, o símbolo da mesma é a Arca de Noé e a pomba retornando com o ramo de oliveira. Acho que alguém não leu a Bíblia direito, porque apesar de eu não ser um especialista na área, me custa acreditar que Cristo tenha navegado com Noé nos tempos do dilúvio.

Tias gordas e sacolas gigantes parecem indissociáveis. Ainda mais quando se trata de transportes coletivos.

Posted in Uncategorized on 12/06/2009 by Kilminster