Progressivo

O estilo que todos adoram odiar. Os críticos descem a lenha quase que por esporte, os não fãs detestam sem sequer saber do que se trata.

Mas afinal o que é o progressivo?

As reclamações são muitas:

Por que as músicas tem que ter vinte minutos? R: E por que é que tem que ter três? Por acaso alguém olha a Guernica e acha o quadro “grande demais”? Arte é arte.

Ah, mas dá sono… R: E aquele glón, glón, glón do Sonic Youth não dá? Sei, sei…

Mas é muito pretensioso. R: Pretensiosos são os Strokes, o Oasis, o Prince e o Timbaland.

Por que tem que ser tudo tão grandioso? R: Por que que o legal tem que ser cantar olhando para o pé letras de nerd derrotado?

Por que tem que ter aquele monte de solos? Porque música não é só cantarolar letras e saber tocar é legal.

Fora isso, o progressivo tem várias subdivisões representadas pelos seus maiores expoentes. A saber:

Yes – Virtuose Hippie Cósmico: Músicos de primeira linha com longas canções super trabalhadas e letras com mensagens positivas e melodias etéreas. Sintetiza a obra: Roundabout (Fragile – 1972);

Pink Floyd – Intelectual Perfeccionista Existencialista: Tudo está interligado. Desde a capa do disco até o menor barulhinho gravado. Letras sobre as desventuras da mente humana em músicas onde tudo está em seu exato lugar. Sintetiza a obra: Time (The Dark Side of The Moon – 1973);

Genesis – Psicodélico Sombrio Teatral: Letras doidonas emolduradas por instrumental denso, complexo e sombrio. Isso até 1976, depois é outra história. A interpretação de Peter Gabriel dava o toque teatral com figurinos e tudo mais. Sintetiza a obra: The Carpet Crawlers (The Lamb Lies Down on Brodway – 1974);

Jethro Tull – Eletro Folk Místico Dorme Sujo: Letras de duendes e fadas, violões e flautas, mudanças estranhas de acordes e guitarras pesadas. Visual de mendigo. Sintetiza a obra: Aqualung (Aqualung – 1971);

Emerson Lake & Palmer – Super Virtuose: Compassos estranhos, harmonias complexas, dissonâncias, alterações de andamentos, sintetizadores, jazz contemporâneo, música clássica e rock e ainda assim assobiável. Sintetiza a obra: The Barbarian (Emerson, Lake & Palmer – 1970)

O post é longo? Claro. É um post progressivo.

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