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Tecnologias

Posted in Olhares, Viagens on 15/01/2009 by Kilminster

Há não tantos anos assim, qualquer cidadão tinha a plena capacidade de viver normalmente, alegremente e sorridentemente sem coisas que hoje nos parecem vitais, sem as quais não existe a menor possibilidade de se dar andamento às menores tarefas de nossas vidas.

Internet e celulares por exemplo. Ninguém em sã consciência, nesta sociedade moderna, vive sem estes dois artigos e a falta deles causa transtornos inimagináveis.

É impressionante como em 1995 as pessoas conseguiam marcar encontros e efetivamente se encontrarem sem os celulares. Os dois indivíduos combinavam “tal hora em tal lugar” e o primeiro a chegar esperava o outro. Não tinha essa de chegar e já ir ligando: “Onde você está?”. E tinha a vantagem de se poder fugir de uma roubada sem ter que pensar em uma desculpa imediatamente. Às vezes só encontrávamos o pobre coitado que fora deixado esperando em vão semanas depois.

O próprio conceito de telefone celular é algo fantástico, de mero aparelho de telefone portátil, passou a uma unidade de alta tecnologia que concentra funções das mais diversas. Não me causaria espanto se um desses modelos de nova geração não fizesse mais chamadas. Pra quê? Tem rádio, TV, MP3, joguinhos, câmera… Se alguém ligar vai atrapalhar tudo!!!

E a internet? Quem imagina hoje que para saber a programação do teatro, cinema ou mesmo TV, as pessoas tinham que comprar um jornal? Ou até mesmo para ler o jornal.

Quando queríamos convidar a turma para qualquer coisa, cumpríamos o ritual de sentar ao lado do telefone com a agendinha de papel e ligar para cada um dos amigos para dar a notícia. Muito interessante a atividade, porque permitia entrar em contato direto com pessoas com as quais não falávamos há tempos. Confesso que sempre levava mais a sério os convites para festas quando eram feitos por telefone. Era a certeza de que você foi convidado de verdade, e não era apenas um nome em uma enorme lista de e-mails.

Mas seja como for as tecnologias estão aí e tem suas vantagens. Este pequeno texto, por exemplo, só poderia ser lido por outras pessoas se eu tivesse uma coluna em uma publicação qualquer. Com a internet, qualquer tonto, até mesmo eu, pode expor suas idéias para qualquer um que venha a se interessar.

Mas tudo isso porque eu fiquei sem internet um tempão e agora estou com textos acumulados, alguns até já fora de contexto, mas que serão publicados aos poucos por aqui.

Em 2008 aprendi…

Posted in Viagens on 15/01/2009 by Kilminster

 

  •  Que não vou mesmo ganhar nada em bingos, apostas, rifas, ou mega-sena, (muito embora nesta eu continue tentando);
  •  Que a Amy Winehouse faz sentido;
  •  A prestar mais atenção nas letras de certas músicas;
  •  Sobre inefabilidade da relatividade do tempo;
  •  Que acredito nas “Three Spinners”. Wyrd Bið Ful Aræd, Wyrd Bið Ful Aræd!
  •  Que algumas coisas ficaram mais difíceis de cantar;
  •  Sobre a falta de lógica dos acontecimentos;
  •  Que mesmo quem não concorda sujeito e verbo pode ter alguma sorte na vida;
  •  Que andar em círculos, além de esforço, demanda técnica;
  •  Rock and Roll salva!!!