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Megashows

Posted in Olhares, Sons on 06/01/2009 by Kilminster

Os indies podem espernear o quanto for, dizer que shows intimistas são melhores, que música para massas não tem substância, (o que nem sempre é verdade, assim como a grande maioria das bandinhas indies era melhor nem existir), mas não há como um grande show. Seja em estádios ou em outros espaços tão grandes quanto.

É nesses espaços que os shows ganham suas maiores proporções e que transcendem a própria música, fazendo com que muitas outras coisas tenham que ser levadas em conta para garantir que mesmo o cara que está lá longe ainda possa curtir o que se passa no palco com a mesma intensidade.

Me lembro ainda com muita intensidade da sensação de entrar no estacionamento do Anhembi em uma noite chuvosa de dezembro e ver o palco enorme da Use Your Illusion Tour, do Guns n’ Roses. Lembro também de como foram explosivos, logo depois do anúncio, (From Los Angeles, California…Guns n’ Fuckin’ Roses), os primeiros acordes de Nightrain. Ou então o Parque Antártica inteiro cantando “Die, by my hand…” na lendária turnê do Black Album do Metallica. Ou o Morumbi inteiro entoando Shine on You Crazy Diamond no impecável show de Roger Waters.

Festivais também são muito legais. Me lembro com saudades das maratonas dos Hollywood Rocks e dos Monsters of Rock, nos quais estive presente em todas as edições. Era bem legal aquela coisa de chegar cedo e ficar ouvindo as bandas menos conhecidas sentado lá no fundão para ir para perto do palco na hora de suas favoritas.

Nas horas de espera também podemos ver coisas engraçadas acontecerem, como por exemplo, o público de trinta mil pessoas que aguardava o show do Judas Priest, logo depois de ter visto o Whitesnake, cantando em uníssono o refrãozinho em falsete “Touching youuuuuuuuu…” de I Believe in a Thing Called Love do The Darkness.

Nesses festivais se percebia quais bandas tinham condições de encarar um estádio e quais não. Era nítido que as grandes, como Paul MacCartney, Aerosmith, Metallica, Guns n’ Roses, Ozzy, Alice Cooper, AC/DC, Black Sabbath e Page & Plant, entre outros, sabiam bem o que fazer no palco imenso, outras, nem tanto. Lembro-me que o Faith no More sofreu um tanto no Monsters of Rock, apesar de ter detonado no Rock in Rio II.

Os cenários, o alto volume, as performances mais teatrais, tudo em grandes proporções, telões, bonecos, mega sistemas de PAs, luzes estonteantes, enfim, toda a mega produção que acontece em shows de estádio leva ao público uma sensação única.

A platéia enorme também contribui para o espetáculo. É bem diferente assistir a um show com três mil e com oitenta mil pessoas presentes. A catarse coletiva é bem maior, e portanto, maior é o impacto de um bom refrão.

Talvez shows em lugares menores sejam mais intensos, onde a interação entre banda e público seja maior, mas nas grandes arenas, as bandas têm que mostrar a sua força, e as músicas também. Dominar multidões é para poucos, e a distância do ídolo é que faz com que o admiremos. Se você olha um cara no palco e acha que pode fazer o que ele está fazendo, ele perde a magia. Não serve. O Rock and Roll Dream é para poucos.

B. Good, Richie…

Posted in Viagens on 06/01/2009 by Kilminster

Me deu a louca de ouvir Chuck Berry hoje.
Bom sinal…

Feliz 2009