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Ai, Jisuis!!!

Posted in Viagens on Novembro 5, 2009 by Kilminster

- Pior que um cara tocando sax alto na rua, no estilo Kenny G, é alguém parar ao lado e se arriscar nos vocais;

 - Estranho é em Curitiba onde algumas placas te dizem para entrar em um local onde a conversão é proibida;

 - Aí você compra um celular novo e ele vem programado para rejeitar automaticamente todas as chamadas. É você que tem que libera-las;

 - (essa é minha favorita) Nesses dias de calor infernal a gente é obrigado a trabalhar de roupa social;

 - Os trens do metrô com ar condicionado estão instalados na linha de trajeto mais curto e com menor número de usuários;

 - E vendedores de lojas de roupas têm uma dificuldade imensa em aceitar que você só vai levar o que pediu, não importa o quanto eles insistam.

Perguntinhas à Toa…

Posted in Viagens com as tags , , , , on Outubro 27, 2009 by Kilminster

Quando dizemos “os orientais” estamos nos referindo também aos australianos e neozelandeses?

Falta muito para o Carlos Eugênio Simon se aposentar dos campos de futebol?

Será que todo pedreiro tem essa tendência de se apropriar da obra, agindo como se esta fosse dele?

Por que para ir ao cinema na Av. Paulista tem que ficar fazendo aquela cara de “cabeçãointelectualóidefãdeloshermanos”?

O que o Fábio Jr. quis dizer com De repente você põe. A mão por dentro. E arranca o mal pela raiz. Você sabe como me fazer feliz…”

Hoje Não

Posted in Olhares, Viagens com as tags , on Outubro 20, 2009 by Kilminster

Lembro-me que esta pequena frase era proferida por minha mãe toda vez que algum vendedor tocava a campainha de casa oferecendo qualquer coisa. Desde vassouras, passando por tapetes, panos de prato, enciclopédias, pamonhas, frutas, massas congeladas e produtos de limpeza.

Era simples, a pessoa chamava, minha mãe atendia e o cidadão dizia, “vai (produto oferecido) hoje?” e ela respondia “hoje não”. Como mágica o vendedor, já acostumado a maioria de negativas, partia para a próxima porta livrando-a do incômodo.

Seria bom poder dizer um simples “hoje não” para certas coisas. O despertador, por exemplo, tem dias que ele toca e dá vontade de virar para ele e dizer a pequena frase mágica.

Ou então quando o chefe chama logo de manhã na segunda-feira: “Hoje não, chefe” e ele iria importunar outro funcionário.

Tem dias que a gente não está pra ninguém.  Aí tinha que ter algum jeito de escapar.

Hoje não, vai?

O Mar

Posted in Olhares, Viagens com as tags , , on Setembro 23, 2009 by Kilminster

Das minhas janelas vejo o mar. Não o mar líquido. Vejo o mar sólido de metal e concreto.

Vejo seu movimento de ondas lineares que não avançam e recuam com as marés, mas que vem e vão em movimentos lineares, por vezes serpenteando em seus canais negros.

Ao cair da noite, não é negro como o mar de água, mas se colore de luzes em milhares de pontos amarelos, brancos, vermelhos e verdes. É quando seu movimento fica mais evidente, e mais bonito.

O vidro da janela o faz silencioso, quase tranquilo, mas a aproximação revela seu caos de infinitos sons e músicas, docemente enlouquecendo aqueles que nele mergulham.

Somente imersos em suas profundezas é que podemos encontrar seus encantos e seus tesouros. Não é óbvio. Requer ciência para compreender sua beleza. Por isso mesmo são infinitas suas recompensas.

No mar nos perdemos todos os dias e acompanhamos seu eterno movimento. No mar vai a vida. No mar vamos nós.

Pick up yours…

Posted in Olhares, Viagens on Setembro 23, 2009 by Kilminster

Ou pensa, ou repete.

Ou entende, ou escorrega.

Ou lê nas entrelinhas, ou obedece.

Ou olha para os dois lados, ou é atropelado.

Ou sabe, ou grita.

Ou argumenta, ou xinga.

Ou enxerga, ou esbraveja.

Ou aprofunda, ou morre na praia.

Homeless

Posted in Viagens on Setembro 19, 2009 by Kilminster

Saudades dos meus livros, das minhas músicas. Saudades do espaço, do tempo. Saudades da sozinhez, do silêncio, do escuro. Saudades dos aromas, dos sabores. Saudades da TV desligada, da música soando, do nada fazer. Saudades do relógio próprio, dos acordes encadeados ao acaso, dos improvisos sem razão. Saudades da desconexão, do desalinho, da meditação. Saudades do que é e do que nunca deveria ser e da batalha de todo sempre. Saudades do café forte, das tardes perdidas e dos chocolates amargos.

4000

Posted in Viagens on Setembro 17, 2009 by Kilminster

Quanto tempo leva para passar quatro mil dias?

Leva, é claro 4000 dias. Ou 96000 horas, ou ainda 10,958904109 anos.

De qualquer modo é muito tempo. Um tempo maior do que talvez devesse ser, ou talvez apenas uma parte de um todo maior.   

Em quatro mil dias dá para acontecer muita coisa. São quase três mandatos presidenciais, duas Copas Do Mundo, duas Olimpíadas, dez Campeonatos Brasileiros…

Em quatro mil dias tantas coisas podem mudar tanto a pondo de no dia 4000 não conseguirmos lembrar como eram no primeiro.

Quatro mil dias atrás celulares eram enormes e caríssimos, não existiam MP3 e IPods, computadores eram lentos e de pouca memória e a glória era conseguir gravar coisas em CDs.

Quatro mil dias são um tantão de tempo.

E ela se preocupa com as fotos da Playboy…

Posted in Olhares, Viagens com as tags , , on Setembro 10, 2009 by Kilminster

A julgar pelas roupas que ela usava, ter fotos pelada circulando por aí não é nada…

Xuxa

Verborragia

Posted in Viagens com as tags , , , on Setembro 2, 2009 by Kilminster

Às vezes me dá esse ataque verborrágico em que eu começo a escrever sem propósito algum. Apenas por escrever, sem assunto, sem nada que interesse. Acho que na verdade fico ridiculamente encantado com a minha própria capacidade de digitar rápido. Acho legal como consigo conversar no MSN sem ter que abreviar tudo e ainda colocando acento nas palavras.

Um tanto anormal, mas o que é normal nesse mundo? Eu com certeza não sou. Então abro uma página em branco do Word e saio digitando qualquer coisa que me venha à cabeça, sem ficar com muitas delongas e preocupações estilísticas. No final, tenho um texto de relevância zero, mas ao menos dei vazão a um tanto de energia acumulada.

Tenho dificuldade em encontrar assuntos todos os dias para escrever, então acabo forçando a barra de vez em quando para ver se sai alguma coisa, mas em geral começo as coisas e não termino. Tenho salvos aqui no micro dezenas de pedacinhos de textos que eu comecei e não consegui desenvolver. Uns até interessantes, outros nem tanto.

No fim das contas, o que me interessa agora é ir digitando e digitando sem propósito algum. Talvez isso me cause alguma espécie de transe, uma espécie de “estado alfa” que me permita dar uma relaxada durante um dia chato de trabalho sem dar muito na vista que estou dando um tempo. Afinal de contas, o barulho frenético do teclado não é indício de que estou sem fazer nada.

E de fato não estou parado, estou digitando um monte de coisas sem sentido que nem sei se vou publicar. É só uma válvula de escape para a rotina. Escrever, escrever e escrever.

Se alguém leu até aqui, desculpe, não era a intenção, mas às vezes acontece. No meu primeiro post, lááááááá em 2005,  eu disse que ia escrever o que eu quisesse, quando quisesse e como quisesse. E assim é, por isso criei este blog, para escrever qualquer desvario que batesse nesta minha mente insana.

The Beatles

Posted in Sons, Viagens com as tags , , on Setembro 1, 2009 by Kilminster

Raramente escrevo aqui sobre os Beatles, porque acho covardia escrever sobre uma banda que eu tenho tatuada no braço e que está tão impressa no meu DNA que seria impossível escrever alguma coisa relevante e que não soasse como opinião de fã. Mas pouquíssimas pessoas nesse mundo seriam capaz, não é verdade.

Minha banda ultimamente vem se dedicando a revisitar o repertório dos quatro rapazes de Liverpool e conforme vamos tocando as músicas, vai ficando cada vez mais evidente o quanto a obra deles é atemporal e principalmente salta aos ouvidos a qualidade do trabalho do quarteto inglês. Excetuando-se uma pequena parte da primeira fase, o dito iê-iê-iê, o resto parece ter sido composto nos dias de hoje.

Ainda que deixemos o aspecto mais vanguardista da banda de lado, sem os flertes com a música clássica e coisas que vieram a ser o que se chama de “rock progressivo”, basta executarmos as músicas mais roqueiras, sem sequer mudar os arranjos, com equipamentos mais novos e elas soam como se tivessem sido escritas ontem. As composições são consistentes e sobrevivem à passagem dos anos como se nada tivesse acontecido entre a criação delas até hoje.

É possível afirmar sem medo de errar que se o Revolver tivesse sido lançado hoje, cairia imediatamente nas graças do público e da crítica, afinal de contas, afinal, tudo que ouvimos como lançamentos, tem um pezinho, ou dois, lá no disquinho de 1966. E no resto da obra dos Fab Four também.

Músicas como “She Said, She Said”, “Tomorrow Never Knows”, Hey Buldog, “Rain” e até as de começo de carreira como “I’ll Be Back”, “Every Little Thing” e “Don’t Bother Me” poderiam constar em qualquer disco das “revelações” do novo rock sem soarem deslocadas.

Basta ouvir os discos para compreender por que a legião de fãs se renova e porque as novas bandas sempre se dizem influenciadas pelos Beatles. Prova de que o que é bom resiste ao tempo.

Tatoo