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Para alegrar o dia.

Postado em Sons, Tem Que Ouvir com as tags , em Setembro 25, 2009 por Kilminster

Dear Prudence

Dear Prudence, won’t you come out to play
Dear Prudence, greet the brand new day
The sun is up, the sky is blue
It’s beautiful and so are you
Dear Prudence won’t you come out to play

Dear Prudence open up your eyes
Dear Prudence see the sunny skies
The wind is low the birds will sing
That you are part of everything
Dear Prudence won’t you open up your eyes?

Look around round round
Look around round round
Oh look around

Dear Prudence let me see you smile
Dear Prudence like a little child
The clouds will be a daisy chain
So let me see you smile again
Dear Prudence won’t you let me see you smile?

Dear Prudence, won’t you come out to play
Dear Prudence, greet the brand new day
The sun is up, the sky is blue
It’s beautiful and so are you
Dear Prudence won’t you come out to play

Back In Black

Postado em Tem Que Ouvir com as tags , , , , em Setembro 16, 2009 por Kilminster

Disco que marca a volta do AC/DC e a estréia do vocalista Brian Johnson, meses depois da morte do carismático Bon Scott, este é um exemplar que vem representar toda uma discografia. Enquanto bandas e mais bandas se esfalfam para acdc_back_in_blackserem as mais rápidas, mais alternativas, mais virtuosas, mais pesadas e mais cabeçonas, o AC/DC faz o som que gosta e se enquadra na categoria dos “mais legais”.

É tudo básico. Simples direto, sem rodeios e sem frescuras. Bateria e baixo retos e concisos, guitarras monstruosas e vocais metálicos e rasgados. Os riffs são diretos e cortantes, o ritmo tem um balanço cafajeste, as levadas despejam testosterona e a produção do disco cheira a cerveja.

É diversão da primeira a última faixa, para ouvir sem pular nenhuma. Clássico encima de clássico em uma aula de rock and roll. Deveria ser matéria obrigatória nas escolas.

Destaques: Só para não ficar no óbvio ululante, ”Rock And Roll Ain’t Noise Pollution”, “Hells Bells” e a maravilhosa “Let Me Put My Love Into You”.

Appetite For Destruction

Postado em Tem Que Ouvir com as tags , em Setembro 1, 2009 por Kilminster

Disco de estréia do Guns n’ Roses em 1987 é o exemplo mais bem acabado de Hard Rock dos anos 80. Com este lançamento, a banda conseguiu romper com a aura “glam” do cenário hard de Los Angeles conseguiu se destacar do monte de bandas do então chamado “Hair Metal” ou no Brasil “Metal Farofa”.

AppetitefordestructionAs doze músicas são cheias de energia, com uma sujeira incomum, riffs poderosos, vocais ultra agudos e agressivos, baixo na veia e bateria certeira. Tudo isso combinando em uma pegada pesada e um senso pop na medida.

O som mais cru e a postura junkie trouxe o público para junto da banda e os shows arrasadores causaram a explosão da banda na mídia, abrindo espaço para um boom do som pesado no mundo.

O estilo de vida “sexo, drogas e rock and roll” era levado ao extremo pela banda e isso se retratava nas faixas do então LP, hoje um clássico absoluto do rock e onde se encontram muitas das melhores faixas da banda.

Destaques: São muitos, mas Welcome to the Jungle, Nightrain, Mr. Brownstone, Sweet Child o’ Mine, Rocket Queen e a alucinada You’re Crazy são verdadeiras pérolas hard.

Revoluções Por Minuto

Postado em Tem Que Ouvir com as tags , , , em Agosto 7, 2009 por Kilminster

Polêmica, polêmica, polêmica!!! Por que incluir um disco do RPM nesta distinta lista da sessão “Tem que Ouvir” deste dileto blog?

Porque queira você ou não este disco é um clássico, tem pelo menos cinco mega-hits e faixas muito mais interessantes do que sonha nossa vã filosofia.

Revolucoes_por_Minuto_albumO lado pop do disco foi explorado à exaustão e a banda adotou uma estratégia de marketing que a levou à superexposição. Estes fatores fizeram com que a banda fosse tratada como uma mera máquina de fazer dinheiro, quase uma boy band e a música em si ficou legada a segundo plano.

O RPM foi a primeira banda nacional a buscar uma produção maior, com uma clara concepção estética que envolvia desde a música até a iluminação do palco nos shows. Havia preocupação com tudo, timbres, figurinos, sex appeal, a luz certa, o jeito de falar, enfim, uma banda projetada para o estrelato que de fato conseguiu o que buscava.

Voltando ao disco, temos duas propostas bem distintas, que no LP foram separadas em Lado A, pop e Lado B, mais experimental. A despeito de faixas como Louras Geladas, Rádio Pirata e Olhar 43, o lado B trazia canções obscuras, em compassos estranhos, com letras complicadas, cheias de termos difíceis e densos.

Sintetizadores, efeitos, melodias soturnas, letras trabalhadas, timbres cuidadosamente escolhidos, (marcantes para a época), muito sintonizado com o rock inglês da época e cheio experimentações que foram levadas ao palco com gelo seco, lasers, sobretudos e projeções. Impensável para o Brasil de 1985. A banda foi revolucionária a seu modo e atingiu vendas que só o Rei Roberto Carlos podia sonhar.

Um produto de seu tempo, este disco tem que ser ouvido sem preconceitos para que se possa encontrar seu real valor por baixo de todo hype que recebeu em meados dos 80 e o injusto massacre que a mídia promoveu sobre a banda.

Curiosamente dois dos maiores hits do disco não têm refrão: Olhar 43 e Revoluções Por Minuto.

Destaques: Estação no Inferno, Liberdade e Guerra Fria, Sob a Luz do Sol e Juvenília. (Não conhece estas? Pois então está na hora de vencer o preconceito).

The Night

Postado em Tem Que Ouvir com as tags , , em Julho 4, 2009 por Kilminster

Quinto e último álbum de estúdio desta banda americana Morphine, lançado em 2000 já depois do falecimento de seu mentor, baixista e vocalista, Mark Sandman, (de enfarto, encima do palco), se destaca na discografia da banda justamente por ser um disco muito bom e não um mero lançamento de sobras de estúdio.

morphineA atmosfera do disco é densa, sensual, arrastada, letárgica e envolvente. É daquelas raras obras que consegue tirar o ouvinte do mundo enquanto toca.

Todos os instrumentos são explorados de modo a ressaltar os tons mais graves, e a voz introspectiva e quente de Sandman se combina perfeitamente com o sax barítono e a bateria “cool jazz”, (é verdade, o Morphine não tem guitarra).

Uma sonoridade única, refinada e ao mesmo tempo cativante, que pega na primeira audição.

Destaques: A faixa título, Souvenir, Like a Mirror e a fantástia Rope on Fire.

Send Away The Tigers

Postado em Tem Que Ouvir com as tags , , , em Junho 17, 2009 por Kilminster

Lançado em 2007, o 8º álbum de estúdio da banda galesa Manic Street Preachers é um exemplo incrível de equilíbrio. Alternativo sem ser esquisito, pop sem ser piegas, pesado sem ser barulhento e melodioso sem ser melado.

tigersLiderado pelos vocais agudos e energéticos de James Dean Bradfield este disco se não tem o impacto de “Holy Bible”, é praticamente uma síntese da obra dos Galeses. Os riffs inventivos, as melodias sofisticadas, os arranjos com alta carga dramática e os refrãos que explodem grudando na cabeça na primeira audição. Isso sem falar nas já tradicionais letras politizadas.

Embora nunca tenham alcançado grande sucesso no Brasil, os Manic Street Preaches são gigantes no Reino Unido e uma única audição neste álbum já nos faz entender por quê.

Destaques para a faixa título, Your Love Alone Is Not Enough, The Second Great Depression e Autumn Song.

Dehumanizer

Postado em Sons, Tem Que Ouvir com as tags , , , , , em Maio 15, 2009 por Kilminster

Datado de 1992, esta é uma pérola do rock pesado. Foi lançado em uma época em que o Sabbath era considerado uma banda praticamente extinta que vinha sendo carregada apenas pelo guitarrista Tony Iommi, com formações que variavam disco a disco, que ainda que fossem bons, não estavam a altura do velho Black Sabbath.

DehumanizerMas eis que ressurge o line-up dos excelentes Mob Rules e Live Evil: o baterista Vinnie Appice, com seu estilo fortemente influenciado por John Bonham, o baixista e co-fundador do Sabbath Geezer Butler com suas linhas fantásticas conduzidas com a famosa “pata de urso” e o inacreditável Ronnie James Dio, na minha modesta opinião, o melhor vocalista do hard rock/metal de todos os tempos.

O disco é surpreendentemente moderno, sequer lembrando que tratamos então de uma banda então com quase 25 anos de carreira. Guitarras pesadíssimas, bateria e baixo formando uma muralha sonora, vocais perfeitos e composições inspiradas com um fôlego de fazer inveja a muita banda iniciante. As letras, em vez de bruxas e demônios, traziam temas universais, atemporais, realistas e absolutamente próximos das vidas das pessoas. Indispensável!

Destaque para Computer God, After All, TV Crimes, I,  e Time Machine.

 PS: Nesta sexta e sábado será possível conferir o quarteto veterano em ação em SP!

Whitesnake – Ready An’ Willing

Postado em Sons, Tem Que Ouvir com as tags , , , , , em Maio 7, 2009 por Kilminster

Formada pelo então ex-vocalista do Deep Purple David Coverdale, o Whitesnake caracterizava-se em seu início por um hard rock fortemente calcado no blues, pitadas de Deep Purple, com melodias sensuais, letras românticas e instrumental inspirado, muito diferente do “metal farofa” que a banda iria adotar em meados dos anos 80.

readyanwillingNeste quarto álbum, lançado em 1980, temos a banda em grande forma, contando em seu line-up com além de Coverdale, os também egressos do Deep Purple Jon Lord, (teclados), e Ian Paice, (bateria), o excelente baixista Neil Murray e a famosa dupla de guitarristas Mick Moody e Bernie Mardsen.

Excelentes timbres vintage, ótimos riffs, refrãos marcantes, vocais poderosos e sem exageros, backing vocals precisos, peso e balanço em equilíbrio e cozinha afiada é o que encontramos neste disco. É o apogeu do Whitesnake em sua primeira fase mostrando o seu melhor.

Daí em diante o grupo, sempre capitaneado por Coverdale, iria gradualmente abandonar as raízes blueseiras e partir para o glam e o “hard rock farofa virtuose”, que ainda que com grandes composições, pecou sempre pelos excessos, típicos dos anos 80.

Para quem quer conhecer o Whitesnake em sua essência, este é o álbum.

Destaques para a faixa título, “Fool For Your Lovin’” em sua versão original, “Blindman” e “Ain’t Gonna Cry No More”.

Tem Que Ouvir

Postado em Sons, Tem Que Ouvir em Abril 17, 2009 por Kilminster

Estou inaugurando aqui uma sessão neste incrível blog que vai falar sobre discos essenciais, álbuns indispensáveis que todo mundo que gosta de música tem que ouvir. Discos que de uma forma ou de outra se destacam e apresentam ao mundo aquele “algo mais” que faz com que sejam especiais. Isso, é claro, baseado em minha própria opinião, afinal de contas este é o meu blog. Vai lá então:

 

cosmotronSkank – Cosmotron (2003) – O quinto álbum de estúdio da banda mineira traz um rompimento com a fase inicial do conjunto, que já tinha se iniciado com o anterior, (Maquinarama, de 2000), onde a influência do reggae e outros ritmos jamaicanos era uma constante.

Psicodelia, Beatlemania, melodias marcantes, letras espetaculares, guitarras bem timbradas, hammonds, experimentalismo, fusão de ritmos e até um toque futurista fazem de Cosmotron um clássico do pop rock brasileiro. Um disco bem acima da média e que mostra a banda no seu auge. Imperdível.

Destaque para as faixas “Supernova”, “Amores Imperfeitos”, “Formato Mínimo” e “Por um Triz”.