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Carajás?!?

Postado em Momento Sr. Saraiva, Olhares com as tags , , , , em Dezembro 2, 2009 por Kilminster

E eis que nossos iluminados representantes acharam por bem criarem mais uma estrelinha dentro do círculo azul de nossa bandeira. O novo estado seria um pedaço do Pará, mais precisamente o sudeste do estado e atenderia pela alcunha de Carajás. Será formado por 38 municípios do sul e sudeste do Pará, onde vivem 1,4 milhão de pessoas e terá como capital Marabá.

Foi aprovado pelo Senado um plebiscito a ser aplicado nos 38 municípios acima referidos para saber a opinião da população sobre a criação do novo estado. A alegação do proponente, Leomar Quintanilha do PMDB-TO e do relator Valter Pereira do PMDB-MS, é que as grandes distâncias do estado do Pará impedem uma atuação mais eficaz da administração estadual.

Ainda que a afirmação acima faça sentido, pensemos bem: o futuro estado teria uma população pouco maior que do município de Campinas no estado de São Paulo, teria 38 municípios, economia baseada na agricultura, extrativismo e mineração e, considerando que o estado do Pará representa 2% do PIB nacional, o novo estado terá uma fração disso.

Para a portentosa potência acima, teremos um novo destino para repasses de recursos federais, um novo governador e todo o aparato que isto representa, uma nova câmara de deputados e três novos senadores que representarão um contingente populacional, como já foi dito, pouco maior que o do município de Campinas e serão estes senadores de uma região conhecida por seus “coronéis” de poderosos sobrenomes e que são os que realmente mandam neste país desde que este existe e que por conseqüência vão aumentar suas bancadas no Senado e Câmara Federal, ampliando seu poder.

Levando em conta o parágrafo acima, a idéia de um novo estado adquire um novo e nefasto sentido. E abre um precedente, afinal de contas, as distâncias no estado do Amazonas são ainda maiores e mais preocupantes, e podemos considerar que apesar do estado do Mato Grosso ter sido dividido na década de 1970, ainda é bem grandinho e talvez pudesse ser criado o Mato Grosso do Oeste ou coisa assim.

Então o estado do Carajás é bom para quem? Para o país com certeza não é. Para a pequena população que vive na região, talvez. Agora, para os coronéis, com certeza será.

Quem Merece Este Governo?

Postado em Momento Sr. Saraiva, Olhares com as tags , , , em Setembro 4, 2009 por Kilminster

Teoricamente os presidentes, governadores, prefeitos, deputados, senadores, vereadores e ministros estão ocupando suas respectivas posições com o intuito de representarem e executarem a vontade do povo, se não em sua totalidade, pelo menos da maioria, ou seja, daqueles que os elegeram. Desta forma deles se espera que tomem atitudes que sejam condizentes com os cargos que ocupam, tendo como meta o bem estar geral da nação e dos cidadãos.
Na prática, o que se vê é um total desmando, com os políticos envolvidos em um contínuo jogo de poder onde o que menos interessa é o tal bem estar da nação. Membros de todos os partidos, que fique bem claro: “TODOS”, usam e abusam de suas posições para enriquecerem e se perpetuarem no poder. Não existe no Brasil situação e oposição, direita e esquerda. Existem apenas os que detém o poder e os que querem tomar o poder.
Aí vem a pergunta: Quem merece este governo? E quem merecia o anterior? E o anterior? Por acaso você acha que os governos anteriores eram menos corruptos que o atual? Ou eles apenas sabiam melhor como manter os inimigos calados? Não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar que uma rede de corrupção tão grande tenha sido montada nos últimos três anos.
Mas voltando a pergunta do título, pode se dizer que: se você trafega pelo acostamento quando o trânsito pára na rodovia, se na hora de entrar no metrô você corta a fila pelos lados, se você acha mais gostoso quando seu time ganha roubado, se não devolve quando o troco vem a mais, se você compra mercadorias contrabandeadas nos promocenters da vidas, se compra produtos receptados de roubos em feiras “do rolo”, se não faz questão de nota fiscal, se finge que está dormindo quando uma moça grávida entra no ônibus, paga um cafezinho para o guarda quando sabe que será multado, se você não dá bom dia à faxineira do escritório, aceita quando seu funileiro te oferece uma peça “mais em conta” para o carro, estaciona torto na vaga do condomínio, não segura o elevador para o vizinho que chega correndo, pára no meio da rua para cumprimentar um conhecido segurando os outros carros atrás de você ou então aceita quieto quando estas coisas acontecem ao seu lado, então você merece.
Merece porque os governos são nada mais que o retrato de uma sociedade que age desta forma. Se você aplica o famoso “jeitinho” no seu dia-a-dia, não pode estranhar que os políticos assim o façam, afinal de contas, todo cidadão é elegível, sendo assim, os eleitos são pessoas como eu e você. Ora, do cara que molha a mão do guarda para o político que paga e aceita mensalão, a única diferença é a oportunidade.
Observando o cotidiano das pessoas, seja em grandes como em pequenas cidades, seja qual for a classe social, o que vemos é sempre um tentando tirar vantagem do outro. Desta forma, só posso crer que o povo brasileiro está muito bem representado por sua classe política, ou seja, nós merecemos este governo.

Originalmente publicado aqui em 27/03/2006.

zummmmm

Postado em Momento Sr. Saraiva em Julho 30, 2009 por Kilminster

- Acampar é legal, mas por muito tempo, aborrece;

- A incompetência alheia é algo difícil de lidar…;

- Também é complicado quando você começa a achar que um taco de beisebol pode ser uma boa solução para os seus problemas;

Como diria Axl Rose…

Postado em Momento Sr. Saraiva com as tags , em Julho 21, 2009 por Kilminster

All it takes is patience…
A fucking little patience…
It’s all we need.

Da Missa um Terço

Postado em Momento Sr. Saraiva, Olhares em Março 30, 2009 por Kilminster

Àqueles que não conhecem da missa um terço, recomenda-se que não entrem na reza sob o risco de clamarem ao santo errado e receberem a graça pelo avesso. Murmurar palavras decoradas sem dar-lhes o devido significado não faz sentido.

É como fazer um trabalho em um terreiro de religiões afro-brasileiras. E melhor saber o que está fazendo, porque alguém pode chutar o despacho e o Exu vai encarnar na sua vida acabando com seu sossego.

Divindades, como conceberam os gregos, são ciumentas, possessivas, vingativas e por vezes cruéis. Não convém provocá-las com sacrifícios medíocres para graças inatingíveis.

Questão de fé é difícil. Cada um acha de acreditar na mesma coisa de um jeito diferente. Aí começam uma série de confusões que não têm a menor razão de ser. Discussões intermináveis entre duas ou mais partes tentando dizer o mesmo…

Só não vale jogar para os deuses a culpa por aquilo não lhes compete

 

 

33ºC

Postado em Momento Sr. Saraiva, Olhares em Março 3, 2009 por Kilminster

Temperaturas altas, sol escaldante… ah o verão! Tudo maravilhoso, não fosse pelo simples detalhe de eu não estar em férias. Calor só é bom quando estamos com pouca roupa e em algum lugar simpático, onde tenha muita água e de preferência onde haja alguma sombra e um ventinho. Ah, lógico! Cerveja gelada, sempre…

De resto, verão é um saco. A gente demora para dormir, os pernilongos se animam, a gente acorda suado, sai para trabalhar com o maldito traje social  e fica derretendo dentro do metrô, que sabe se lá porque tem ventilação apenas nos corredores. Se por acaso já estiver cheio e você tiver que ficar perto da porta, terá que suportar além de tudo o calor humano.

Acho que se há alguma vantagem em ser mulher, deve ser nessas ocasiões, quando elas podem sair para o trabalho com vestidinhos leves, sandálias, ombros de fora… Homem não! É sapato fechado, calça comprida, camisa, gravata, paletó… Quem foi o imbecil que inventou que esses trajes eram apropriados para os trópicos! Antes pudéssemos usar aquelas roupas dos árabes. Pelo menos, seria mais arejado.

Á tarde, então, cai aquela chuva torrencial. Raios, trovões e muita água. Aí você pensa: Oba! Vai refrescar. Mas que nada… tudo que acontece é ficar mais abafado e úmido. E se você tiver o azar de estar desprotegido na hora da chuva, vai ficar absolutamente ensopado.

No calor também, as pessoas ficam agitadas, falam sem parar, se mexem demais… Não rola! A única coisa legal mesmo é a chamada Happy Hour, onde um chope redentor vem salvar nossas vidas.

Por essas e outras estou ansioso para a chegada do inverno. Aí sim as coisas voltam ao normal e já poderemos sair de casa tranquilos, caminhando sob o sol sem derreter. Espero que as águas de março fechem logo o verão.

Two Minutes of Hate

Postado em Momento Sr. Saraiva, Viagens em Dezembro 18, 2008 por Kilminster

No famosíssimo e essencial livro de George Orwell, 1984, os dois minutos de ódio são um período diário ao qual os cidadãos se reunem para descarregarem suas frustrações e ódio contra os inimigos do “Partido”, a entidade governamental totalitária que controla o país fictício de “Oceania” que tem sua personalidade encarnada na figura do “Grande Irmão”.

Durante os “Dois Minutos de Ódio”, são exibidos vídeos do inimigo-mor do Partido e dos espectadores se espera que manifestem toda seu ódio em relação a tão repugnante figura.

Este procedimento tem como finalidade o controle das emoções dos cidadãos, cujas manifestações de repúdio a qualquer outra coisa são severamente vigiadas e reprimidas pelos mecanismos de controle do Estado. Sendo assim, os Dois Minutos de Ódio acabam por canalizar toda a energia negativa e reprimida para uma finalidade controlável pelo Grande Irmão.

Às vezes acho que todo cidadão deveria ter direito aos seus dois minutos de ódio. Afinal de contas, quem é que consegue ficar fazendo carinha de feliz todos os dias o dia todo? Eu não.

O que pode mudar é que o Estado não precisaria impor o objeto do ódio, afinal de contas isso aqui se pretende uma democracia. Aliás não haveria sequer a necessidade de se violar a privacidade das pessoas.

Seria o seguinte, haveria, espalhados em diversos locais, cabininhas individuais, onde cada cidadão entraria, com toda a privacidade, escolheria em uma tela semelhante aos caixas eletrônicos o tema para seus dois minutos e em seguida passaria dois minutos vociferando, xingando e o que mais lhe aprouvesse, contra as imagens na telinha. Bastava apenas contar com dispositivos de segurança que evitassem que o cara se matasse lá dentro, e pronto.

Passados dois minutos, a tela mudaria para uma paisagem bucólica e suaves melodias tocariam. Então o cidadão sairia de lá mais leve, feliz, contente, alegre e sorridente, com seu ódio descarregado e pronto para continuar seu dia calmamente.

Soluções Vikings Para Problemas Modernos.

Postado em Momento Sr. Saraiva em Setembro 26, 2008 por Kilminster

Pode não ser sutil, mas é mais eficiente.

 - Para pessoas que seguram as portas do metrô: É só substituir aquelas borrachinhas das portas por duas lâminas afiadas. Nas primeiras mutilações poderia ocorrer alguma comoção, mas logo o povo ficaria esperto.

 - Para a Lei Seca: Mudar a denominação dos estabelecimentos de “Bares” para “Tavernas” e fazer com que os donos deixem os bêbados dormindo onde quer que caiam, assim não precisarão ir para casa e consequentemente não precisarão dirigir. Pensando melhor, o ideal seria decapitar o inventor da lei seca e expor sua cabeça em uma estaca para servir de exemplo.

 - Para as eleições: Basta que os candidatos sejam postos para duelar com espadas e escudos. O que sobreviver ganhou. Nos debates, antes de cada pergunta ou resposta, o candidato deverá tomar um chifre de cerveja. Será considerado o vencedor o que ainda conseguir falar ao final do programa

 - Para espertinhos que furam filas e invadem espaços como jogos de futebol e outros espetáculos: Abate sumário realizado por arqueiros estrategicamente posicionados. Os cadáveres deverão ser expostos próximos aos locais das ocorrências sob os dizeres “Quem fura a fila acaba assim”.

Le Chevalier Noir

Postado em Momento Sr. Saraiva, Olhares, Viagens em Setembro 5, 2008 por Kilminster

Originalmente publicado em 30/03/2006.